quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Capão à Freamunde - XIII Semana Gastronómica

Capão à Freamunde - confeccionado pelo Chef Vitor Brito, restaurante a.rei.a


A convite do Turismo Porto e Norte e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, estive presente na Apresentação da XIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde. 

Nesse evento, como vem sendo habitual, quando participo nestas press trip / fins de semana gastronómicos, confirmo com uma convicção crescente que se come muistíssimo bem em Portugal. E, como se isso não fosse motivo suficiente, há imenso que ver e fazer nestas nossas lindas regiões. Tudo apela a que visitemos, provemos e bebamos o que o nosso país tem para nos oferecer!


Bem, mas falemos do que me trouxe aqui: O Capão (incluindo a sua receita) e a Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia.  

O jantar alusivo decorreu no restaurante "a.rei.a" onde foram também apresentados 3 novos embaixadores do Capão: Isabel Pires, Manuel Serrão e António Loureiro. Todos eles prometeram defender e promover esta iguaria por onde andarem. 

Historial do capão


A origem do capão remonta aos tempos romanos diz-se que na Roma antiga, o cônsul Caio Cânio, restringido nas suas horas de sono, pelo alvorecer sonoro dos galos, teria conseguido fazer aprovar uma lei no senado que proibia a existência dos galináceos, no perímetro urbano da cidade.
Privados do prazer da sua carne, os súbditos logo inventariam uma forma engenhosa de contornar a disposição legal – capando os galos. Surgia assim o capão, o sápido eunuco que, na sua nobreza e requinte, se tornou comparável ao faisão, à perdiz e à galinhola.
Diz-se que desvirilizados, eles pararam de cantar, para consolar a perda da função, começaram a alimentar-se compulsivamente e a engordar bastante. Ao serem abatidos, mostraram-se iguarias sublimes. Os romanos descobriram que quanto mais cedo fosse realizada a castração, melhor seria o sabor da carne.

E, pelos caminhos de Roma, chegaria até nós este costume e este processo que enriquecia a gastronomia e a alimentação da região, acrescentando-lhe nova e delicada iguaria.
Vários autores se referiram ao capão como “Manjar dos Reis” em suas obras, mereceu atenção de Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós.
Mas para que o deleite seja maior e saboreado como um manjar real e sublime, deve ser preparado “à Freamunde”.

A par de uma riqueza nutritiva e um sabor delicado, as suas origens fazem parte do património lendário da região.

 

Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia


Instituída por provisão régia d' El-Rei D. João V, a 3 de Outubro de 1719, "rezestada na chancellaria Mor da Corte e Reino no livro de offícios a mercês a folhas quarenta e oito; em Lisboa occidental dois de Novembro de mil setecentos e dezanove(...)”
Alguns historiadores referem que "a Feira dos Capões já se realizava no séc. XV. Ainda nos dias de hoje em Freamunde, a “Feira dos Capões” realiza-se a 13 de Dezembro, e coincide com a data em que a liturgia católica venera Santa Luzia, a protetora da visão. Os alegados motivos de atração de milhares de Forasteiros à Cidade de Freamunde, é o da compra dos capões aliando também a fé religiosa, venera-se na capelinha de Santo António, situada no mesmo terreiro da feira.
Para os boémios, manda a tradição que seja os primeiros fregueses da afamada “Barraquinha das Festas Sebastianas”, onde servem rojões, fêveras …. regadas com o novo verde tinto da região que é de praxe.
A Feira conta com a eleição do melhor “Capão Vivo” no sentido de dar a conhecer a especificidade deste produto que, se não for bem castrado, não ganha determinadas características, sendo nesse caso chamado “Rinchão”.

 

 

Receita tradicional

capão à Freamunde

Embriaga-se o Capão com um cálice de Vinho do Porto e passada meia hora, mata-se, depena-se, abre-se e lava-se.

Depois de estar em água fria com rodelas de limão, cerca de uma hora, põe-se a escorrer e mergulha-se em "vinha de alho" (molho de vinho branco, algumas colheres de azeite, sal e pimenta e vários dentes de alho esmagados).

Deve permanecer neste molho, de véspera, e proceder-se a diversas viragens, esfregando o Capão.
No dia de o consumir, põe-se ao lume uma caçarola com azeite, gordura de porco e cebolas às rodelas. Quando a cebola está estalada, deita-se uma boa colher de sopa de manteiga, 2,5 dl de vinho branco e sal q.b..

Escorre-se o capão, esfrega-se todo com este novo molho e recheia-se com "farófia" e um picado feito com os "miúdos" do capão e bocadinhos de salpicão e presunto.

Coloca-se na assadeira, de preferência uma "pingadeira de barro", e leva-se ao forno a assar lentamente, picando-se com um garfo de vez em quando, ao mesmo tempo que se rega com o molho da assadeira. A operação de picar com o garfo deve ser cuidadosa para não ferir a pele que deve ficar estaladiça e loura.



Semana gastronómica


capão à Freamunde


Iniciou-se em 2006 e conta com a parceria de vários restaurantes do concelho que aderem à iniciativa. Actualmente conta com 8 anos de existência e foi alargada a duas semanas pela imensa procura que tem. 

Um dos pontos altos da Semana Gastronómica é a 12 de Dezembro, com o Concurso Gastronómico / Jantar “Capão à Freamunde”. Neste evento, os restaurantes aderentes levam o seu capão a concurso, onde o prato é apreciado e avaliado por um júri, sendo posteriormente comunicado o vencedor no Jantar e entregues os respetivos prémios. O Jantar é um momento sublime de degustação desta tão mui nobre iguaria. É mais uma oportunidade para a promoção deste prato que encanta apreciadores e cujo produto se encontra certificado como Indicação Geográfica Protegida (IGP) pelo despacho nº4253 de 7 de Março de 2011. 

Diz o provérbio popular "Do frango capão a perna, e da galinha o peito". Excelente assado, com ou sem recheio, coleciona apreciadores famosos. O escritor Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição (1862), aconselhava-o ligeiramente flambado com aguardente velha e conduzido à mesa com a pele estaladiça. Historial do Capão.




NOVIDADE!


Uma das grandes novidades é a introdução de um selo identificativo da ave, com a colocação de uma anilha, passando a partir de agora a existir um “bilhete e identidade” do Capão de Freamunde. Só podem entrar no Concurso de melhor Capão Vivo as aves com “BI”. O Capão à Freamunde tem a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia.










domingo, 18 de novembro de 2018

Bolo de iogurte e raspa de limão

 


Há anos que não fazia algumas coisas que tenho voltado a fazer. Hoje andava no supermercado às compras, num dos raros momentos de tempo e paciência para ver todas as prateleiras e eis que me chama a atenção uns fraquinhos de iogurte.
Banal, dirão muitos de vós! Mas não para mim... que não como iogurtes há uns bons 8 anos. Estes (naturais açucarados, com açúcar de cana) eram os meus favoritos. Num impulso lá os comprei, trouxe para casa e quando os tirava do saco decidi fazer um bolo: Bolo de iogurte!

Pensei: Quero um bolo alto, fofo e delicioso! Lá reuni os ingredientes todos e meti mãos à obra. O resultado é o que se vê e garanto-vos que ficou mesmo como o queria. Quando o estava a retirar do forno lembrei-me de algumas perguntas que me fazem várias vezes sobre bolos... e decidi tirar aquelas fotos passo-a-passo, que estão no final da publicação, para explicar como costumo fazer.
Atenção: isto funciona comigo, mas não significa que seja igual para todos. É, tão e só, o meu conhecimento empírico.

Experimentem, experimentem... e experimentem! Tenham uma semana feliz e doce!

 

 

 

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 frasco ou 125ml de iogurte (usei natural açucarado)
  • 300g de açúcar
  • 125ml de óleo de girassol
  • 200g de farinha com fermento
  • 100g de amido de milho (tipo farinha maizena)
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • 1 limão (raspa)
  • manteiga para untar a forma
  • farinha para polvilhar a forma untada

 

Preparação:


Separe as gemas das claras. Bata as claras em castelo com umas gotas (3/4) de sumo de limão. Reserve.

Bata as gemas com o açúcar. Adicione o iogurte, o óleo, em fio, e bata de novo (deitei o iogurte e o óleo sem parar de bater) até ficar uma massa esbranquiçada e fofa.

Gradualmente, adicione as claras alternando com as farinhas (peneirei-as, como sempre).
Envolva tudo sem bater. Deite a massa numa forma untada com manteiga, polvilhada com farinha, e leve ao forno pré-aquecido (aqueci a 180ºC), até crescer e o bolo ficar dourado (esteve 50 minutos no forno).


 

 

DICAS:


De vez em quando há quem me diga que os bolos lhe calham mal, que frequentemente ficam "achatados, assapados, encruados, etc" e que gostariam de saber o que fazer para isso não acontecer.
Pois bem... isso pode acontecer devido a diversos factores, sendo arriscado estar a garantir que foi por este ou aquele motivo.
No entanto, partilho convosco algumas das coisas que costumo fazer e resultam bem.

Olhando para a imagem, da esquerda para a direita:

1 -
Após retirar o bolo do forno deixo-o repousar um pouco, dentro da forma, em cima de uma base que o deixe arrefecer antes de desenformar, sem ter contacto com uma superfície fria. Evita-se o choque térmico, muitas vezes responsável por os bolos "baixarem".

2 - Depois de uns 10 minutos, na forma, desenformo o bolo e coloco-o em cima de uma placa furada, até arrefecer. Evita o ressuar do bolo, que o deixa humedecido.

3 - Cobrir o bolo, com um pano húmido, enquanto arrefece para não perder humidade e ficar fofo. Este "passo" só o experimentei hoje e foi uma dica que me deram. Resulta!

Nunca abro o forno durante a cozedura do bolo e apenas espreito, pelo vidro, perto do final do tempo.
A forma utilizada também tem muita influência no resultado final. Deixo-vos uma sugestão de onde poderão comprar boas formas: https://www.ametalurgica.pt/pt/loja 
A que utilizei, para este bolo, foi esta: https://www.ametalurgica.pt/pt/kugelhof

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Tarte Coco Lovers

 

SO FOOD SO GOOD 2018


O regresso do So Food So Good – Portugal Taste à Exponor ficou marcado pelo dinamismo do programa e pela estreia do So Veggie So Good, que comprovou a necessidade de resposta à tendência alimentar de base vegetal.

De 27 a 30 de outubro, cerca de uma centena de expositores encheram pavilhões na Exponor, em Matosinhos, para a segunda edição do So Food So Good – Portugal Taste. O evento registou um total de 5.000 visitantes, que puderam conhecer e provar as últimas novidades no mercado.

Adorei visitar e experimentar novos produtos e ingredientes, sendo que alguns passarão a estar presentes no meu armário e frigorífico.

Exemplo disso são o leite condensado de coco da Evervegan (pelo qual me apaixonei) e a bebida de coco da Shoyce (provem o de arroz. Adorei!!!). Estas marcas têm outros produtos que me surpreenderam e agradaram. Ambas são uma excelente opção para alimentação vegan, que embora não seja a dieta alimentar que pratico, se adaptam perfeitamente à minha cozinha e ao meu gosto pessoal.




 


Ingredientes:


NOTA: para 1 lata de leite condensado de 320g, usar 200ml de bebida, 4 ovos e 140g de coco. Forma de 24cm





Preparação:

Numa taça, junte o leite condensado de coco e os ovos. Mexa com uma vara de arames, até estar bem envolvido. Junte a bebida de coco (pode ser de amêndoa ou outro sabor, a gosto) e mexa. Adicione o coco e envolva tudo.
Estenda a massa numa forma de tarte (fundo amovível - 22cm) e pique o fundo com um garfo. Verta o recheio na massa e leve ao forno pré-aquecido a 190ºC, durante cerca de 40 minutos.
Deixe arrefecer, desenforme e cubra com as raspas, ou com o coco ralado.




domingo, 4 de novembro de 2018

Bolo de laranja com casca (liquidificador)



Ingredientes:


  • 1 laranja média
  • 4 ovos
  • 1 chávena de óleo de girassol
  • 2 chávenas de açúcar
  • 2 chávenas de farinha
  • 1 colher de sobremesa de fermento

Preparação:


No liquidificador coloque os ovos, a laranja cortada em fatias, sem as extremidades, pevides e partes brancas, o óleo e o açúcar.

Misture durante uns minutos, até homogeneizar. Verta o preparado do liquidificador numa taça e envolva-lhe a farinha peneirada juntamente com o fermento. Unte uma forma com manteiga, polvilhe com farinha e verta nela a massa.

Leve ao forno a 180º durante 45 minutos. (Faça o teste do palito para verificar se está cozido)

sábado, 3 de novembro de 2018

Tarte de bacalhau e legumes





Gosto de Béchamel! E vocês?

Sei que muitos gostam, tal como eu, mas há, cada vez mais, intolerâncias alimentares que limitam o que podemos ingerir. 

A pensar em quem é intolerante ao glúten a marca Parmalat criou um béchamel, que em nada fica a dever ao tradicional. Lançou-me o desafio para experimentar o molho e desenvolver uma receita com o mesmo.

O resultado é a tarte de bacalhau que hoje partilho convosco. Poderão ver esta e outras receitas na página da Parmalat.





Ingredientes:

 


  • 1 lombo de bacalhau (cerca de 300g)
  • 1/2 cebola
  • 1/2 cebola roxa
  • 1 pimento doce amarelo
  • 1 pimento doce vermelho
  • ½ cenoura
  • 100g de cogumelos (usei pleurotos)
  • 2 dentes de alho
  • 1 raminho de salsa
  • 50 ml de azeite
  • massa quebrada (usei de compra – sem glúten)
  • 200 ml de Béchamel Parmalat Isento de Glúten





Preparação:



Coloque o bacalhau numa taça e cubra-o com água a ferver. Deixe repousar enquanto prepara os legumes.
Descasque as cebolas, pique a branca e lamine a roxa. Lave, retire os pés e sementes dos pimentos e corte-os em rodelas finas (pimentos pequenos 6/7cm). Descasque a cenoura e lamine-a em rodelas muito finas. Limpe os cogumelos e desfaça-os (com as mãos) em tiras/pedaços. Limpe o bacalhau de peles e espinhas e desfaça-o em tiras ou pedaços.

Leve um tacho ao fogão com o azeite, a cebola branca picada e os alhos laminados. Deixe alourar levemente, em lume médio, junte a cenoura e envolva. Cozinhe por 2 minutos. Adicione metade dos pimentos e dos cogumelos, mexa e deixe cozinhar mais 2 minutos. Junte o bacalhau e envolva tudo. Cozinhe 3 a 4 minutos, adicione os restastes cogumelos, pimentos, cebola roxa e a salsa picada.
Regue com o molho béchamel e envolva levemente (para não desfazer os legumes – apenas para envolver).

Estenda a massa e forre, com esta, uma forma de tarte (pode ser redonda). Pique-a com um garfo e encha-a com o receio de bacalhau e legumes (se estiver com demasiado líquido, não o verta todo).

Leve ao forno pré-aquecido a 220ºC, durante cerca de 35 minutos (ou até que esteja um pouco tostada e o recheio se apresente cozinhado – sem líquidos). Retire do forno e deixe amornar um pouco antes de desenformar.


Sugestão: Servir acompanhada de salada (alface, rúcula... ou outra a gosto)




domingo, 16 de setembro de 2018

Doce de pêssego

 

Os Pêssegos




"Para fazer um pêssego,
é preciso um inverno
uma primavera, um verão,
um outono e uma abelha,
muitas noites e muitos dias,
e sol e chuva,
pétalas rosadas com pólen,
tudo para que tua boca
possa conhecer
uns minutos de prazer."


Minou Drouet



Para fazer o doce de pêssego é preciso juntar, ao que o poeta disse, uma boa dose de amor e dedicação.
Pensar nisso deve fazer-nos apreciar tanto o pêssego quanto o doce do mesmo... pelo que valem e pelo que demoram até estar prontos para nos saciar.





Doce de Pêssego

 

Ingredientes:

  • 3Kg de pêssegos (pelados e sem caroço)
  • 1,2Kg de açúcar
  • 1 pau de canela

 

Preparação:


Pese o açúcar e reserve.

Remova a pele aos pêssegos, retire-lhes o caroço e parta-os em gomos ou aos pedaços.

Num tacho (é importante que tenha o fundo grosso) coloque camadas alternadas de pêssego e açúcar.  (Sugestão: vá partindo o pêssego, pesando e colocando no tacho, alternando com o açúcar)

Leve ao fogão, de início com o lume mais alto e após levantar fervura reduza para médio/baixo. Vá mexendo ocasionalmente, até sentir que o doce está a engrossar. Adicione o pau de canela e deixe reduzir até obter uma textura do seu agrado (cerca de 2:30h a 3h).

No final da cozedura vá deitando porções do doce num coador de rede metálico (de rede mais larga) e mexendo com a colher de pau até se desfazer a maior parte dos pedaços. Repita a operação até o doce ter a textura que lhe agrade.

Coloque em frascos, de preferência esterilizados, voltados com a tampa para baixo e deixe arrefecer.


NOTA: pode ralar com a varinha mágica se preferir o doce sem pedacinhos e mais homogéneo.


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Gelado de framboesa

 

Findou agosto... com algum desgosto. 

Mas o que nos resta, senão colocar um sorriso no rosto?




Complicações de saúde da minha mãe e de outros familiares fizeram com que o mês passasse a um ritmo muito diferente do habitual. A cozinha quase fechou, por falta de tempo, fome, disponibilidade física e emocional para cozinhar.

Os dias desaceleram quando cada minuto conta. Quando cada minuto faz diferença.
A apreciação pelo trabalho das pessoas que estão nos hospitais a assegurar a saúde, a higiene, a alimentação, etc. de quem lá está internado passa a ser visto e pensado. Até aqui só sabemos que existe...
Não me parece ser só um trabalho! Pelo que tenho observado, desde junho (já me parece uma eternidade a percorrer corredores de hospitais), esta é gente que dá muito de si, todos os dias, todos os turnos.

Muito obrigada a todos os profissionais de saúde.

Apesar do mês me ter trazido muitas aflições, ainda assim me despeço dele com amor. Que tudo serene!


 

Gelado de framboesa

 

Ingredientes:

    • 2 chávenas de framboesas
    • 500ml de natas
    • 1/4 chávena de açúcar (usei açúcar de coco)

      NOTA: usei Bravo Crem (é uma nata vegetal, própria para bater). Este produto costumo comprar em casas que vendem artigos para pastelaria e gelataria. Mas foi apenas porque era o que tinha no frigorífico. Podem usar natas ou outro substituto.
      O açúcar de coco é uma alternativa ao açúcar refinado. Encontra-se, normalmente, à venda em lojas de produtos dietéticos (dizem ser uma boa solução para diabéticos).

       

      Preparação:

      Congele as framboesas. (Pode fazer isto de véspera, ou com vários dias/semanas de antecedência).

      Coloque o açúcar na taça com a lâmina de triturar/amassar, 40 segundos, velocidade 10. Junte as framboesas congeladas e triture durante 20 segundos, velocidade 8. (Se não tiver robot de cozinha use uma varinha mágica, liquidificador, etc.)

      Troque a lâmina de triturar/amassar pelo acessório misturador e incorpore as natas na taça. Misture na velocidade 5 durante 40 segundos.

      Verta a mistura num recipiente e congele durante 1 hora, ou até começar a solidificar nas bordas. Deite o gelado numa tigela e mexa com um garfo ou bata no robot de cozinha até ficar macio. Tape o recipiente e volte a colocar no congelador durante 2-3 horas, ou até ficar firme.

      Dica: Se possuir sorveteira (máquina de fazer gelado), use-a, seguindo as instruções do fabricante.

      segunda-feira, 16 de julho de 2018

      Copinhos de Cheesecake com Lemon Curd



      Ingredientes:

      • 250 g de queijo mascarpone
      • 2 colheres (sopa) de açucar em pó baunilhado
      • 100 ml de natas batidas (ou chantilly)
      • 8 colheres (sobremesa) de curd de limão
      • 8 bolachas de amêndoa

      Preparação:


      No recipiente da batedeira bater o queijo mascarpone até este se apresentar suave.
      Adicionar o açúcar em pó e bater até ficar bem misturado.
      Envolver, gradualmente, as natas batidas até que se formem um creme homogéneo.

      Triturar a bolacha e colocar no fundo dos copos. Cobrir a bolacha com o creme de mascarpone, intervalando com o curd de limão.
      Levar os copinhos ao frigorífico até ao momento de servir.

      sábado, 23 de junho de 2018

      Gelado de creme de limão (lemon curd)

       

      Doce e  ácido, como alguns dias...

       

      Fazemos muito planos e nem sempre o resultado é o esperado ou o desejado, até.

      Assim é a cozinha, assim é a vida! 

      Se não experimentássemos a doença, nunca daríamos o devido valor à saúde, se nunca sentíssemos o desencanto é porque jamais teríamos estado encantados... e, e, e...

      Mas parando com a introspecção e voltando ao assunto que me traz cá, vou explicar-vos o que era para ser uma coisa e acabou por ser outra.

      Bem... este gelado era suposto ter sido uma mousse de curd de limão (aproveitamento do creme que me sobrou, depois de fazer uma pavlova) e acabou por sair um gelado. 
      Sim, um gelado... e isto porque me distraí uns segundos e as natas bateram demasiado. 

      Pois, também me acontecem imprevistos (da cozinha e dos outros)!

      Mas como não podemos fazer outra coisa que não seja dar solução ao que temos em mãos, lá temos que nos desenrascar (isto é muito português). E foi o que fiz! Deitar fora não era opção, fazer o quê com aquilo?
      Um gelado, pois claro!

      E correu bem (desta vez).

       

      Ingredientes

      • 1/2 chávena de creme de limão (lemon curd - receita abaixo)
      • 1 chávena de natas para bater (devem estar bem frescas)
      • 1/4 chávena de açúcar em pó

      Preparação


      Mousse:

      Na taça da batedeira colocar as natas e começar a bater. Sem parar  de bater ir adicionando o açúcar aos poucos. Bater cerca de 3 a 5 minutos.
      Desligar, verter o creme de limão (lemon curd) e bater mais um pouco até que tudo esteja envolvido.  

      Gelado:

      Sorveteira: Deitar o preparado anterior na máquina de fazer gelados (sorveteira), pôr a mesma em funcionamento, e aguardar cerca de 30 minutos ou até  que ver que o gelado está pronto. Verter o gelado numa caixa com tampa e levar ao congelador até à hora de servir.

      Sem sorveteira - congelar a mistura num recipiente próprio, destapado, durante 1-2 horas, ou até começar a solidificar nas bordas. Deitar a mistura numa tigela e mexer com um garfo ou bater na liquidificadora até ficar macia. Voltar a colocar no congelador e gelar durante mais 2-3 horas, ou até ficar firme.Tapar o recipiente com uma tampa.


      Creme de limão ou Lemon Curd






      Receita para fogão


      Ingredientes:

      • 3 ovos grandes
      • 150 gramas açúcar 
      • 80 ml de sumo de limão (2-3 limões) 
      • 60 g de manteiga sem sal (temperatura ambiente)
      • 1 colher de raspas de limão finamente picado

      Preparação:

      Numa bacia de inox colocada sobre uma panela de água a ferver (benho-maria) misture os ovos, o açúcar e sumo de limão até tudo estar envolvido. Cozinhe, mexendo sempre (para evitar que coalhe) até que a mistura se torne espessa. Este processo levará aproximadamente 10 minutos. Retire do lume e coe para remover todas as protuberâncias. Corte a manteiga em pedaços pequenos e envolva-os na mistura até que a esta derreta. Adicione as raspas de limão e deixe arrefecer. O curd de limão continuará a engrossar enquanto arrefece. Cubra imediatamente (assim evita que se forme uma pele) e leve ao frigorífico até arrefecer completamente. Dura até uma semana.

       

      Receita para robot de cozinha


      Está preparada para a Cuisine Companion, mas podem adaptar ao vosso robot.

       receita encontrada na página francesa do robot Cuisine Companion.


      quinta-feira, 21 de junho de 2018

      Tapa portuguesa


      "Em equipa que ganha não se mexe"!


      Assim se diz na gíria futebolística, não é? Apesar de ser pouco atenta a estas andanças, lá o vou ouvindo aqui e ali.

      O mesmo princípio se aplica a tantas situações da nossa vida... a relações pessoais, profissionais, etc.

      E, como sempre, a cozinha tem a ver com isto tudo :) Apesar de haver combinações improváveis que acabam por resultar muito bem, há outras que têm uma enorme probabilidade de sucesso.

      Foi a pensar numa "equipa ganhadora" que me ocorreu fazer esta tapa. Estava tudo reunido para que corresse bem! Tinha bons ingredientes, o que é fundamental, para obter o resultado que aí vêm nas fotos.


      Veredicto: Foi aprovadíssima e será convocada mais vezes.




      equipa (vencedora) escolhida:

      • bacalhau (um lombo bom)
      • azeite (Oliveira Ramos Premiun Extra Virgem)
      • cebola (nova, portuguesa, do Douro)
      • pimenta (preta, em grão, moída na hora)
      • pão (da aldeia, fatiado)
      • salsa picada
      • coentros picados
      • manjerico


      Secar o bacalhau (previamente demolhado) e desfiá-lo para dentro de uma taça. Laminar a cebola em meias luas finas e adicionar ao bacalhau. Temperar com a pimenta, regar com um bom fio de azeite e envolver.
      Picar a salsa, os coentros e um pouco de manjerico.

      Numa tábua (travessa/prato/etc.), dispor as fatias de pão, regar com um fio de azeite, salpicar com um pouco das aromáticas picadas e cobrir com o bacalhau.

      Servir com uma taça de azeite e outra de aromáticas picadas, para quem quiser acrescentar.






      O azeite Oliveira Ramos Premium Extra Virgem acaba de conquistar, pela terceira vez, a medalha de ouro para o packaging design no Los Angeles International Extra Virgin Olive Oil Competition que recebeu este ano cerca de 600 amostras de 369 produtores.

      A garrafa é serigrafada com uma mensagem “manuscrita” em relevo que conta a história deste azeite gourmet, “tendo uma ilustração original como elemento agregador de design”, refere a distinção.

      Produzido com azeitonas Cobrançosa e Picual, o Azeite Oliveira Ramos Premium Extra Virgem tem notas marcadas de verde folha de oliveira, erva e casca de banana verde, e notas suaves de maçã, com um final acentuado de frutos e alguma persistência na boca. As azeitonas são apanhadas mais cedo nos olivais, originando um aroma bastante frutado de azeitonas, fundamentalmente verdes, e que combina um ligeiro amargo com um toque de picante.

      domingo, 6 de maio de 2018

      Arroz de tamboril

      Estão de volta os domingos de sol!


      Está de volta a vontade de mar e de pratos coloridos que me saibam a férias e a dias longos.

      Começamos a época dessas receitas com este delicioso arroz caldoso, que tanto encheu as medidas aos que se sentaram à mesa comigo.


      Aconselho que experimentem, sem se deixarem levar pelo preconceito da "feiura" do peixe em questão. Depois, se fizerem o favor, contem como correu a experiência. ;)


      Ingredientes:

      (para 3/4 pessoas)

      • 1 tamboril (cerca de 1kg)
      • 8 camarões grandes 
      • 300g de arroz carolino
      • 1 cebola
      • 2 dentes de alho
      • 1/2 pimento vermelho
      • 3 tomates maduros 
      • 1 malagueta (opcional, mas aconselhável)
      • 50 ml azeite
      • 40 ml de vermute seco (na falta deste, usar vinho branco)
      • 800 ml de Caldo*
      • coentros q.b.

      *Caldo
      • cabeças de camarão (as dos camarões usados para o arroz)
      • 1 pedaço da cabeça do tamboril
      • espinha do tamboril 
      • 1 alho francês
      • 1 cebola
      • talos de coentros q.b.(usei cerca de meio molho)
      • 1 l de água
      • flor de sal q.b.

      Ingredientes usados nesta receita


      Preparação

      Limpe o tamboril (ou peça que lho limpem, na peixaria) e separe os lombos, cortando junto à espinha dorsal. Corte as cabeças aos camarões e reserve os mesmos para o arroz.

      Caldo

      Num tacho ou panela coloque as cabeças de camarão, uma parte da cabeça e a espinha do tamboril, o alho francês cortado em quatro (só a parte branca) e bem lavado, a cebola cortada ao meio, os talos (pés) dos coentros, sal e regue com a água. Deixe levantar fervura e cozer durante cerca de 15/20 minutos. Mantenha em lume brando, até ser necessário para o arroz.



      Arroz

      Pique a cebola, os dentes de alho e coloque-os num tacho com o azeite. Leve ao lume até que a cebola fique translúcida. Junte o pimento e o tomate, limpos de pele e sementes, cortados aos cubos pequenos. Deixe refugar e refresque com o vermute ou vinho.

      Vá acrescentando caldo, aos poucos, e deixe ferver. Adicione o arroz, mexa um pouco para que os grãos se separem e deixe cozer cerca de 5 minutos.

      Distribua os pedaços de tamboril (temperados com um pouco de flor de sal) e os camarões por cima do arroz. Agite um pouco o tacho para que estes entrem dentro da calda do arroz. (Nesta fase não convém mexer com a colher, para que não se desfaça o peixe. Pode-se ir agitando o tacho de vez em quando).

      Prove, retifique de sal e assim que o arroz esteja cozido, o que demora cerca de 18/20 minutos (dependendo de como se gosta da textura do grão), salpique com os coentros picados.

      Sirva de imediato. 







      Nota: Não cozinhe demasiado o peixe, pois este tem tendência a ficar "esponjoso" se cozer demais. Se gostar de arroz mais ou menos caldoso, ajuste as quantidades de caldo.