quinta-feira, 18 de abril de 2019

Mimos de laranja



A Páscoa está aí, mesmo à portinha! 

 

Já têm o vosso menu definido ou ainda andam a recolher ideias?
Por aqui fazem-se vários planos, sendo que esta sobremesa que vos trago hoje me parece uma opção a considerar!

Bem... mas pode nem vos apetecer cozinhar. Seja por preguiça (eheh... às vezes tenho tanta), seja porque não têm tempo ou simplesmente porque gostam de o despender dedicando-se ao que preferem fazer, uma boa alternativa poderá ser fazer um pedido de catering ao domicílio. 
Nesta plataforma que recomendo, a Fixando, podem requisitar o serviço que precisam e sem qualquer trabalho de pesquisa poderão receber até 5 propostas de profissionais qualificados. E não se trata apenas de catering ao domicílio! Podem fazer pedidos em mais 1200 categorias de serviços - desde eletricistas, contabilistas, canalizadores, ou até mesmo estofadores.

Quem não tem vontade de fazer uma festa e ter tudo pronto? Eu, sim! :)






Ingredientes:

  • sumo de 4 laranjas (usei laranjas do algarve)
  • 1 chávena (chá) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de açúcar baunilhado (opcional)
  • 1/3 de chávena (chá) de amido de milho (tipo maizena)
  • 1 pau de canela
  • 1 colher (sobremesa) de manteiga

Nota: coei o sumo de laranja

 

 

Preparação:


Extraia o sumo das laranjas e misture-o com o açúcar, o amido de milho (se usar uma vara de arames dissolve a farinha mais facilmente) e o pau de canela.

Leve uma caçarola ao lume com esta mistura e mexa continuamente, usando uma colher de pau, até que comece a ferver.

Retire imediatamente do fogão e incorpore a manteiga. Mexa bem até ficar um creme macio.

Tire o pau de canela e divida o creme por tacinhas pequenas.

Leve ao frigorífico umas horas, antes de servir. Pode desenformar, obtendo uns pequenos pudins (como na foto) ou servir nas próprias taças.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Lasanha de Camarão e Cogumelos



Comida de conforto para dias menos confortáveis... e para os outros todos também!


Lasanha de Camarão e Cogumelos


Ingredientes:


  • 1 embalagem de folhas de lasanha fresca 
  • 300g de camarão
  • 500 ml de água
  • 250g de cogumelos frescos
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 2 dentes de alho picados
  • q.b. de orégãos
  • q.b. de tomilho
  • q.b. de manjericão fresco
  • 1 tomate maduro sem pele e sementes esmagado (usei um coador para o espremer)
  • 200g de queijo mozarella ralado
  • Sal q.b.

Molho branco


Preparação:


Descasque os camarões e ponha a cozer as cascas e cabeças nos 500ml de água, temperada de sal. Após 15 minutos esmague bem as cabeças e cascas para que todo o sabor passe para a água. Coe e reserve 300ml deste caldo.

Molho branco: Coloque na taça do robot de cozinha, a farinha, manteiga, caldo de cozer o camarão, leite, natas, temperos e programe: Sauce/molho a 95° C durante 6 minutos. Use o acessório misturador. Reserve o molho quente. (Usei a Cuisine Companion)

Numa frigideira, leve ao lume médio a colher de sopa de manteiga e o alho picado. Junte os cogumelos, tempere com sal, orégãos, tomilho e algumas folhas de manjericão picadas.
Deixe fritar até os cogumelos perderem a água. Junte 1/3 do molho branco e envolva. Retire do lume e reserve.

Corte os camarões em pequenos pedaços, junte-lhes 1/3 do molho branco, a polpa do tomate e envolva. Retifique os temperos de sal e pimenta se achar necessário.

Numa travessa de ir ao forno coloque camadas alternadas a começar pelos cogumelos. Polvilhe com um pouco de queijo.
Coloque uma folha de lasanha (previamente escaldada em água a ferver) e por cima desta uma camada de recheio de camarão.
Polvilhe com um pouco de queijo e coloque mais uma folha por cima.
Repita o processo até acabar os ingredientes, sendo a ultima camada uma folha de lasanha.
Cubra tudo com o restante molho reservado (1/3), ao qual adicionou algumas folhas de manjericão picadas. Polvilhe com o restante queijo.
Leve ao forno pré-aquecido nos 180º e deixe cozinhar durante aproximadamente 30 minutos.
Deixe gratinar e sirva quente.




Poderão ver esta e outras receitas na página da Parmalat.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Pudim em 20 minutos


3 ondinhas?!

Vá, aceitem...

Pudim de leite condensado


Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite (medida lata anterior)
  • 1 colher sopa de amido de milho (farinha tipo maizena)
  • 1 colher de sobremesa de aroma de baunilha

para o caramelo:
  • 150g açúcar
  • 60ml água

 

Preparação: 

 

Caramelo: levar ao lume, num tacho ou caçarola, o açúcar e a água (sem mexer). Deixar ferver até que adquira um tom dourado. Cuidado para não deixar queimar. Verter o caramelo numa forma de pudim e rodar para que a mesma fique toda barrada (use um pano ou luvas para não se queimar).

Meter no liquidificador os ingredientes, pela seguinte ordem: ovos, leite condensado, leite, aroma de baunilha e amido de milho.
Bater durante 2 minutos até homogeneizar tudo.

Verter o líquido do pudim dentro da forma caramelizada e fechar bem com a tampa (se não tiver isole com folha de alumínio). Colocar a forma dentro da panela de pressão*, onde já deitou 250 ml de água, fechar bem e levar ao lume 20 minutos.

Depois de despressurizar a panela retire a forma e mantenha-a fechada até arrefecer. Depois de frio coloque a forma no frigorífico umas horas antes de desenformar o pudim (o meu esteve 3 ou 4 horas no frio).

*cozi o meu na Moulinex Cookeo



quinta-feira, 28 de março de 2019

Cataplana à Marinheiro




Cataplana à Marinheiro


Ingredientes:


  • peixe variado* (robalo, raia, congro, salmão, ruibo, tamboril...)
  • 500g de amêijoa (1 saquinho)
  • 1 cebola grande
  • 4 dentes de alho
  • 2 tomates (maduros) 
  • 1 pimento vermelho
  • 12 camarões grandes
  • azeite q.b.
  • 1 copo de Vinho Branco
  • 1/2 copo de água
  • Sal q.b.
  • Salsa ou coentros a gosto

* Usei 1 robalo médio, 2 postas de congro e 2 postas de perca para 4 pessoas (chegou perfeitamente)



Preparação:


Deite um fio de azeite na cataplana e disponha os ingredientes em camadas, pela seguinte ordem:

Coloque a cebola cortada às rodelas, o alho laminado, o tomate, as amêijoas, os peixes, em seguida os pimentos, e por fim as gambas.

Regue com o vinho, acrescente a água, e sal quanto basta.

Feche a cataplana, leve a cozer em lume brando, por volta de uns 10 a 15 minutos. Abra a cataplana e polvilhe com a salsa ou coentros picados.






Sugestão de acompanhamento: batatas cozidas com casca (cozi-as ao vapor).





terça-feira, 26 de março de 2019

Leite creme





Leite creme


Ingredientes:

  • 1/2 l de leite (usei leite gordo)
  • 2 gemas de ovo
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho
  • 1 casquinha de limão
  • 1 pau de canela
  • açúcar q.b. (para torrar)

Preparação:


Colocar o leite, as gemas de ovo, o açúcar e a farinha (amido) num tacho e mexer muito bem (sem bater) até que tudo se dissolva. Juntar a casca de limão, o pau de canela e levar ao lume médio até engrossar, sem parar de mexer. (Está pronto quando levanta a primeira bolha de fervura).

Deitar numa travessa ou pratos e deixar arrefecer.

Polvilhar, generosamente, com açúcar e queimar com uma pá quente.

domingo, 10 de março de 2019

Lampreia à bordalesa




Lampreia



A lampreia deve sempre comprar-se viva.
Escalda-se a lampreia e esfrega-se bem com um pano de estopa, para que lhe saia bem toda a viscosidade.
Dá-se-lhe um golpe a uns 15 cm da cabeça e outro golpe à mesma distância da cauda.
Aproveita-se todo o sangue, deixando-o escorrer para a vasilha em que se deixa ficar a lampreia em vinha-d'alhos, e junta-se-lhe 1 colher (das de sopa) de vinagre, mexendo um pouco para não coagular.
Pela abertura feita junto à cauda desprende-se a tripa da lampreia, aperta-se bem com um fio, faz-se o mesmo na outra abertura e puxa-se cuidadosamente pela abertura inferior, arrancando ao mesmo tempo o osso que tem na cabeça. Esta operação é muito delicada e requer muita perícia.
As ovas conservam-se dentro da lampreia.
Se se quiser aproveitar a cabeça, raspa-se com força com uma faca até saírem todos os dentes.




Lampreia à bordalesa



  • 1 lampreia bem grande
  • 3 cebolas grandes, bem picadas
  • 3 dentes de alho, picadinhos
  • 2 decilitros e meio de azeite
  • 5 decilitros de vinho tinto maduro, que seja bom
  • 2 colheres (das de sopa) bem cheias de salsa picada
  • 2 colheres (das de sopa) de vinagre
  • Sal e pimenta ao paladar
  • 8 pães cortados em fatias, torradas no forno


Depois da lampreia devidamente preparada, corta-se em postas da largura de mais ou menos 5 cm.

Põe-se a lampreia e o sangue, numa vasilha de louça, juntamente com a salsa, o alho, o vinagre, o vinho tinto, sal e pimenta ao paladar e deixa-se a tomar gosto durante 5 horas pelo menos.

Faz-se um bom refogado com o azeite e a cebola.
Quando esta ficar loira deitam-se-lhe os bocados de lampreia e deixa-se refogar lentamente, acrescentando-se-lhe pouco a pouco água suficiente para formar um molho abundante.
Pouco antes de ir para a mesa, adicionam-se à lampreia (depois de coados) os temperos em que esta esteve anteriormente.
Volta ao lume a levantar fervura e retira-se logo para evitar que destalhe.
Deita-se o pão em camadas no fundo de uma terrina ou travessa funda.
Despeja-se sobre o pão a lampreia com o respectivo molho, e serve-se bem quente.

in, Tesouro das Cozinheiras - pág. 307

NOTA: Comprei a lampreia ao pescador, que a limpou, preparou e colocou em vinha d'alhos tal como indica a receita. 






Lampreia do Rio Minho


Até 15 de abril, é época da degustação da Lampreia do Rio Minho, uma iguaria regional para saborear nos restaurantes aderentes à iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, promovida pela ADRIMINHO e pelos seis municípios do Vale do Minho – Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira. .
Aproveite esta oportunidade singular para saborear um dos pratos mais genuínos da gastronomia tradicional melgacense, bem como para (re)descobrir os encantos do concelho, numa época repleta de animação cultural e recreativa – atividades de turismo natureza ou aventura, visita aos espaços museológicos da rede Melgaço Museus, visitas e provas nas adegas aderentes Rota do Vinho Alvarinho, e muito mais.
A iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” realiza-se desde 2010, com o intuito de valorizar e afirmar um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia tradicional da Região.


Programa disponível aqui!
 
 
Recomendação de locais onde podem comer, dormir e visitar nesta publicação anterior.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Arroz de camarão

 

Arroz de camarão 

 

Ingredientes:

(para 2 pessoas)
  • 8 camarões grandes 
  • 200g de arroz carolino
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1/3 pimento vermelho
  • 1 tomate maduro
  • 1 malagueta (opcional, mas aconselhável)
  • 50 ml azeite
  • 40 ml de vermute seco (na falta deste, usar vinho branco)
  • 600 ml de Caldo*
  • coentros e/ou salsa q.b.

*Caldo
  • cabeças e cascas de camarão (as dos camarões usados para o arroz)
  • 1 alho francês
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1/2 cenoura
  • talos de coentros ou salsa (usei cerca de meio molho)
  • 1 l de água
  • flor de sal q.b.

Ingredientes: arroz, camarão, caldo, pimento, malagueta, vinho, salsa/coentros, tomate, cebola, alho e azeite

     

    Preparação 


    Corte as cabeças aos camarões, descasque-os e reserve os mesmos para o arroz.

     
    Caldo

    Num tacho ou panela coloque as cascas e cabeças de camarão, o alho francês cortado em quatro (só a parte branca) e bem lavado, a cebola cortada ao meio, os alhos, a cenoura, os talos (pés) dos coentros, sal e regue com a água. Deixe levantar fervura e cozer durante cerca de 15/20 minutos. Mantenha em lume brando, até ser necessário para o arroz.

    Arroz
     
    Pique a cebola, os dentes de alho e coloque-os num tacho com o azeite. Leve ao lume até que a cebola fique translúcida. Junte o pimento e o tomate, limpos de pele e sementes, cortados aos cubos pequenos. Deixe refogar e refresque com o vermute ou vinho.
    Com a varinha mágica dê duas ou três picadelas rápidas (para triturar uma parte do refogado - ver imagem abaixo).


    Base: refogado de azeite, cebola, alho, pimento, tomate e vermute/vinho


    Vá acrescentando caldo, aos poucos, e deixe ferver. Adicione o arroz, mexa um pouco para que os grãos se separem e deixe cozer cerca de 10 minutos.

    Distribua os camarões (temperados com uma pequena pitada de flor de sal) por cima do arroz. Agite um pouco o tacho para que estes entrem dentro da calda do arroz. (Nesta fase não convém mexer com a colher, para que não se desfaça o camarão. Pode-se ir agitando o tacho de vez em quando).

    Prove, rectifique de sal e assim que o arroz esteja cozido, o que demora cerca de 18/20 minutos (dependendo de como se gosta da textura do grão), salpique com os coentros picados.
    Sirva de imediato.

    quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

    Suspiros de Amantes



     


    “los amantes de Teruel, tonta ella y tonto él”

    "Juan Diego Martínez de Marcilla e Isabel de Segura. La historia parte con base verídica y mucho de leyenda popular y se desarrolla en el s. XIII siendo la típìca historia de amor a lo “Romeo y Julieta (...)"

    A encantadora história de amor encontrei-a no fantástico blogue  Cupcakes a Gogó, onde a poderão ler na integra. Foi também de lá que veio a receita destas deliciosas queijadinhas, que para além de tudo são perigosamente fáceis de fazer.

    E quem não se encanta com uma bela história de amor? E então com umas queijadinhas?? Sigh! ai-ai!


    O beijo de Gustav Klimt
     

    Suspiros de Amantes

     

    Ingredientes:

    • 2 ovos
    • 100g açúcar
    • 50g manteiga
    • 8 queijinhos tipo “Vaca que Ri”
    • massa quebrada ou outra (usei folhada.. a que tinha)
    • açúcar em pó para polvilhar

    Preparação:


    com robot de cozinha: na taça da máquina juntar ovos, açúcar, manteiga e queijinhos. Programar vel. 4, 90º, 5 minutos. Levar ao forno a 180º 25 minutos, ou até que estejam douradas. (Se no fim deste tempo não estiverem cozidas, ligue a função grill para tostar a parte de cima) - ver fotos.


    sem robot de cozinha: Derreter a manteiga num tacho até que esteja completamente derretida. Adicionar o açúcar e integrá-lo. Bater os ovos previamente e adicioná-los à mistura, sem parar de mexer. Juntar os queijos e deixar cozinhar um pouco até que tudo se desfaça e o creme engrosse. 
    Levar ao forno a 180º 25 minutos, ou até que estejam douradas. (Se no fim deste tempo não estiverem cozidas, ligue a função grill para tostar a parte de cima) - ver fotos.



    1. Colocar a massa nas formas e picar o fundo (se for massa folhada);
    2. Encher as formas com o creme de queijo (encher quase até à borda, pois a massa vai crescer e depois volta ao tamanho inicial);
    3. Retirar as queijadinhas das formas e deixar arrefecer;
    4. Polvilhar com açúcar em pó (açúcar de pasteleiro).

    quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

    Beija-me depressa

     




    Beija-me depressa

    mas não à pressa... não há pressa! 


    Mais Beijos

    Devagar...
    outro beijo... ou ainda...
    O teu olhar, misterioso e lento,
    veio desgrenhar
    a cálida tempestade
    que me desvaira o pensamento!

    Mais beijos!...
    Deixa que eu, endoidecida,
    incendeie a tua boca
    e domine a tua vida!

    Sim, amor..
    deixa que se alongue mais
    este momento breve!...
    — que o meu desejo subindo
    solte a rubra asa
    e nos leve!

    Judith Teixeira, in 'Antologia Poética'

     



    Ingredientes:


    • 100ml água
    • 250g açúcar
    • 1 colher de sopa de manteiga
    • 12 gemas de ovo
    • 50g de farinha

    Preparação:

    Levar ao lume a água, açúcar, manteiga e fazer uma calda em ponto de fio. Amornar a calda e juntar às gemas onde se desfez a farinha (fazer isto lentamente, para não cozer as gemas).
    Levar ao lume e mexer sempre até engrossar e fazer ponto de estrada (ao passar a colher no fundo abre um rego).
    Deitar numa taça de vidro e deixar arrefecer um bocado.
    Untar as mãos com óleo (pouco), fazer pequenas bolas e passar por açúcar em pó.



    vídeo TeleCulinária

    segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

    Bolo de pão doce e especiarias



    Tudo está bem, quando acaba bem. ❤️


    Eram quatro arrufadas (pão doce) que ninguém comeu e se tornaram num bolo perfumado e delicioso.



    Ingredientes

    • 200g de pão doce*
    • 150g de açúcar amarelo
    • 1 colher (sobremesa) de canela em pó
    • 1 colher (sobremesa) de erva doce
    • 1 pitada de noz moscada
    • 1 pitada de gengibre (em pó)
    • 25g de nozes picadas
    • 25g de tâmaras picadas
    • 70g de manteiga (usei com sal)
    • 2 colheres (sopa) de mel
    • 50ml de vinho do porto
    • 4 ovos

    * usei 4 arrufadas, mas pode ser brioche, fogaça, regueifa doce, etc. O pão deve estar um pouco seco, podendo ser de véspera ou ter alguns dias.


     

    Preparação:

    Pré aqueça o forno a 180ºC, unte uma forma de bolo inglês com manteiga, forre com papel vegetal e unte-o com manteiga.

    Pique as nozes, corte as tâmaras em pedacinhos, ponha numa taça e regue com o vinho do Porto.

    Remova as côdeas mais duras e escuras do pão. Desfaça o miolo em pedaços, coloque no robot de cozinha e pique até obter uma farinha. Coloque-a numa taça, adicione o açúcar, a erva doce, a canela, a noz moscada, o gengibre e misture.

    Junte, à mistura seca, os frutos e o vinho. Mexa (com colher de pau). Adicione a manteiga derretida, o mel, as gemas (à vez) e mexa. Envolva, lentamente, as claras batidas.

    Verta a massa na forma e leve ao forno por cerca de 45 minutos, ou até estar cozido (verificar com um palito)

    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

    Tarte de amêndoa





    Por ti falo e ninguém pensa
    mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão
    meu tropel de ternura, minha casa
    meu jardim de carência, minha asa.

    Por ti vivo e ninguém pensa
    mas eu sigo um caminho de silvas e de nardos
    uma intensa ternura que persigo
    rodeada de cardos por tantos lados.

    Por ti morro e ninguém sabe
    mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada
    o teu corpo que sabe a desespero
    ó minha amarga amêndoa desejada.


    Amália Rodrigues
    Composição: Alan Oulman



     


    Ingredientes:

    • 5 ovos
    • 250 gr de açúcar
    • 200 gr de amêndoa moída (farinha de amêndoa)
    • raspa de meio limão
    • 1 colher (chá) de manteiga
    • 50g de amêndoa palitada
    • açúcar em pó q.b. (cobertura)

     

    Preparação:


    Numa taça deitar os ovos, o açúcar e mexer (sem bater) com a vara de arames.
    Juntar a amêndoa, aos poucos, a raspa de limão e mexer bem até ficar um preparado homogéneo.
    Verter a massa numa tarteira (forma de tarte) untada com manteiga.
    Salpicar com os palitos de amêndoa e, por cima destes, distribuir pequenos pedacinhos de manteiga (o mais fino que consiga cortar).

    Levar a forno pré-aquecido a 180º durante 30 minutos. Depois de desenformar polvilhar com açúcar em pó (opcional).


    quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

    Coelho em vinha d'alhos



    Fim de validade?


    Qual a vossa opinião acerca dos produtos em "fim de validade"? Compram ou têm algum receio?

    Estas questões foram colocadas no Facebook e geraram várias opiniões, sendo que na generalidade a resposta obtida mostra que muitas pessoas compram estes produtos com data aproximada do fim de validade. Percebi que a maioria se deixa guiar pelos sentidos, faz uma apreciação dos produtos e não lhes notando nenhuma alteração do cheiro, cor, etc (propriedades organolépticas) os consome sem preocupação.

    Bem... eu também costumo comprar algumas vezes, tal como aconteceu com este coelho.

    Vá, sei que muitos de vós não gostam... mas há por aí bastantes apreciadores desta carne. Esta receita é muito simples de preparar e fica de lamber os dedos!

    Acreditem no que vos digo! :)






    Na tagine (pode ser um tacho, claro) deite uma colherzita de banha (na falta desta use azeite) e o coelho marinado numa boa vinha d'alhos (vinho tinto bom, alhos socados, louro, carqueja, sal e pimenta em grão).
    Cozinhe devagarinho, sem destapar, uns 90 minutos.

    Sugestão: Na frigideira, regada com um pequeno fio de azeite, coloque fatias de pão e toste-as dos dois lados. Ponha-as numa travessa ou prato fundo, disponha o coelho por cima das mesmas e regue tudo com o molho de cozinhar o coelho.
     

    quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

    Arroz económico (no forno)



    Votos de um Felicíssimo e cheio de saúde 2019!  


    Recomeça...
    Se puderes
    Sem angústia
    E sem pressa.
    E os passos que deres,
    Nesse caminho duro
    Do futuro
    Dá-os em liberdade.
    Enquanto não alcances
    Não descanses.
    De nenhum fruto queiras só metade.

    E, nunca saciado,
    Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
    Sempre a sonhar e vendo
    O logro da aventura.
    És homem, não te esqueças!
    Só é tua a loucura
    Onde, com lucidez, te reconheças.

    Miguel Torga

     

     

    Ingredientes:

    • 1 fio de azeite (o suficiente para untar o fundo do tacho/caçarola/alguidar)
    • 1 cebola média
    • 2 medidas de arroz (usei agulha)
    • 2 pedacinhos de carne (estava estufada - aproveitamento)
    • 1/2 cenoura laminada
    • 1/2 chávena de ervilhas
    • 2 perninhas de salsa
    • 5 medidas de água ou de caldo* de carne/legumes
    • sal q.b. 

    NOTA: a medida usada foi uma chávena de chá


    * façam um caldo caseiro (cozendo rabo de boi/carne/frango, cebola, cenoura, aipo, alho francês, salsa...). Podem preparar em quantidade maior e congelar, para futuras utilizações.


    Preparação:


    Ligar o forno a 220ºC. Laminar a cebola em meias luas e a cenoura em rodelas finas. Ferver a água ou o caldo de carne ou legumes.

    No tacho colocar o azeite, a cebola, o arroz e envolver muito bem. Juntar os pedacinhos de carne, a cenoura e as ervilha e envolver.

    Acrescentar a água ou o caldo, ajustar o tempero de sal e mexer ligeiramente (uso um garfo), para separar os grãos de arroz.

    Levar ao forno e deixar cozer cerca de uma hora. 

    Nota: Pode aproveitar-se o forno para assar (ao mesmo tempo que se coze o arroz) carne/peixe/batatas... etc.

    Obs.: Se o arroz começar a tostar em demasia, cobrir com folha de papel vegetal (prefiro-o ao alumínio).

    segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

    Brandade de bacalhau

     

     

    Então é Natal! ♪ ♫ ♪ ♫

    Oxalá os votos feitos, no natal, se renovem a cada dia do ano e que a preocupação e respeito para com o próximo não se restrinja a esta quadra festiva.

    Hoje, como no mês passado e como daqui a 2 meses, desejo que todos tenham uma vida harmoniosa, refeições na mesa, carinho e amor dos seus familiares e amigos, mas sobretudo que tenham saúde para usufruir disso.



    Um abraço e votos de um Feliz Natal
    Agora, deixo-vos a entrada:
     

    Brandade de bacalhau

    Ingredientes:

    NOTA: as batatas devem ter o peso (aproximado) do bacalhau


    Preparação:


    1 - Cozinhar o bacalhau no azeite, juntamente com o alho, em baixa temperatura (fogo mínimo no fogão ou 90º no forno), por aproximadamente uma hora.

    2 - Enquanto o bacalhau é preparado, descascar as batatas e picar em cubos médios.

    3 - Levar a cozer.

    4 - Depois de cozidas e escorridas, juntar a  NATA COM SABORES DO MAR PARMALAT

    5 - Fazer um refogado com a cebola e azeite q.b. (usar o do bacalhau).

    6 - No liquidificador, bater as batatas, natas e bacalhau (limpo de peles e espinhas) até obter um puré.

    7 - Verter o puré no refogado de cebola e misturar bem. Deixar cozinhar 5 minutos e deitar em taças refractárias. Salpicar com queijo parmesão ralado.

    8 - Levar ao forno a gratinar.

    9 - No liquidificador, bater um punhado de salsa com azeite da cocção do bacalhau e 3 dentes de alho (que confitaram com o bacalhau).

    10 - Retirar do forno e decorar a gosto.


    Sugestão: Servir com pedaços de pão torrado, ou frito em azeite. Deitar pequenas colheradas de brandade no pão e regar com o molho de salsa.


    Poderão ver esta e outras receitas na página da Parmalat.

    quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

    Capão à Freamunde - XIII Semana Gastronómica

    Capão à Freamunde - confeccionado pelo Chef Vitor Brito, restaurante a.rei.a


    A convite do Turismo Porto e Norte e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, estive presente na Apresentação da XIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde. 

    Nesse evento, como vem sendo habitual, quando participo nestas press trip / fins de semana gastronómicos, confirmo com uma convicção crescente que se come muistíssimo bem em Portugal. E, como se isso não fosse motivo suficiente, há imenso que ver e fazer nestas nossas lindas regiões. Tudo apela a que visitemos, provemos e bebamos o que o nosso país tem para nos oferecer!


    Bem, mas falemos do que me trouxe aqui: O Capão (incluindo a sua receita) e a Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia.  

    O jantar alusivo decorreu no restaurante "a.rei.a" onde foram também apresentados 3 novos embaixadores do Capão: Isabel Pires, Manuel Serrão e António Loureiro. Todos eles prometeram defender e promover esta iguaria por onde andarem. 

    Historial do capão


    A origem do capão remonta aos tempos romanos diz-se que na Roma antiga, o cônsul Caio Cânio, restringido nas suas horas de sono, pelo alvorecer sonoro dos galos, teria conseguido fazer aprovar uma lei no senado que proibia a existência dos galináceos, no perímetro urbano da cidade.
    Privados do prazer da sua carne, os súbditos logo inventariam uma forma engenhosa de contornar a disposição legal – capando os galos. Surgia assim o capão, o sápido eunuco que, na sua nobreza e requinte, se tornou comparável ao faisão, à perdiz e à galinhola.
    Diz-se que desvirilizados, eles pararam de cantar, para consolar a perda da função, começaram a alimentar-se compulsivamente e a engordar bastante. Ao serem abatidos, mostraram-se iguarias sublimes. Os romanos descobriram que quanto mais cedo fosse realizada a castração, melhor seria o sabor da carne.

    E, pelos caminhos de Roma, chegaria até nós este costume e este processo que enriquecia a gastronomia e a alimentação da região, acrescentando-lhe nova e delicada iguaria.
    Vários autores se referiram ao capão como “Manjar dos Reis” em suas obras, mereceu atenção de Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós.
    Mas para que o deleite seja maior e saboreado como um manjar real e sublime, deve ser preparado “à Freamunde”.

    A par de uma riqueza nutritiva e um sabor delicado, as suas origens fazem parte do património lendário da região.

     

    Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia


    Instituída por provisão régia d' El-Rei D. João V, a 3 de Outubro de 1719, "rezestada na chancellaria Mor da Corte e Reino no livro de offícios a mercês a folhas quarenta e oito; em Lisboa occidental dois de Novembro de mil setecentos e dezanove(...)”
    Alguns historiadores referem que "a Feira dos Capões já se realizava no séc. XV. Ainda nos dias de hoje em Freamunde, a “Feira dos Capões” realiza-se a 13 de Dezembro, e coincide com a data em que a liturgia católica venera Santa Luzia, a protetora da visão. Os alegados motivos de atração de milhares de Forasteiros à Cidade de Freamunde, é o da compra dos capões aliando também a fé religiosa, venera-se na capelinha de Santo António, situada no mesmo terreiro da feira.
    Para os boémios, manda a tradição que seja os primeiros fregueses da afamada “Barraquinha das Festas Sebastianas”, onde servem rojões, fêveras …. regadas com o novo verde tinto da região que é de praxe.
    A Feira conta com a eleição do melhor “Capão Vivo” no sentido de dar a conhecer a especificidade deste produto que, se não for bem castrado, não ganha determinadas características, sendo nesse caso chamado “Rinchão”.

     

     

    Receita tradicional

    capão à Freamunde

    Embriaga-se o Capão com um cálice de Vinho do Porto e passada meia hora, mata-se, depena-se, abre-se e lava-se.

    Depois de estar em água fria com rodelas de limão, cerca de uma hora, põe-se a escorrer e mergulha-se em "vinha de alho" (molho de vinho branco, algumas colheres de azeite, sal e pimenta e vários dentes de alho esmagados).

    Deve permanecer neste molho, de véspera, e proceder-se a diversas viragens, esfregando o Capão.
    No dia de o consumir, põe-se ao lume uma caçarola com azeite, gordura de porco e cebolas às rodelas. Quando a cebola está estalada, deita-se uma boa colher de sopa de manteiga, 2,5 dl de vinho branco e sal q.b..

    Escorre-se o capão, esfrega-se todo com este novo molho e recheia-se com "farófia" e um picado feito com os "miúdos" do capão e bocadinhos de salpicão e presunto.

    Coloca-se na assadeira, de preferência uma "pingadeira de barro", e leva-se ao forno a assar lentamente, picando-se com um garfo de vez em quando, ao mesmo tempo que se rega com o molho da assadeira. A operação de picar com o garfo deve ser cuidadosa para não ferir a pele que deve ficar estaladiça e loura.



    Semana gastronómica


    capão à Freamunde


    Iniciou-se em 2006 e conta com a parceria de vários restaurantes do concelho que aderem à iniciativa. Actualmente conta com 8 anos de existência e foi alargada a duas semanas pela imensa procura que tem. 

    Um dos pontos altos da Semana Gastronómica é a 12 de Dezembro, com o Concurso Gastronómico / Jantar “Capão à Freamunde”. Neste evento, os restaurantes aderentes levam o seu capão a concurso, onde o prato é apreciado e avaliado por um júri, sendo posteriormente comunicado o vencedor no Jantar e entregues os respetivos prémios. O Jantar é um momento sublime de degustação desta tão mui nobre iguaria. É mais uma oportunidade para a promoção deste prato que encanta apreciadores e cujo produto se encontra certificado como Indicação Geográfica Protegida (IGP) pelo despacho nº4253 de 7 de Março de 2011. 

    Diz o provérbio popular "Do frango capão a perna, e da galinha o peito". Excelente assado, com ou sem recheio, coleciona apreciadores famosos. O escritor Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição (1862), aconselhava-o ligeiramente flambado com aguardente velha e conduzido à mesa com a pele estaladiça. Historial do Capão.




    NOVIDADE!


    Uma das grandes novidades é a introdução de um selo identificativo da ave, com a colocação de uma anilha, passando a partir de agora a existir um “bilhete e identidade” do Capão de Freamunde. Só podem entrar no Concurso de melhor Capão Vivo as aves com “BI”. O Capão à Freamunde tem a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia.