sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Tarte de amêndoa





Por ti falo e ninguém pensa
mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão
meu tropel de ternura, minha casa
meu jardim de carência, minha asa.

Por ti vivo e ninguém pensa
mas eu sigo um caminho de silvas e de nardos
uma intensa ternura que persigo
rodeada de cardos por tantos lados.

Por ti morro e ninguém sabe
mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada
o teu corpo que sabe a desespero
ó minha amarga amêndoa desejada.


Amália Rodrigues
Composição: Alan Oulman



 


Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 250 gr de açúcar
  • 200 gr de amêndoa moída (farinha de amêndoa)
  • raspa de meio limão
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 50g de amêndoa palitada
  • açúcar em pó q.b. (cobertura)

 

Preparação:


Numa taça deitar os ovos, o açúcar e mexer (sem bater) com a vara de arames.
Juntar a amêndoa, aos poucos, a raspa de limão e mexer bem até ficar um preparado homogéneo.
Verter a massa numa tarteira (forma de tarte) untada com manteiga.
Salpicar com os palitos de amêndoa e, por cima destes, distribuir pequenos pedacinhos de manteiga (o mais fino que consiga cortar).

Levar a forno pré-aquecido a 180º durante 30 minutos. Depois de desenformar polvilhar com açúcar em pó (opcional).


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Coelho em vinha d'alhos



Fim de validade?


Qual a vossa opinião acerca dos produtos em "fim de validade"? Compram ou têm algum receio?

Estas questões foram colocadas no Facebook e geraram várias opiniões, sendo que na generalidade a resposta obtida mostra que muitas pessoas compram estes produtos com data aproximada do fim de validade. Percebi que a maioria se deixa guiar pelos sentidos, faz uma apreciação dos produtos e não lhes notando nenhuma alteração do cheiro, cor, etc (propriedades organolépticas) os consome sem preocupação.

Bem... eu também costumo comprar algumas vezes, tal como aconteceu com este coelho.

Vá, sei que muitos de vós não gostam... mas há por aí bastantes apreciadores desta carne. Esta receita é muito simples de preparar e fica de lamber os dedos!

Acreditem no que vos digo! :)






Na tagine (pode ser um tacho, claro) deite uma colherzita de banha (na falta desta use azeite) e o coelho marinado numa boa vinha d'alhos (vinho tinto bom, alhos socados, louro, carqueja, sal e pimenta em grão).
Cozinhe devagarinho, sem destapar, uns 90 minutos.

Sugestão: Na frigideira, regada com um pequeno fio de azeite, coloque fatias de pão e toste-as dos dois lados. Ponha-as numa travessa ou prato fundo, disponha o coelho por cima das mesmas e regue tudo com o molho de cozinhar o coelho.
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Arroz económico (no forno)



Votos de um Felicíssimo e cheio de saúde 2019!  


Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga

 

 

Ingredientes:

  • 1 fio de azeite (o suficiente para untar o fundo do tacho/caçarola/alguidar)
  • 1 cebola média
  • 2 medidas de arroz (usei agulha)
  • 2 pedacinhos de carne (estava estufada - aproveitamento)
  • 1/2 cenoura laminada
  • 1/2 chávena de ervilhas
  • 2 perninhas de salsa
  • 5 medidas de água ou de caldo* de carne/legumes
  • sal q.b. 

NOTA: a medida usada foi uma chávena de chá


* façam um caldo caseiro (cozendo rabo de boi/carne/frango, cebola, cenoura, aipo, alho francês, salsa...). Podem preparar em quantidade maior e congelar, para futuras utilizações.


Preparação:


Ligar o forno a 220ºC. Laminar a cebola em meias luas e a cenoura em rodelas finas. Ferver a água ou o caldo de carne ou legumes.

No tacho colocar o azeite, a cebola, o arroz e envolver muito bem. Juntar os pedacinhos de carne, a cenoura e as ervilha e envolver.

Acrescentar a água ou o caldo, ajustar o tempero de sal e mexer ligeiramente (uso um garfo), para separar os grãos de arroz.

Levar ao forno e deixar cozer cerca de uma hora. 

Nota: Pode aproveitar-se o forno para assar (ao mesmo tempo que se coze o arroz) carne/peixe/batatas... etc.

Obs.: Se o arroz começar a tostar em demasia, cobrir com folha de papel vegetal (prefiro-o ao alumínio).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Brandade de bacalhau

 

 

Então é Natal! ♪ ♫ ♪ ♫

Oxalá os votos feitos, no natal, se renovem a cada dia do ano e que a preocupação e respeito para com o próximo não se restrinja a esta quadra festiva.

Hoje, como no mês passado e como daqui a 2 meses, desejo que todos tenham uma vida harmoniosa, refeições na mesa, carinho e amor dos seus familiares e amigos, mas sobretudo que tenham saúde para usufruir disso.



Um abraço e votos de um Feliz Natal
Agora, deixo-vos a entrada:
 

Brandade de bacalhau

Ingredientes:

NOTA: as batatas devem ter o peso (aproximado) do bacalhau


Preparação:


1 - Cozinhar o bacalhau no azeite, juntamente com o alho, em baixa temperatura (fogo mínimo no fogão ou 90º no forno), por aproximadamente uma hora.

2 - Enquanto o bacalhau é preparado, descascar as batatas e picar em cubos médios.

3 - Levar a cozer.

4 - Depois de cozidas e escorridas, juntar a  NATA COM SABORES DO MAR PARMALAT

5 - Fazer um refogado com a cebola e azeite q.b. (usar o do bacalhau).

6 - No liquidificador, bater as batatas, natas e bacalhau (limpo de peles e espinhas) até obter um puré.

7 - Verter o puré no refogado de cebola e misturar bem. Deixar cozinhar 5 minutos e deitar em taças refractárias. Salpicar com queijo parmesão ralado.

8 - Levar ao forno a gratinar.

9 - No liquidificador, bater um punhado de salsa com azeite da cocção do bacalhau e 3 dentes de alho (que confitaram com o bacalhau).

10 - Retirar do forno e decorar a gosto.


Sugestão: Servir com pedaços de pão torrado, ou frito em azeite. Deitar pequenas colheradas de brandade no pão e regar com o molho de salsa.


Poderão ver esta e outras receitas na página da Parmalat.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Capão à Freamunde - XIII Semana Gastronómica

Capão à Freamunde - confeccionado pelo Chef Vitor Brito, restaurante a.rei.a


A convite do Turismo Porto e Norte e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, estive presente na Apresentação da XIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde. 

Nesse evento, como vem sendo habitual, quando participo nestas press trip / fins de semana gastronómicos, confirmo com uma convicção crescente que se come muistíssimo bem em Portugal. E, como se isso não fosse motivo suficiente, há imenso que ver e fazer nestas nossas lindas regiões. Tudo apela a que visitemos, provemos e bebamos o que o nosso país tem para nos oferecer!


Bem, mas falemos do que me trouxe aqui: O Capão (incluindo a sua receita) e a Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia.  

O jantar alusivo decorreu no restaurante "a.rei.a" onde foram também apresentados 3 novos embaixadores do Capão: Isabel Pires, Manuel Serrão e António Loureiro. Todos eles prometeram defender e promover esta iguaria por onde andarem. 

Historial do capão


A origem do capão remonta aos tempos romanos diz-se que na Roma antiga, o cônsul Caio Cânio, restringido nas suas horas de sono, pelo alvorecer sonoro dos galos, teria conseguido fazer aprovar uma lei no senado que proibia a existência dos galináceos, no perímetro urbano da cidade.
Privados do prazer da sua carne, os súbditos logo inventariam uma forma engenhosa de contornar a disposição legal – capando os galos. Surgia assim o capão, o sápido eunuco que, na sua nobreza e requinte, se tornou comparável ao faisão, à perdiz e à galinhola.
Diz-se que desvirilizados, eles pararam de cantar, para consolar a perda da função, começaram a alimentar-se compulsivamente e a engordar bastante. Ao serem abatidos, mostraram-se iguarias sublimes. Os romanos descobriram que quanto mais cedo fosse realizada a castração, melhor seria o sabor da carne.

E, pelos caminhos de Roma, chegaria até nós este costume e este processo que enriquecia a gastronomia e a alimentação da região, acrescentando-lhe nova e delicada iguaria.
Vários autores se referiram ao capão como “Manjar dos Reis” em suas obras, mereceu atenção de Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós.
Mas para que o deleite seja maior e saboreado como um manjar real e sublime, deve ser preparado “à Freamunde”.

A par de uma riqueza nutritiva e um sabor delicado, as suas origens fazem parte do património lendário da região.

 

Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia


Instituída por provisão régia d' El-Rei D. João V, a 3 de Outubro de 1719, "rezestada na chancellaria Mor da Corte e Reino no livro de offícios a mercês a folhas quarenta e oito; em Lisboa occidental dois de Novembro de mil setecentos e dezanove(...)”
Alguns historiadores referem que "a Feira dos Capões já se realizava no séc. XV. Ainda nos dias de hoje em Freamunde, a “Feira dos Capões” realiza-se a 13 de Dezembro, e coincide com a data em que a liturgia católica venera Santa Luzia, a protetora da visão. Os alegados motivos de atração de milhares de Forasteiros à Cidade de Freamunde, é o da compra dos capões aliando também a fé religiosa, venera-se na capelinha de Santo António, situada no mesmo terreiro da feira.
Para os boémios, manda a tradição que seja os primeiros fregueses da afamada “Barraquinha das Festas Sebastianas”, onde servem rojões, fêveras …. regadas com o novo verde tinto da região que é de praxe.
A Feira conta com a eleição do melhor “Capão Vivo” no sentido de dar a conhecer a especificidade deste produto que, se não for bem castrado, não ganha determinadas características, sendo nesse caso chamado “Rinchão”.

 

 

Receita tradicional

capão à Freamunde

Embriaga-se o Capão com um cálice de Vinho do Porto e passada meia hora, mata-se, depena-se, abre-se e lava-se.

Depois de estar em água fria com rodelas de limão, cerca de uma hora, põe-se a escorrer e mergulha-se em "vinha de alho" (molho de vinho branco, algumas colheres de azeite, sal e pimenta e vários dentes de alho esmagados).

Deve permanecer neste molho, de véspera, e proceder-se a diversas viragens, esfregando o Capão.
No dia de o consumir, põe-se ao lume uma caçarola com azeite, gordura de porco e cebolas às rodelas. Quando a cebola está estalada, deita-se uma boa colher de sopa de manteiga, 2,5 dl de vinho branco e sal q.b..

Escorre-se o capão, esfrega-se todo com este novo molho e recheia-se com "farófia" e um picado feito com os "miúdos" do capão e bocadinhos de salpicão e presunto.

Coloca-se na assadeira, de preferência uma "pingadeira de barro", e leva-se ao forno a assar lentamente, picando-se com um garfo de vez em quando, ao mesmo tempo que se rega com o molho da assadeira. A operação de picar com o garfo deve ser cuidadosa para não ferir a pele que deve ficar estaladiça e loura.



Semana gastronómica


capão à Freamunde


Iniciou-se em 2006 e conta com a parceria de vários restaurantes do concelho que aderem à iniciativa. Actualmente conta com 8 anos de existência e foi alargada a duas semanas pela imensa procura que tem. 

Um dos pontos altos da Semana Gastronómica é a 12 de Dezembro, com o Concurso Gastronómico / Jantar “Capão à Freamunde”. Neste evento, os restaurantes aderentes levam o seu capão a concurso, onde o prato é apreciado e avaliado por um júri, sendo posteriormente comunicado o vencedor no Jantar e entregues os respetivos prémios. O Jantar é um momento sublime de degustação desta tão mui nobre iguaria. É mais uma oportunidade para a promoção deste prato que encanta apreciadores e cujo produto se encontra certificado como Indicação Geográfica Protegida (IGP) pelo despacho nº4253 de 7 de Março de 2011. 

Diz o provérbio popular "Do frango capão a perna, e da galinha o peito". Excelente assado, com ou sem recheio, coleciona apreciadores famosos. O escritor Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição (1862), aconselhava-o ligeiramente flambado com aguardente velha e conduzido à mesa com a pele estaladiça. Historial do Capão.




NOVIDADE!


Uma das grandes novidades é a introdução de um selo identificativo da ave, com a colocação de uma anilha, passando a partir de agora a existir um “bilhete e identidade” do Capão de Freamunde. Só podem entrar no Concurso de melhor Capão Vivo as aves com “BI”. O Capão à Freamunde tem a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia.










domingo, 18 de novembro de 2018

Bolo de iogurte e raspa de limão

 


Há anos que não fazia algumas coisas que tenho voltado a fazer. Hoje andava no supermercado às compras, num dos raros momentos de tempo e paciência para ver todas as prateleiras e eis que me chama a atenção uns fraquinhos de iogurte.
Banal, dirão muitos de vós! Mas não para mim... que não como iogurtes há uns bons 8 anos. Estes (naturais açucarados, com açúcar de cana) eram os meus favoritos. Num impulso lá os comprei, trouxe para casa e quando os tirava do saco decidi fazer um bolo: Bolo de iogurte!

Pensei: Quero um bolo alto, fofo e delicioso! Lá reuni os ingredientes todos e meti mãos à obra. O resultado é o que se vê e garanto-vos que ficou mesmo como o queria. Quando o estava a retirar do forno lembrei-me de algumas perguntas que me fazem várias vezes sobre bolos... e decidi tirar aquelas fotos passo-a-passo, que estão no final da publicação, para explicar como costumo fazer.
Atenção: isto funciona comigo, mas não significa que seja igual para todos. É, tão e só, o meu conhecimento empírico.

Experimentem, experimentem... e experimentem! Tenham uma semana feliz e doce!

 

 

 

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 frasco ou 125ml de iogurte (usei natural açucarado)
  • 300g de açúcar
  • 125ml de óleo de girassol
  • 200g de farinha com fermento
  • 100g de amido de milho (tipo farinha maizena)
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • 1 limão (raspa)
  • manteiga para untar a forma
  • farinha para polvilhar a forma untada

 

Preparação:


Separe as gemas das claras. Bata as claras em castelo com umas gotas (3/4) de sumo de limão. Reserve.

Bata as gemas com o açúcar. Adicione o iogurte, o óleo, em fio, e bata de novo (deitei o iogurte e o óleo sem parar de bater) até ficar uma massa esbranquiçada e fofa.

Gradualmente, adicione as claras alternando com as farinhas (peneirei-as, como sempre).
Envolva tudo sem bater. Deite a massa numa forma untada com manteiga, polvilhada com farinha, e leve ao forno pré-aquecido (aqueci a 180ºC), até crescer e o bolo ficar dourado (esteve 50 minutos no forno).


 

 

DICAS:


De vez em quando há quem me diga que os bolos lhe calham mal, que frequentemente ficam "achatados, assapados, encruados, etc" e que gostariam de saber o que fazer para isso não acontecer.
Pois bem... isso pode acontecer devido a diversos factores, sendo arriscado estar a garantir que foi por este ou aquele motivo.
No entanto, partilho convosco algumas das coisas que costumo fazer e resultam bem.

Olhando para a imagem, da esquerda para a direita:

1 -
Após retirar o bolo do forno deixo-o repousar um pouco, dentro da forma, em cima de uma base que o deixe arrefecer antes de desenformar, sem ter contacto com uma superfície fria. Evita-se o choque térmico, muitas vezes responsável por os bolos "baixarem".

2 - Depois de uns 10 minutos, na forma, desenformo o bolo e coloco-o em cima de uma placa furada, até arrefecer. Evita o ressuar do bolo, que o deixa humedecido.

3 - Cobrir o bolo, com um pano húmido, enquanto arrefece para não perder humidade e ficar fofo. Este "passo" só o experimentei hoje e foi uma dica que me deram. Resulta!

Nunca abro o forno durante a cozedura do bolo e apenas espreito, pelo vidro, perto do final do tempo.
A forma utilizada também tem muita influência no resultado final. Deixo-vos uma sugestão de onde poderão comprar boas formas: https://www.ametalurgica.pt/pt/loja 
A que utilizei, para este bolo, foi esta: https://www.ametalurgica.pt/pt/kugelhof

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Tarte Coco Lovers

 

SO FOOD SO GOOD 2018


O regresso do So Food So Good – Portugal Taste à Exponor ficou marcado pelo dinamismo do programa e pela estreia do So Veggie So Good, que comprovou a necessidade de resposta à tendência alimentar de base vegetal.

De 27 a 30 de outubro, cerca de uma centena de expositores encheram pavilhões na Exponor, em Matosinhos, para a segunda edição do So Food So Good – Portugal Taste. O evento registou um total de 5.000 visitantes, que puderam conhecer e provar as últimas novidades no mercado.

Adorei visitar e experimentar novos produtos e ingredientes, sendo que alguns passarão a estar presentes no meu armário e frigorífico.

Exemplo disso são o leite condensado de coco da Evervegan (pelo qual me apaixonei) e a bebida de coco da Shoyce (provem o de arroz. Adorei!!!). Estas marcas têm outros produtos que me surpreenderam e agradaram. Ambas são uma excelente opção para alimentação vegan, que embora não seja a dieta alimentar que pratico, se adaptam perfeitamente à minha cozinha e ao meu gosto pessoal.




 


Ingredientes:


NOTA: para 1 lata de leite condensado de 320g, usar 200ml de bebida, 4 ovos e 140g de coco. Forma de 24cm





Preparação:

Numa taça, junte o leite condensado de coco e os ovos. Mexa com uma vara de arames, até estar bem envolvido. Junte a bebida de coco (pode ser de amêndoa ou outro sabor, a gosto) e mexa. Adicione o coco e envolva tudo.
Estenda a massa numa forma de tarte (fundo amovível - 22cm) e pique o fundo com um garfo. Verta o recheio na massa e leve ao forno pré-aquecido a 190ºC, durante cerca de 40 minutos.
Deixe arrefecer, desenforme e cubra com as raspas, ou com o coco ralado.




domingo, 4 de novembro de 2018

Bolo de laranja com casca (liquidificador)



Ingredientes:


  • 1 laranja média
  • 4 ovos
  • 1 chávena de óleo de girassol
  • 2 chávenas de açúcar
  • 2 chávenas de farinha
  • 1 colher de sobremesa de fermento

Preparação:


No liquidificador coloque os ovos, a laranja cortada em fatias, sem as extremidades, pevides e partes brancas, o óleo e o açúcar.

Misture durante uns minutos, até homogeneizar. Verta o preparado do liquidificador numa taça e envolva-lhe a farinha peneirada juntamente com o fermento. Unte uma forma com manteiga, polvilhe com farinha e verta nela a massa.

Leve ao forno a 180º durante 45 minutos. (Faça o teste do palito para verificar se está cozido)

sábado, 3 de novembro de 2018

Tarte de bacalhau e legumes





Gosto de Béchamel! E vocês?

Sei que muitos gostam, tal como eu, mas há, cada vez mais, intolerâncias alimentares que limitam o que podemos ingerir. 

A pensar em quem é intolerante ao glúten a marca Parmalat criou um béchamel, que em nada fica a dever ao tradicional. Lançou-me o desafio para experimentar o molho e desenvolver uma receita com o mesmo.

O resultado é a tarte de bacalhau que hoje partilho convosco. Poderão ver esta e outras receitas na página da Parmalat.





Ingredientes:

 


  • 1 lombo de bacalhau (cerca de 300g)
  • 1/2 cebola
  • 1/2 cebola roxa
  • 1 pimento doce amarelo
  • 1 pimento doce vermelho
  • ½ cenoura
  • 100g de cogumelos (usei pleurotos)
  • 2 dentes de alho
  • 1 raminho de salsa
  • 50 ml de azeite
  • massa quebrada (usei de compra – sem glúten)
  • 200 ml de Béchamel Parmalat Isento de Glúten





Preparação:



Coloque o bacalhau numa taça e cubra-o com água a ferver. Deixe repousar enquanto prepara os legumes.
Descasque as cebolas, pique a branca e lamine a roxa. Lave, retire os pés e sementes dos pimentos e corte-os em rodelas finas (pimentos pequenos 6/7cm). Descasque a cenoura e lamine-a em rodelas muito finas. Limpe os cogumelos e desfaça-os (com as mãos) em tiras/pedaços. Limpe o bacalhau de peles e espinhas e desfaça-o em tiras ou pedaços.

Leve um tacho ao fogão com o azeite, a cebola branca picada e os alhos laminados. Deixe alourar levemente, em lume médio, junte a cenoura e envolva. Cozinhe por 2 minutos. Adicione metade dos pimentos e dos cogumelos, mexa e deixe cozinhar mais 2 minutos. Junte o bacalhau e envolva tudo. Cozinhe 3 a 4 minutos, adicione os restastes cogumelos, pimentos, cebola roxa e a salsa picada.
Regue com o molho béchamel e envolva levemente (para não desfazer os legumes – apenas para envolver).

Estenda a massa e forre, com esta, uma forma de tarte (pode ser redonda). Pique-a com um garfo e encha-a com o receio de bacalhau e legumes (se estiver com demasiado líquido, não o verta todo).

Leve ao forno pré-aquecido a 220ºC, durante cerca de 35 minutos (ou até que esteja um pouco tostada e o recheio se apresente cozinhado – sem líquidos). Retire do forno e deixe amornar um pouco antes de desenformar.


Sugestão: Servir acompanhada de salada (alface, rúcula... ou outra a gosto)




domingo, 16 de setembro de 2018

Doce de pêssego

 

Os Pêssegos




"Para fazer um pêssego,
é preciso um inverno
uma primavera, um verão,
um outono e uma abelha,
muitas noites e muitos dias,
e sol e chuva,
pétalas rosadas com pólen,
tudo para que tua boca
possa conhecer
uns minutos de prazer."


Minou Drouet



Para fazer o doce de pêssego é preciso juntar, ao que o poeta disse, uma boa dose de amor e dedicação.
Pensar nisso deve fazer-nos apreciar tanto o pêssego quanto o doce do mesmo... pelo que valem e pelo que demoram até estar prontos para nos saciar.





Doce de Pêssego

 

Ingredientes:

  • 3Kg de pêssegos (pelados e sem caroço)
  • 1,2Kg de açúcar
  • 1 pau de canela

 

Preparação:


Pese o açúcar e reserve.

Remova a pele aos pêssegos, retire-lhes o caroço e parta-os em gomos ou aos pedaços.

Num tacho (é importante que tenha o fundo grosso) coloque camadas alternadas de pêssego e açúcar.  (Sugestão: vá partindo o pêssego, pesando e colocando no tacho, alternando com o açúcar)

Leve ao fogão, de início com o lume mais alto e após levantar fervura reduza para médio/baixo. Vá mexendo ocasionalmente, até sentir que o doce está a engrossar. Adicione o pau de canela e deixe reduzir até obter uma textura do seu agrado (cerca de 2:30h a 3h).

No final da cozedura vá deitando porções do doce num coador de rede metálico (de rede mais larga) e mexendo com a colher de pau até se desfazer a maior parte dos pedaços. Repita a operação até o doce ter a textura que lhe agrade.

Coloque em frascos, de preferência esterilizados, voltados com a tampa para baixo e deixe arrefecer.


NOTA: pode ralar com a varinha mágica se preferir o doce sem pedacinhos e mais homogéneo.


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Gelado de framboesa

 

Findou agosto... com algum desgosto. 

Mas o que nos resta, senão colocar um sorriso no rosto?




Complicações de saúde da minha mãe e de outros familiares fizeram com que o mês passasse a um ritmo muito diferente do habitual. A cozinha quase fechou, por falta de tempo, fome, disponibilidade física e emocional para cozinhar.

Os dias desaceleram quando cada minuto conta. Quando cada minuto faz diferença.
A apreciação pelo trabalho das pessoas que estão nos hospitais a assegurar a saúde, a higiene, a alimentação, etc. de quem lá está internado passa a ser visto e pensado. Até aqui só sabemos que existe...
Não me parece ser só um trabalho! Pelo que tenho observado, desde junho (já me parece uma eternidade a percorrer corredores de hospitais), esta é gente que dá muito de si, todos os dias, todos os turnos.

Muito obrigada a todos os profissionais de saúde.

Apesar do mês me ter trazido muitas aflições, ainda assim me despeço dele com amor. Que tudo serene!


 

Gelado de framboesa

 

Ingredientes:

    • 2 chávenas de framboesas
    • 500ml de natas
    • 1/4 chávena de açúcar (usei açúcar de coco)

      NOTA: usei Bravo Crem (é uma nata vegetal, própria para bater). Este produto costumo comprar em casas que vendem artigos para pastelaria e gelataria. Mas foi apenas porque era o que tinha no frigorífico. Podem usar natas ou outro substituto.
      O açúcar de coco é uma alternativa ao açúcar refinado. Encontra-se, normalmente, à venda em lojas de produtos dietéticos (dizem ser uma boa solução para diabéticos).

       

      Preparação:

      Congele as framboesas. (Pode fazer isto de véspera, ou com vários dias/semanas de antecedência).

      Coloque o açúcar na taça com a lâmina de triturar/amassar, 40 segundos, velocidade 10. Junte as framboesas congeladas e triture durante 20 segundos, velocidade 8. (Se não tiver robot de cozinha use uma varinha mágica, liquidificador, etc.)

      Troque a lâmina de triturar/amassar pelo acessório misturador e incorpore as natas na taça. Misture na velocidade 5 durante 40 segundos.

      Verta a mistura num recipiente e congele durante 1 hora, ou até começar a solidificar nas bordas. Deite o gelado numa tigela e mexa com um garfo ou bata no robot de cozinha até ficar macio. Tape o recipiente e volte a colocar no congelador durante 2-3 horas, ou até ficar firme.

      Dica: Se possuir sorveteira (máquina de fazer gelado), use-a, seguindo as instruções do fabricante.

      segunda-feira, 16 de julho de 2018

      Copinhos de Cheesecake com Lemon Curd



      Ingredientes:

      • 250 g de queijo mascarpone
      • 2 colheres (sopa) de açucar em pó baunilhado
      • 100 ml de natas batidas (ou chantilly)
      • 8 colheres (sobremesa) de curd de limão
      • 8 bolachas de amêndoa

      Preparação:


      No recipiente da batedeira bater o queijo mascarpone até este se apresentar suave.
      Adicionar o açúcar em pó e bater até ficar bem misturado.
      Envolver, gradualmente, as natas batidas até que se formem um creme homogéneo.

      Triturar a bolacha e colocar no fundo dos copos. Cobrir a bolacha com o creme de mascarpone, intervalando com o curd de limão.
      Levar os copinhos ao frigorífico até ao momento de servir.

      sábado, 23 de junho de 2018

      Gelado de creme de limão (lemon curd)

       

      Doce e  ácido, como alguns dias...

       

      Fazemos muito planos e nem sempre o resultado é o esperado ou o desejado, até.

      Assim é a cozinha, assim é a vida! 

      Se não experimentássemos a doença, nunca daríamos o devido valor à saúde, se nunca sentíssemos o desencanto é porque jamais teríamos estado encantados... e, e, e...

      Mas parando com a introspecção e voltando ao assunto que me traz cá, vou explicar-vos o que era para ser uma coisa e acabou por ser outra.

      Bem... este gelado era suposto ter sido uma mousse de curd de limão (aproveitamento do creme que me sobrou, depois de fazer uma pavlova) e acabou por sair um gelado. 
      Sim, um gelado... e isto porque me distraí uns segundos e as natas bateram demasiado. 

      Pois, também me acontecem imprevistos (da cozinha e dos outros)!

      Mas como não podemos fazer outra coisa que não seja dar solução ao que temos em mãos, lá temos que nos desenrascar (isto é muito português). E foi o que fiz! Deitar fora não era opção, fazer o quê com aquilo?
      Um gelado, pois claro!

      E correu bem (desta vez).

       

      Ingredientes

      • 1/2 chávena de creme de limão (lemon curd - receita abaixo)
      • 1 chávena de natas para bater (devem estar bem frescas)
      • 1/4 chávena de açúcar em pó

      Preparação


      Mousse:

      Na taça da batedeira colocar as natas e começar a bater. Sem parar  de bater ir adicionando o açúcar aos poucos. Bater cerca de 3 a 5 minutos.
      Desligar, verter o creme de limão (lemon curd) e bater mais um pouco até que tudo esteja envolvido.  

      Gelado:

      Sorveteira: Deitar o preparado anterior na máquina de fazer gelados (sorveteira), pôr a mesma em funcionamento, e aguardar cerca de 30 minutos ou até  que ver que o gelado está pronto. Verter o gelado numa caixa com tampa e levar ao congelador até à hora de servir.

      Sem sorveteira - congelar a mistura num recipiente próprio, destapado, durante 1-2 horas, ou até começar a solidificar nas bordas. Deitar a mistura numa tigela e mexer com um garfo ou bater na liquidificadora até ficar macia. Voltar a colocar no congelador e gelar durante mais 2-3 horas, ou até ficar firme.Tapar o recipiente com uma tampa.


      Creme de limão ou Lemon Curd






      Receita para fogão


      Ingredientes:

      • 3 ovos grandes
      • 150 gramas açúcar 
      • 80 ml de sumo de limão (2-3 limões) 
      • 60 g de manteiga sem sal (temperatura ambiente)
      • 1 colher de raspas de limão finamente picado

      Preparação:

      Numa bacia de inox colocada sobre uma panela de água a ferver (benho-maria) misture os ovos, o açúcar e sumo de limão até tudo estar envolvido. Cozinhe, mexendo sempre (para evitar que coalhe) até que a mistura se torne espessa. Este processo levará aproximadamente 10 minutos. Retire do lume e coe para remover todas as protuberâncias. Corte a manteiga em pedaços pequenos e envolva-os na mistura até que a esta derreta. Adicione as raspas de limão e deixe arrefecer. O curd de limão continuará a engrossar enquanto arrefece. Cubra imediatamente (assim evita que se forme uma pele) e leve ao frigorífico até arrefecer completamente. Dura até uma semana.

       

      Receita para robot de cozinha


      Está preparada para a Cuisine Companion, mas podem adaptar ao vosso robot.

       receita encontrada na página francesa do robot Cuisine Companion.