quinta-feira, 26 de março de 2020

Pão de trigo




“Deus te acrescente para muita gente”


Andava, há muito, com vontade de começar a fazer pão em casa e desta vez é que foi!
Já tinha pesquisado sobre este assunto e acabava por não meter as "mãos na massa", fosse por falta de tempo, vontade... e, também, preguiça.

Há uns anos tive uma máquina de fazer pão e até lhe dei bastante uso. Se procurarem, aqui no blogue, hão-de encontrar algumas das receitas que fiz na ocasião. A máquina começou a não funcionar tão bem, ou eu fui perdendo o entusiasmo inicial... e o certo é que deixei de fazer pão.

Agora, confinada em casa, e sem querer ir à rua voltei a pensar seriamente em recomeçar a fazer o meu próprio pão.
Desta vez sem máquina, porque já nem a tenho, optei por começar com um pão muito simples e que não me levasse muito tempo para o fazer. Isto do teletrabalho não é "pêra doce"!

Inspirei-me num vídeo que partilho convosco, no final da página, e adaptei-o ao que tinha em casa.

Estou muito satisfeita com o resultado, mas também um pouco preocupada por ele ser tão bom e lhe ter apanhado o jeito. Parece que andamos todos a comer mais do que o habitual... e as curvas que estão a aumentar não são só as da (tinhosa) pandemia.








Ingredientes:


  • 500 g de farinha de trigo T65
  •  1 saqueta de 4,6 g de fermento seco de padeiro
  • 400 ml de água morna (imaginem que iam dar leite a um bébé... é assim morninha)
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 10 g de sal

NOTA: se usarem fermento fresco são 10g



Preparação:


Misture a água morna com o fermento e o açúcar. Mexa até diluir, usando uma colher de pau (não use metal), e deixe a repousar uns minutos (10 a 15). Vai perceber que está pronto porque faz uns barulhinhos e vê-se a fermentação a ocorrer.

Num recipiente grande coloque a farinha e o sal. Abra um buraco no centro da farinha e verta lá a água fermentada.

Com a mão vá envolvendo tudo, de fora para o centro, em círculo, até que tudo esteja bem misturado. Não é preciso amassar nada, apenas misturar até que a farinha absorva toda a água.

Cubra com um pano e deixar levedar 6 horas (no vídeo diz 2 a 3h, mas eu deixei 6), ou até que a massa tenha, no mínimo, duplicado de tamanho (a minha triplicou).

Numa superfície, bem enfarinhada, despeje a massa levedada. Puxe uma ponta da massa até ao centro e depois a outra. Repita esta operação duas vezes. Comece a formar uma "bola" com a massa, girando-a com as mãos, empurrando ligeiramente para o centro e para baixo. Depois de ter o pão moldado, deixe a massa repousar.

Ligue o forno a 230ºC, e meta lá dentro o tacho de ferro onde vai cozer o pão. (Pode optar por cozê-lo no tabuleiro do forno)

Polvilhe o fundo do tacho com farinha e coloque a massa lá dentro com a dobra para baixo. Polvilhe a massa com farinha e faça um corte superficial na parte superior da massa usando uma faca afiada. (Fiz uma cruz, mas pode fazer outro diferente).

Tape o tacho e leve-o ao forno durante 30 minutos. No final desse tempo, retire a tampa e deixe cozer mais 15 a 20 minutos para criar uma boa crosta.
Retire do forno (cuidado para não se queimar, pois o tacho está muitíssimo quente), tire o pão do tacho e ponha-o a arrefecer em cima de uma rede (para o ar circular por baixo).




O vídeo que me serviu de inspiração para fazer este pão. Muito bem explicado e de fácil compreensão. Aconselho-vos a ver.





S. Vicente te acrescente…
S. Mamede te levede
S. João te faça pão…
E Deus Nosso Senhor te deite
Sua divina benção
O Senhor te acrescente
E te queira acrescentar
Para comer e mais para dar…


Em memória do meu avô materno, que era padeiro. 
Obrigada a todos os padeiros que têm assegurado que não nos falte pão na mesa, sobretudo nestes dias loucos que vivemos.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Bolo D' Água



Um tempo diferente, este que vivemos.

Recolhidos, como devemos ficar, para o bem de todos, temos que aprender novas rotinas. Sinto os dias passar de forma mais lenta e divido-os entre o trabalho que tenho para fazer e a cozinha, que é onde me consigo abstrair um pouco desta nova realidade.

Numa dessas fugas, veio a vontade de fazer um bolo... afinal é sempre uma boa terapia. Agora desafio-vos a fazerem também um, para o vosso fim de semana.


Votos de muita saúde para todos. Cuidem-se!








Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 2 e 1/2 chávenas de farinha com fermento
  • 1 chávena de água (tépida)
  • raspa de limão.

Preparação:


Batem-se as gemas com o açúcar, junta-se lentamente a água, batendo bem, mistura-se a raspa de limão acrescenta-se a farinha devagar, junta-se finalmente as claras batidas em castelo.

Untar a forma com manteiga, polvilhar com farinha e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, cerca de 50 minutos. 
 

Nota: a receita teve algumas alterações, em relação à que vêm na foto abaixo. A chávena que utilizei tem a capacidade de 250 ml.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Tarte de tangerina




Querem uma sobremesa pouco doce, pouco calórica e sem glúten?
Experimentem lá esta!

A receita foi encontrada no Youtube e a receita que vos apresento teve um ou outro ajuste.







Tarte de tangerina, na frigideira

 

Ingredientes:


para a frigideira
  • 8 tangerinas pequenas
  • manteiga q.b. para untar a frigideira
  • 2 colheres (sopa) de caramelo líquido
 para a massa
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 20 ml de sumo de tangerina
  • 2 ovos
  • 50 ml de leite
  • 1 colher (sopa) de sumo de limão
  • 1 chávena (chá) de amido de milho (farinha maizena)
  • 1 colher de sopa de fermento


Preparação:



Ligue o forno a 200ºC. 

Verta o leite num recipiente, adicione-lhe o sumo de limão e deixe a coalhar.

Unte uma frigideira (usei 24cm) com manteiga. Coloque no fundo uma folha de papel vegetal e em cima desta espalhe o caramelo. 
Descasque as tangerinas, corte-as ao meio, remova as pevides e distribua-as pelo fundo da frigideira. Reserve.

Numa taça junte a manteiga, o açúcar e mexa bem com a vara de arames. Junte os ovos, um de cada vez, mexendo sempre. Adicione a coalhada de leite e continue a mexer. Por último junte a farinha, o fermento e mexa bem. Verta o creme em cima das tangerinas e leve a frigideira ao forno, reduzindo a temperatura para 180ºC.

Deixe cozer cerca de 40 minutos ou até que esteja dourado (teste com um palito).
Desenforme, remova o papel vegetal e sirva morna ou fria



sábado, 8 de fevereiro de 2020

Torta de Coco com Creme de Coco

 


Por linhas tortas? Só destas... de coco 🤤

A receita andava para a experimentar há muito e tinha que testar a câmera do novo gadget móvel.
A torta é, tal como esperava, uma delícia e o telemóvel promete muito.

Na minha opinião ambos estão aprovados! 👌

 

 

Torta de Coco com Creme de Coco


Ingredientes:


Torta:
  • 125 g de leite de coco
  • 180 g de açúcar
  • 4 ovos
  • 25 g coco ralado desidratado
  • 25 g de farinha de trigo T55
  • 2.5 g de fermento químico
  • Uma pitada de sal fino marinho

Creme:
  • 125 g de leite de coco
  • 40 g de açúcar
  • 1 ovo
  • 25 g coco ralado desidratado
  • 12 g de manteiga
  • 10 g de farinha de trigo T55

 

Preparação:


Pré-aquecer o forno a 180º C.
Untar com manteiga e forrar com papel vegetal uma forma com cerca de 35 x 22 cm.

Para a torta, numa taça bater bem o leite de coco, o açúcar, os ovos e o coco ralado.
Juntar a farinha peneirada com o fermento e o sal e bater apenas até que esteja uma massa homogénea.
Colocar a massa na forma e levar ao forno durante cerca de 20 minutos ou até a torta esteja cozida.
Retirar do forno e deixar arrefecer ligeiramente.

Para o creme, num tacho misturar todos os ingredientes e levar ao lume, mexendo, até ferver e engrossar.
Retirar do lume e espalhar uniformemente sobre a torta.
Enrolar a torta com a ajuda do papel e polvilhar com açúcar em pó (coco ralado e/ou em raspas).

Servir fria.


Receita: Flagrante Delícia 


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Miminhos de laranja






Janeiro fora, mais uma hora, quem bem souber contar hora e meia vai achar.

Provérbio popular



E quem não gosta de dias maiores? De sol no rosto... e de menos roupa no corpo?

Já surgem, no horizonte, pequeninas manchas coloridas que anunciam a boa nova aos friorentos como eu.


Entretanto... "Em Fevereiro enche a velha o fumeiro".


e eu acrescento: faz bolinhos para o chá! ;)





Miminhos de laranja



Ingredientes:

 

rende 6 queijadinhas
  • 70 ml de água
  • 250 g de açúcar
  • 40 g de manteiga (usei com sal)
  • 25 g de amido de milho (farinha tipo maisena)
  • 2 ovos
  • 2 gemas
  • 1 laranja média (raspa e sumo)
  • manteiga q.b.
  • açúcar q.b.


Preparação:


Leve ao lume a água com o açúcar e deixe ferver dois minutos. Retire do lume, adicione a manteiga, mexa e deixe arrefecer.
Enquanto espera que a calda arrefeça unte seis forminhas de queijadas com manteiga e polvilhe-as com açúcar. 

Coe os ovos e as gemas para dentro de uma taça. Junte a farinha peneirada e mexa com a vara de arames até ficar com um creme homogéneo (se tiver grumos passe o creme pelo coador). Junte o sumo de meia laranja e mexa mais um pouco. Adicione a calda de açúcar arrefecida e mexa. Por fim, quando o creme estiver liso) misture a raspa de laranja e envolva tudo.

Divida o preparado pelas formas e leve a cozer em banho-maria, cerca de 40 minutos. Retire, deixe arrefecer 2 ou 3 minutos e desenforme.  


NOTA: coar os ovos é opcional, mas aconselhável. Esta técnica melhora a textura e sabor do doce, pois evita que algumas partes do ovo (que não se dissolvem) se juntem ao mesmo.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Bolo de claras, mel e canela




Tudo Às Claras!

que as ricas gemas já se tinham ido, pelas festas.


Ainda andam no frigorífico ou congelador as claras que vos sobraram do natal?

Às minhas juntei mel, canela e mais um pouco disto e daquilo. O resultado foi este bolinho simples, mas nem por isso menos delicioso ou merecedor de partilha.


Aproveito para vos desejar um 2020 bem tranquilo, docinho e, principalmente, cheio de saúde!



Ingredientes:

  • 400g de claras de ovo (10)
  • 250g de açúcar
  • 2 colheres de sopa de mel
  • raspa de limão
  • 1 colher de sopa de canela
  • 1 pitada de erva-doce (opcional)
  • 200g de farinha com fermento
  • 60g de amido de milho (tipo maizena)
  • 7g de fermento em pó

NOTA: podem usar os 260g de farinha com fermento, dispensando o amido de milho e o fermento em pó.


Preparação:


Juntar as farinhas, fermento e canela (peneiradas). Reservar.
Bater as claras com o açúcar até estarem bem batidas. Adicionar, aos poucos e sem parar de bater, o mel. Juntar a raspa de limão e bater em velocidade baixa até envolver.
Ir adicionando, colher a colher, a mistura dos secos. A batedeira deve estar em velocidade baixa.

Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, em forma untada e polvilhada com farinha, durante cerca de 40 minutos.




quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Bolo de maçã caramelizada



Fruta da época



Gosto de bolos de fruta! E estes, caramelizados, agradam-me imenso.

As maçãs eram a fruta mais abundante no cesto e por isso foram as escolhidas.

No entanto, este bolo pode ser feito com outras frutas, aproveitando as da época, ficando sempre delicioso!








Ingredientes:

  • 3 maçãs
  • 4 ovos
  • 250g açúcar
  • 125g farinha com fermento
  • sumo e raspa de 1 laranja
  • manteiga q.b. (para untar a forma)
  • açúcar q.b. (para polvilhar a forma)
  • 2 colheres (sopa) de caramelo líquido (para a forma)

Preparação:

Untar uma forma (usei de bolo inglês) com bastante manteiga, polvilhar com açúcar e regar com o caramelo (em fio, a toda a volta e no fundo).
Após untar, dispor as rodelas de maçã  no fundo e lados da forma.

Bater as gemas com o açúcar até fazer uma gemada.
Juntar, aos poucos, o sumo de laranja e continuar a bater durante cerca de 10 minutos (a massa deve ficar muito fofa). Adicionar a raspa e bater um pouco para misturar.
Retirar a taça da batedeira e ir alternando a farinha peneirada e as claras em castelo, envolvendo tudo (uso vara de arames).
Verter a massa na forma e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 35 minutos ou até que esteja cozido (fazer o teste do palito).

Nota: aproveitei apenas os centros das maçãs, sem descascar nem descaroçar.
Área de anexos

sábado, 23 de novembro de 2019

Bolo de castanha


 

As Castanhas

 

Não há uma sem duas! Ontem trouxe-vos uma receita de pudim de castanha e hoje trago-vos o bolo.

Esta semana tive um achaque de sinusite, que apesar de não ser grave é bastante incómodo. Quem me lê e sabe o que isso é, há-de concordar comigo!
Bem, lá fiquei em casa 2 dias e ao segundo já estava cansada de repouso. Mais devagar do que é habitual, dediquei-me a arrumar e organizar algumas coisas na cozinha. Encontrei um saco com 1Kg de castanhas, compradas há uns dias, que ficou esquecido e fechado. Já devem ter percebido que este fruto não pode estar nessas condições, pois começa rapidamente a ganhar bolor.

A solução que me ocorreu foi cozê-las todas, depois de lavadas e golpeadas. Enquanto coziam fui-lhes fazendo planos... pudim, bolo, puré, creme, acompanhamento para carne, salteadas com cogumelos?

Descasquei metade das castanhas e a primeira decisão foi fazer o pudim. É um dos meus favoritos, sem dúvida!

Como não me decidia onde aplicar a outra metade, resolvi ir ao meu livro de receitas favorito (tenho-o desde sempre e já o adorava em criança) buscar inspiração.

Por entre o que lá há, optei pela receita deste bolo que aqui vos apresento. É de simples confecção e o resultado deixou-me muito satisfeita.

Têm-me perguntado se é possível fazê-lo com castanhas congeladas, ao que tenho respondido afirmativamente. Apesar de não o ter experimentado, estou certa que o resultado será muito bom.

 

 

 


Bolo de castanha

 

Ingredientes:


  • 250 gramas de castanhas cozidas e descascadas
  • 125 gramas de açúcar
  • 4 ovos
  • 1 colher (das de chá) de crescente
  • Algumas gotas de baunilha

obs.: crescente é o fermento (usei bio - sem glúten)



Preparação:


Bate-se o açúcar com as gemas durante 20 minutos.

Junta-se-lhe a baunilha e o crescente.

Tudo isto, assim como as claras em neve bem forte, se adiciona às castanhas previamente passadas pela peneira.

Deita-se esta massa numa forma untada com manteiga e leva-se a cozer a forno brando.

Recheia-se e enfeita-se a gosto com creme «Chantilly».

in, Tesouro das Cozinheiras - pág. 685 



NOTA:
triturei as castanhas (depois de cozidas e descascadas) no robot de cozinha (não tendo, usem um passe-vite). Usei uma forma quadrada 22x22cm. O forno pré-aqueci a 180ºC e cozi o bolo 40 minutos.
 



 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Pudim de castanhas



As Castanhas



Os castanheiros são nativos das regiões de temperatura amena do hemisfério norte do globo terrestre. Duram até aos 500 anos, e apenas dão fruto quando atingem os 40 anos. Estas árvores dão-se bem em terrenos ácidos, como os formados por granito e xisto, e não se desenvolvem bem em solo alcalino. As castanhas estão contidas num ouriço espinhoso, com cerca de 5 a 11 cm de diâmetro, que contém entre uma a sete castanhas.
As castanhas têm uma relevância inquestionável na gastronomia Europeia, particularmente, nos países do sul, (onde se inclui Portugal, claro); na Ásia, e também na zona este da América do Norte.

A castanha foi, provavelmente, um dos primeiros alimentos a serem consumidos pelo Homem, uma vez que há indícios do seu uso já na pré-história. Espalharam-se por toda a Europa a partir da Grécia. Durante a Idade Média, as pessoas tinham um acesso bastante limitado à farinha de trigo, e, então, as castanhas eram a sua principal fonte de hidratos de carbono. As castanhas, tradicionalmente, eram dadas aos pobres, e representavam a abundância e o alimento, daí serem o símbolo da festa de S. Martinho, e também da festa de S. Simão, na Toscânia.
As castanhas contêm o dobro do amido das batatas e, por isso, não surpreende que sejam um importante alimento na China, no Japão e na Europa do Sul, onde frequentemente são transformadas em farinha, a partir da qual se faz pão e massas, tanto que o castanheiro é conhecido por "árvore do pão".


Não se devem comer castanhas cruas devido aos seus elevados índices de ácido tânico. Assim, devem ser cozinhadas de forma a evitar desconforto digestivo. Também, não devem ser comidas com casca. Quando cruas, torna-se virtualmente impossível descascá-las, embora o possamos fazer com uma boa dose de paciência e cuidado! É bastante mais fácil retirar-lhes a casca quando cozinhadas. As castanhas podem ser cozidas, usadas em sopas, puré, para preparar bebidas e até cristalizadas – estas últimas muito apreciadas em França onde são conhecidas como marrons glacés. Em muitas receitas, podem substituir as batatas e, inclusivamente, a massa. Combinam particularmente bem com batata-doce, cenoura, cogumelos, couves-de-bruxelas, e couve. São excelentes quer para pratos doces como salgados.
A cozinha, nos últimos tempos, tem feito um esforço para voltar a usar a castanha, tal como no passado, seguindo a moda de redescobrir os pratos tradicionais.

Informação Nutricional 

As castanhas são deliciosas, e muito saudáveis, pois são ricas em nutrientes. Têm bastante água, contêm muito pouco óleo, e são virtualmente livres de gordura. São ricas em hidratos de carbono complexos e contêm proteína de elevada qualidade – comparável com a do ovo – não têm glúten, nem colesterol. Nutricionalmente, são idênticas ao arroz integral. Curiosamente, têm tanta vitamina C como os limões.



Ingredientes:

  • 250 g de castanhas (cozidas e descascadas)
  • 4 ovos
  • 400 ml de leite
  • 200 g de açúcar
  • 1 colher de sopa de amido de milho (tipo maizena)

para o caramelo:
  • 150g açúcar
  • 60ml água

 

Preparação:


Caramelo: levar ao lume, num tacho ou caçarola, o açúcar e a água (sem mexer). Deixar ferver até que adquira um tom dourado. Cuidado para não deixar queimar. Verter o caramelo numa forma de pudim e rodar para que a mesma fique toda barrada (use um pano ou luvas para não se queimar).

Meter no liquidificador os ingredientes, pela seguinte ordem: ovos, leite, açúcar, amido de milho e castanhas.
Bater durante 2 minutos até homogeneizar tudo.

Dividir a mistura pelos (oito) ramequins e colocar num tabuleiro fundo de forno. Despejar água, no tabuleiro, até atingir metade da altura das formas.

Levar ao forno pré-aquecido a 170ºC e cozer cerca de 45 minutos, ou até que inserindo uma faca no centro do pudim, esta saia limpa.

Retirar cuidadosamente as formas e deixá-las repousar sobre uma grade, durante cerca de 30 minutos. Cobrir e levar ao frigorífico até que os pudins arrefeçam completamente.

Desenformar e decorar a gosto, ou servir directamente nos ramequins.




segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Polvo à Lagareiro




O Jornal de Notícias desafiou-me a preparar uma receita e a mostrar as mãos e o rosto por detrás do blogue Alquimia dos Tachos. Da entrevista feita resultou o seguinte:


"Na cozinha da portuense Olívia Fagundes Rocha, os livros antigos de culinária inspiram. Compra-os em feiras de antiguidades ou online e, na hora de passar do papel para o prato, há receitas que se cumprem sem saltar um único passo. Outras, porque os ingredientes já não existem no mercado, reinventam-se.

Os truques e sabores da sua comida são desvendados na Alquimia dos Tachos, o blogue que criou em 2010 para armazenar iguarias. Por lá encontra-se de tudo: entradas, pratos acabados de sair do forno, doces. Só de olhar cresce água na boca. É o caso do polvo à lagareiro, um dos seus pratos preferidos, cujo segredo reside na cozedura a vapor.

“O polvo fica com uma textura muito boa e não lhe sai tanto a pele”, garante Olívia, sem conseguir precisar a idade em que se apaixonou pela cozinha. Ainda assim, lembra-se de aos dez anos fazer leite-creme para os irmãos. Valença do Minho, a terra do pai, faz parte dessas memórias. “Chegámos a ir à matança do porco e aos fumeiros. Também ia com a minha avó apanhar coisas ao campo para alimentar o porco e a um riacho lavar as tripas para fazer os enchidos.”

É em blogues como a Alquimia dos Tachos que muitos pesquisam receitas. Esquecidos no tempo ficaram os cadernos gastronómicos escritos à mão. A arte do empratamento conjuga as vivas cores dos alimentos, captando a atenção dos mais gulosos."

Texto de Marisa Silva


Mais informações em: http://www.brincarnacozinha.pt



Polvo à Lagareiro


Ingredientes:


  • 1 polvo médio
  • 1 cebola
  • 4 dentes de alho
  • azeite q.b.
  • batatas pequenas q.b.
  • salsa q.b.

Preparação:


Leve o polvo a cozer, num tacho com pouca água, cerca de 50 minutos. Em alternativa, coza-o ao vapor, num robot de cozinha – função vapor, 50 minutos.

Entretanto, ponha as batatas bem lavadas, secas e salpicadas de sal, num recipiente de ir ao forno. Leva-as a assar cerca de 45 minutos, a 200ºC.

Retire as batatas do forno e dê um pequeno "murro" a cada uma (fechar o punho e pressionar um pouco, para a batata abrir).

Num recipiente, que possa ir ao forno, disponha as batatas, o polvo, cubra com a cebola em meias luas e os alhos laminados. Regue generosamente com azeite e leve ao forno cerca de 15 minutos. Retire do forno e sirva quente.


Sugestão de acompanhamento: grelos cozidos, salteados.





sábado, 12 de outubro de 2019

Tarte de maçã da Tia São




"Regra é da vida que podemos, e devemos, aprender com toda a gente. Há coisas da seriedade da vida que podemos aprender com charlatães e bandidos, há filosofias que nos ministram os estúpidos, há lições de firmeza e de lei que vem no acaso e nos que são do acaso. Tudo está em tudo."
 Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa




É por aprender com toda a gente que vou podendo partilhar convosco o que aprendi. Desta vez, quem me ensinou foi a minha Tia São - excelente cozinheira - a fazer a tarte de maçã que hoje vos trago.

Uma tarte bastante simples de preparar, bastante económica e nem por isso menos deliciosa!

E que bem sabe uma tarte de maçã para minimizar a melancolia do outono, que tanto nos faz adivinhar os dias mais pequenos e frios que se avizinham.

 


Ingredientes:

  • 4 maçãs golden grandes (usei reineta)
  • Sumo de limão q.b.
  • 4 ovos
  • 4 colheres açúcar
  • 4 colheres farinha com fermento, rasas
  • 200 ml natas espessas (crème fraîche)
  • açúcar e canela para polvilhar
 


Preparação:


Descascar as maçãs e laminar em fatias finas. Regar com sumo de limão (usei meio) para não oxidar. Reservar.
 
Na taça da batedeira colocar os ovos, o açúcar, a farinha e bater tudo durante 10 minutos. Envolver as natas, no preparado anterior, sem bater.
 
Untar uma forma (usei 24cm - com aro amovível) com manteiga e polvilhar com açúcar.
Dispor a maçã em camadas. Verter a massa, polvilhar de açúcar e levar ao forno 35 minutos (com ventoinha) a 180ºC.


Nota: não polvilhei de açúcar antes de levar ao forno, mas após desenformar e arrefecer. Usei açúcar em pó e canela.
 
 
 
 

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Pudim de coco





É sempre com algum suspense que levanto a tampa ao pudim. E fico sempre muito contente quando o vejo direitinho 😊

Acontece-vos, ou é só mania minha?


A receita foi-me dada por uma colega de trabalho e é super simples de preparar. 


Obrigada, Arminda!




Pudim de coco


Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 1 lata de leite condensado
  • 200ml de leite de coco*
  • 115g de coco ralado

para o caramelo:

  • 150g açúcar
  • 60ml água

*a receita que me foi dada levava 1 lata de leite (medida lata de leite condensado) que substituí por leite de coco por não ter do "normal".

 

Preparação: 

 

Caramelo: levar ao lume, num tacho ou caçarola, o açúcar e a água (sem mexer). Deixar ferver até que adquira um tom dourado. Cuidado para não deixar queimar.
Verter o caramelo numa forma de pudim e rodar para que a mesma fique toda barrada (use um pano ou luvas para não se queimar).

Meter no liquidificador os leites, os ovos e bater durante 2 minutos até homogeneizar tudo. Deitar o líquido numa bacia, adicionar o coco e mexer tudo.

Verter o preparado anterior dentro da forma caramelizada e fechar bem com a tampa (se não tiver isole com folha de alumínio).
Colocar a forma dentro da panela de pressão*, onde já deitou 250 ml de água, fechar bem e levar ao lume 20 minutos.

Depois de despressurizar a panela retire a forma e mantenha-a fechada até arrefecer. Depois de frio coloque a forma no frigorífico umas horas antes de desenformar o pudim (melhor se for de véspera).


*cozi o meu na Moulinex Cookeo

Nota: pode cozer em banho-maria, no forno ou fogão, durante cerca de 60 minutos
 

domingo, 29 de setembro de 2019

Bacalhau assado no forno com batatinhas e chalotas



O outono vai-se instalando e o "comida conforto" ou "comfort food" ouve-se e lê-se com frequência.

Para vós, "comida conforto" é exactamente o quê?

Para mim pode ser bacalhau assado no forno! Ou preparado das outras 1000 maneiras, que dizem ser possível preparar este ingrediente riquíssimo.






Bacalhau assado no forno


  • Bacalhau Brasmar
  • azeite q.b.
  • 1 cebola grande
  • 4 dentes de alho
  • salsa (1 raminho)

 

 

Preparação:


 
Num tabuleiro de forno disponha uma camada com metade da cebola e dos alhos laminados. Regue com azeite de forma a que fique tudo bem untado.
Disponha o bacalhau, e por cima deste a restante cebola e alho.
Regue generosamente com azeite e leve o tabuleiro ao forno durante cerca de 50 minutos.

Nota: primeiro preparei as batatas (receita abaixo) e após as levar ao forno tratei do bacalhau.





Batatinhas assadas com chalotas

  • 1 kg de batata pequena
  • 10 chalotas (cebolas pequeninas)
  • 0,5 dl vinho branco
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • sal q.b.
  • pimenta q.b.
  • pimentão doce q.b.

Descasque as batatas, lave-as e coloque-as numa bacia. Tempere de sal e pimenta (a gosto). Regue com o azeite e o vinho. Envolva tudo muito bem até que as batatas fiquem untadas.
Disponha-as num tabuleiro ou recipiente de forno e polvilhe-as com o pimentão doce.

Leve ao forno durante cerca de 60 minutos a uma temperatura de 200ºC. Vá regando com o próprio molho, ocasionalmente. 

 

Outros acompanhamentos:

  • 1 molho de grelos
  • 4 pimentos doces pequenos (várias cores)

Lave e prepare os grelos e leve-os a cozer em água temperada com sal. Escorra-os bem e salteie-os numa frigideira, com um pequeno fio de azeite.

Lave os pimentos, leve-os ao lume numa frigideira e vá virando até que fiquem com a pele bem tostada. Depois de assados limpe-lhes a pele e sementes.

Nota: enquanto tinha as batatas e o bacalhau no forno, tratei dos grelos e pimentos.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Doce de figo com Vinho do Porto



Figo, fruta da época


A maneira correcta de comer um figo à mesa
É parti-lo em quatro, pegando pelo pedúnculo,
E abri-lo para dele fazer uma flor de mel, brilhante, rósea, húmida, desabrochada em quatro espessas pétalas.

Depois põe-se de lado a casca
Que é como um cálice quadrissépalo,
E colhe-se a flor com os lábios.

Mas a maneira vulgar
É pôr a boca na fenda, e de um sorvo só aspirar toda a carne.

Cada fruta tem o seu segredo.

O figo é uma fruta muito secreta.
Quando se vê como desponta direito, sente-se logo que é simbólico:
Parece masculino.
Mas quando se conhece melhor, pensa-se como os romanos que é uma fruta feminina.
(...)
Foi sempre segredo.
E assim deveria ser, a fêmea deveria manter-se para sempre secreta.

(...)
Os figos maduros não se ocultam.

Figos branco-mel do Norte, negros figos de entranhas escarlates do Sul.
Os figos maduros não se ocultam, não se ocultam sob nenhum clima.
Que fazer então quando todas as mulheres do mundo se abrirem na sua afirmação?

Quando os figos abertos se não ocultarem? 

«Figos», de Herberto Helder




Ingredientes:


🥄1,2Kg de figos frescos
🥄0,5Kg de açúcar amarelo
🥄1 cálice (generoso) de Vinho do Porto
🥄1 laranja pequena (sumo)
🥄1 pau de canela


Preparação:


Limpar os figos, cortar os pés, abrir ao meio e colocar num recipiente em camadas alternadas com o açúcar. Regar com o Vinho do Porto, tapar e deixar macerar umas horas (o meu ficou toda a noite).
Retirar os figos macerados, juntar o sumo de laranja e triturar bem. Adicionar o "xarope" de vinho e açúcar, o pau de canela e levar a ferver cerca de uma hora. Mexer de vez em quando.


No robot: triturar os figos (macerados) com o sumo de laranja. Retirar a lâmina e colocar o acessório misturador. Adicionar o "xarope" de vinho e açúcar, o pau de canela e programar velocidade 2, temperatura120, 60 minutos.
 
 
 
 

domingo, 11 de agosto de 2019

Tarte de grão de bico e amêndoa

Grão- a grão

 

Cá no blogue já existiam duas tartes de grão de bico, mas ambas sem amêndoa. Podem ver as receitas aqui e aqui

Também são óptimas, mas, na minha opinião, esta ficou ainda melhor. Uma tarte bem simples de preparar e muito deliciosa!


Tenham um Feliz e Doce domingo :)

 


Ingredientes:

  • 220g de grão de bico cozido
  • 140g de amêndoa moída
  • 2 ovos inteiros + 2 gemas
  • 1 raspa de limão
  • 250g de açúcar
  • 100ml de água
  • 1 base de massa quebrada (ou folhada se preferir)


 

Preparação:


Faça uma calda com o açúcar e a água em ponto de fio fino. Reserve

Lave e escorra bem o grão de bico cozido e triture-o juntamente com 1 ovo até obter um puré macio (usei o liquidificador, mas pode usar varinha mágica ou outro aparelho).
Verta-o num recipiente e junte-lhe, aos poucos, a calda de açúcar mexendo sempre.
Adicione o ovo restante e gemas (uso um coador para esta parte) e mexa. Junte a amêndoa, a raspa de limão e mexa tudo.

Forre uma forma de tarte com a massa quebrada e verta sobre a mesma o creme de grão e amêndoa.

Leve a forma ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 40 minutos ou até que o interior esteja cozido e a massa tostadinha.