segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Quiche de tomates, salmão fumado e cebola roxa




Tomate pêra amarelo


O Tomate pêra amarelo, como qualquer tomate é antioxidante, útil no controlo do colesterol, rico em vitamina C, promove a saúde do pâncreas, tem acção de protecção contra o cancro, reduz o risco de doenças cardíacas, promove a saúde ósseas, ajuda contra a enxaqueca e os diabetes e é um anti-inflamatório natural.

Os frutos do tomate pêra amarelo são pequenos, muito saborosos e aromáticos. Muito colorido em saladas simplesmente cortado ao meio, também é muito bom frito em azeite ou assado no forno.

Esta é uma informação muito generalista sobre este ingrediente, mas na realidade não encontrei, nas pesquisas que fiz, muito mais sobre este tomate.

Se alguém souber mais sobre este assunto, agradecemos que partilhe connosco. Desde já, obrigada ;)



Não posso deixar de agradecer à Emilia Teixeira, amiga da nossa página, que muito gentilmente me ofereceu estes lindos tomatinhos. As vossas partilhas são maravilhosas! Permitem que todos fiquemos mais informados. Obrigada
 


 

 Ingredientes:

  • tomate pêra amarelo
  • tomate-cereja
  • salmão fumado
  • cebola roxa
  • pimento vermelho de conserva
  • oregãos frescos
  • azeitonas
  • 4 ovos
  • 200 ml de natas para cozinhar
  • 2 colheres (sopa) de queijo mozzarella
  • sal, pimenta, ervas de provença
  • Massa quebrada
 OBS: alguns ingredientes não apresentam quantidades, pois estas foram usados sem pesar ou medir.



Preparação:

Estender a placa de massa sobre a forma, picar o fundo e rechear com os diversos ingredientes. Condimentar a gosto (sal, pimenta, ervas aromáticas secas...)

Bater as natas, juntamente com os ovos e regar, por cima do recheio.

(se vos apetecer aparar o excesso de massa no rebordo, façam-no. Eu às vezes prefiro-a mais rústica e opto por não o fazer)

Levar ao forno, pré-aquecido nos 200ºC, cerca de 25 minutos.

Servir quente ou morna.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Frango lento em cama de legumes



Há dias, alguém que conheço dizia o seguinte: Já não se inventa nada, as receitas estão todas inventadas!

Bem... Talvez tenha a sua razão! No fundo, tudo o que fazemos é inspirado no que vimos, provámos e vivemos. Pode não ser exactamente igual, mas será seguramente uma fusão de tudo isso. Cozinhar é uma experiência sensorial e como, felizmente, estamos carregadinhos de emoções, isso acaba por se reflectir no resultado final do prato.

Mas podemos inovar, claro! E inovar nem sempre quer dizer "acrescentar coisas", mas antes o seu contrário. Manter o simples!

Para mim, actualmente, o mais importante é a qualidade dos ingredientes que emprego na minha alimentação e a forma como os cozinho.

Tenho o fortúnio de ter algumas pessoas amigas que me vão presenteando com alguns legumes e frutos biológicos, às vezes uns deliciosos ovos a sério (como eu lhes chamo) e desta vez até tive a sorte e privilégio de poder provar este frango delicioso!

Há muito que sigo este projecto "Quintinha do Pedrosa" de perto e admiro o trabalho que têm vindo a desenvolver.

Seria sustentável e possível que a criação de frangos fosse toda assim? Quem dera!!!





Não é todos os dias que se reúnem os melhores ingredientes, com os melhores utensílios para os cozinhar. E eu andava ansiosa por experimentar a Doufeu, mas não podia ser com um frango qualquer!

Sobre este método de cozinhar deixo-vos aqui alguma informação e a garantia de que o prato ficou delicioso :)

 

Doufeu

Este método de cozedura foi inventado pela Le Creuset em 1932 e consiste em encher a parte superior da tampa da panela com cubos de gelo ou com água muito fria. Devido ao calor da cozedura, o vapor gerado dentro da panela sobe até à tampa e condensa-se ao entrar em contacto com a superfície gelada. Concentra-se em pequenas gotas e pulveriza suave e continuamente os alimentos, graças às pontas que sobressaem do interior da tampa. Este sistema de cozedura conserva todas as vitaminas e as qualidades nutritivas dos ingredientes e os aromas. É ideal para cozinhar carne de caça e elaborar cozinhados que requerem uma cozedura lenta e prolongada. Por ser um excelente condutor de calor, o ferro fundido é um dos melhores materiais para cozinhar. Além disso, a base, as paredes e a tampa têm a mesma espessura, o que garante a absorção e distribuição uniforme do calor, sem pontos de sobreaquecimento. O resultado é que a comida não se queima nem fica crua no meio. A distribuição uniforme do calor por todo o utensílio faz ainda que os alimentos não percam o seu suco durante a cozedura, conservando assim todos os seus nutrientes e vitaminas.
Esta e mais informação sobre este artigo: https://www.lecreuset.pt



Ingredientes:


  • 1 frango do campo (importante que seja de boa qualidade)
  • 1 cebola grande
  • 1curgete
  • 2 tomates 
  • 4 dentes de alho
  • 1 ramo de salsa
    12 tiras de bacon
  • 6 alperces secos
  • 6 tâmaras secas
  • q.b. de azeite
  • q.b. de sal, pimenta e colorau


Preparação:

Cortar a cebola em meias luas, a curgete em rodelas, os tomates em quartos e os alhos em lâminas.

Regar o fundo de um bom tacho de ferro (usei a Doufeu ovalada) com um fio de azeite fininho. Dispor, em camadas a cebola, alho, curgete, tomate e salsa. Temperar de sal e pimenta.

À parte temperar o frango (interior e exterior) com o sal, pimenta e colorau. Colocá-lo em cima
da cama de legumes.

Enrolar as tâmaras e alperces secos nas fatias de bacon e colocar 4 desses "rolinhos" no interior do frango. Distribuir as restantes pelo tacho (ao lado do frango).

Tapar o tacho e levar a lume brando, durante 2 horas, sem levantar a tampa.


Servir quente!






segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Bolo de leite de coco








O coqueiro é uma das árvores mais completas que existem. Dela utilizam-se os frutos, a fibra têxtil, químicos, entre outros.

Do coco se extrai a água, a polpa (e seu leite), a casca e o óleo.

Em Portugal o hábito de consumo é menor, mas no Brasil - sobejamente conhecido pela enorme variedade de frutos - é a terceira fruta mais consumida, ficando atrás somente da laranja e da banana.

Estudos sobre a origem da planta não reúnem unanimidade. Embora a maioria argumente que o coqueiro teve origem na região da Índia, alguns sustentam que o coqueiro nasceu nas Américas. 
 
Por enquanto, prevalece a história de que os portugueses implantaram o cultivo do coqueiro no Brasil por volta de 1550, principalmente na região Nordeste, área que, até hoje, tem importante papel na produção nacional, que é a quarta maior do mundo. 
 
Informação retirada da Enciclopédia de Nutrição da Nestlé




Do coco aprecio tudo e são já bastantes as receitas que partilhei convosco, onde emprego este delicioso ingrediente.

Uma receita que ainda não experimentei, mas não perde pela demora, é a do famoso quindim!

Portanto, se tiveram receitas testadas e aprovadas, apelo à vossa generosa partilha. Podem deixar em comentários, ou se preferirem, enviar um email. Desde já agradeço! ;)

Boa semana, boas férias (se for o caso) e bons cozinhados!




Receita criada para o robot Cuisine Companion da Moulinex



Bolo de leite de coco


Ingredientes:


  • 200 ml de leite de coco
  • 370 g (1 lata) de leite condensado
  • 4 ovos
  • 50 g de creme vegetal líquido
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 125 g de farinha de trigo
  • 30 g de farinha de coco*
  • ½ colher (chá) de fermento em pó
  • q.b. de coco ralado e em lascas* (para decorar)
(*ver nota)


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Colocar o acessório misturador na taça. Adicionar 150 ml leite de coco, 250 g de leite condensado, os ovos, o creme vegetal e o açúcar. Misturar na velocidade 7 durante 1 minuto.

À parte, juntar a farinha de trigo, a farinha de coco e o fermento em pó. Peneirar esta mistura para dentro da taça e mexer na velocidade 6 durante 1 minuto.

Verter a massa numa forma redonda, previamente untada (ou revestida de papel vegetal) e levar ao forno durante cerca de 40 minutos. Antes de retirar, verificar a cozedura com um palito.

Desenformar o bolo depois de frio e regar com o restante leite de coco e condensado, previamente misturados. Polvilhar, generosamente, com coco ralado e em lascas.




NOTA:  A farinha e as lascas de coco podem ser encontradas em lojas de venda de produtos biológicos e/ou dietéticos. Alguns hipermercados também têm uma secção destinada a estes produtos.

No entanto, poderá substituir a farinha de coco por coco ralado, ou por farinha de trigo. O bolo pode ser coberto apenas com coco ralado.



sábado, 1 de agosto de 2015

Tarte de Lamego

 

O pecado (não) mora ao lado!


Pois não, mora mesmo aqui!!! Uma tarte que leva 0,5 Kg de açúcar habilita-se a ser considerada um pecado capital. :)

Pois é... bem vi por aí que alguns lhe "roubam" açúcar e garantem que fica igualmente deliciosa. Mas eu nestas coisas, da doçaria regional, não gosto de alterar nada. Se é para experimentar, que seja à séria!

Claro que não posso andar a comer estas tentações todos os santos dias (não que me importasse), mas às vezes tem que ser. Até porque ainda há tanto a experimentar e esta é só mais uma das infinitas receitas maravilhosas da nossa doçaria regional.

Desta vez rumei até Lamego, que é uma cidade no norte de Portugal, possuidora de uma grande riqueza histórica, cultural e gastronómica.

Exemplo dessa riqueza é esta tarte, que tal como a maioria da nossa doçaria regional, tem como ingredientes base a amêndoa, os ovos (sobretudo gemas) e o açúcar.



E por falar em pecados... outro grandito é a cobiça!

Que foi exactamente o que eu cometi ao namorar estas cozinhas! Bem... há-as para todos os gostos e tal como na doçaria, não me importava de as experimentar a todas.


São lindas e já me fizeram imaginar a minha artilharia espalhada por aqueles móveis. E olhem que não é pouca... Um dia destes, quiçá agora nas férias, vou tirar umas fotos e partilho-as aqui convosco.

É que já não há armários suficientes e a minha cozinha, qual polvo, estendeu-se para onde podia.  Facilmente se encontra livros, pratos, talheres, panos, paninhos e outros que tal, em qualquer gaveta ou prateleira da casa.

Quem tem um blog de culinária, sobretudo esses, compreenderão certamente do que falo! :)

 

Agora, que já me confessei, vamos ao que me trouxe aqui: 

 

Tarte de Lamego

 

Ingredientes:

  • 150 g de amêndoa moída (farinha de amêndoa)
  • 6 gemas de ovo
  • 3 ovos inteiros
  • 500 g de açúcar
  • 200 ml de água
  • massa folhada*
  • q.b. de açúcar em pó

*actualmente há uma boa oferta de mercado no que respeita à massa folhada. Mas, se tiverem tempo, podem sempre optar por fazer a vossa massa (ver receita abaixo).


Preparação:

Ligar o forno a 200ºC.

Levar ao lume um tacho com a água e o açúcar para fazer uma calda transparente (ponto de fio ligeiro).
Assim que atingir o ponto desejado, retirar imediatamente do lume e deixar amornar um pouco.

Num recipiente (prefiro sempre de louça, quando faço este tipo de doçaria) colocar um coador de malha fina e sobre este deitar as gemas e os ovos inteiros. (isto é importante, pois vai impedir que a membrana que envolve a gema se junte ao doce e lhe confira um sabor e textura desagradável).
Assim que os ovos tenham passado totalmente para o recipiente, retirar o coador e envolver a amêndoa.
Em fio, lentamente, incorporar a calda de açúcar. (uso apenas uma colher de pau para o fazer). Reservar.


Forrar uma forma de tarte (de preferência de fundo amovível) com a massa folhada (uso o papel vegetal para ajustar a massa à forma).
Verter a mistura (aparelho) preparada anteriormente, polvilhar, generosamente, com açúcar em pó e levar ao forno por cerca de 30 minutos. (a cor dourada e a capa que se forma na superfície, devido ao açúcar em pó, mostram que está pronta)

Deixar arrefecer, desenformar e servir.


Massa folhada

Ingredientes:
  • 300g de farinha
  • 250g de margarina para folhados
  • Sal e água q.b.

Preparação:

Misture a farinha e o sal diluído na água e trabalhe a massa até a ligar. Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela uma das porções de margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes até esgotar a margarina. No final, deixe descansar 20 minutos.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bolo de amêndoa e azeite com ananás caramelizado



Hoje andei a rever algumas fotos feitas para o blog e percebi que, apesar de ter publicado na página do facebook, ainda não tinha partilhado esta receita aqui, convosco.

Não pude deixar de o fazer, pois trata-se de uma combinação muito interessante de ingredientes, que resultam num bolo especial.

Aliás, ovos/amêndoa, azeite/amêndoa... qualquer coisa/amêndoa, qualquer coisa/ovos, azeite/qualquer coisa, etc, etc...


Tantas combinações possíveis, doces ou salgadas, todas deliciosas!

E é esta a magia da cozinha ;)



Ingredientes:

Bolo
  • 100 gr azeite virgem extra
  • 60 gr de amêndoa com pele (triturada)
  • 100 gr farinha para bolos
  • 3 ovos
  • 110 gr açúcar
  • 1 colher (sopa) de raspa de limão
  • 90 gr leite

Cobertura

  • 1 ananás (cortado em fatias, no sentido do comprimento)
  • Açúcar de cana (3 colheres sopa)
  • q.b. de lâminas de amêndoa e uvas-passas (para decorar - opcional)

Preparação:

Bater os ovos, juntamente com o açúcar e a raspa de limão. Lentamente (em fio) adicionar o azeite e o leite.
Envolver (sem bater) a farinha peneirada, o fermento e a farinha de amêndoa.

Despejar a massa (é uma massa não muito consistente) num tabuleiro (quadrado ou rectangular) e levar ao forno, pré-aquecido nos 200ºC, por aproximadamente 15 minutos. Testar com o palito, antes de retirar.
Desenformar e deixar o bolo arrefecer.

Cortar rectângulos de ananás ou abacaxi (todos do mesmo tamanho).
Numa frigideira, colocar o açúcar e os rectângulos de ananás. Levar ao lume e deixar caramelizar de ambos os lados.

Cortar quadrados, ou rectângulos do bolo e cobrir com as tiras de ananás caramelizadas.
Salpicar com as lâminas de amêndoa e uvas-passas. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Frango com molho de cerveja




Há dias em que chegamos a casa e o que mais nos apetece é preparar uma refeição reconfortante, sentar à mesa, desfrutar do prato, da companhia, de um copo de vinho e de dois dedos de boa conversa.

Hoje deixo-vos ficar uma receita de frango com molho de cerveja, que se presta ao que referi em cima e ainda a molhar o pão... o que confesso ser uma das minhas perdições.






Receita criada para o robot Cuisine Companion da Moulinex


Frango com molho de cerveja

Ingredientes:


  • ½ Frango do campo
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 tomate maduro
  • ¼ pimento vermelho
  • ½ malagueta vermelha
  • 60 ml de azeite
  • 200 ml de cerveja
  • Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Parta o frango em pedaços (ou peça no seu talho que o façam) e disponha-os na taça do robot. Junte o azeite e seleccione o programa P1 de cozedura lenta a 130ºC, durante 3 minutos. No final do programa, vire o frango ao contrário e repita o processo. Retire o frango da taça e reserve.

Descasque o alho, a cebola e corte em pedaços. Retire a pele e sementes do tomate e corte grosseiramente. Limpe de sementes o pimento, a malagueta e corte-os em tiras.

Coloque a cebola, alho, tomate, pimento e malagueta na taça e pique na velocidade 11 durante 10 segundos. Substitua a lâmina picadora pelo acessório misturador. Junte o azeite e seleccione o programa P1 de cozedura lenta a 130ºC, durante 5 minutos.

Junte o frango (reservado), tempere com sal, pimenta e regue com a cerveja. Seleccione o programa P2 de cozedura lenta a 95ºC, durante 45 minutos.

No final do programa retire o frango e o acessório misturador. Com uma concha/colher remova a camada de gordura que se formou à superfície. Coloque a lâmina picadora e programe 130ºC, velocidade 6 durante 1 minuto.

Sirva o frango regado com o molho.



Sugestão de acompanhamento: arroz branco.

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