terça-feira, 3 de setembro de 2019

Doce de figo com Vinho do Porto



Figo, fruta da época


A maneira correcta de comer um figo à mesa
É parti-lo em quatro, pegando pelo pedúnculo,
E abri-lo para dele fazer uma flor de mel, brilhante, rósea, húmida, desabrochada em quatro espessas pétalas.

Depois põe-se de lado a casca
Que é como um cálice quadrissépalo,
E colhe-se a flor com os lábios.

Mas a maneira vulgar
É pôr a boca na fenda, e de um sorvo só aspirar toda a carne.

Cada fruta tem o seu segredo.

O figo é uma fruta muito secreta.
Quando se vê como desponta direito, sente-se logo que é simbólico:
Parece masculino.
Mas quando se conhece melhor, pensa-se como os romanos que é uma fruta feminina.
(...)
Foi sempre segredo.
E assim deveria ser, a fêmea deveria manter-se para sempre secreta.

(...)
Os figos maduros não se ocultam.

Figos branco-mel do Norte, negros figos de entranhas escarlates do Sul.
Os figos maduros não se ocultam, não se ocultam sob nenhum clima.
Que fazer então quando todas as mulheres do mundo se abrirem na sua afirmação?

Quando os figos abertos se não ocultarem? 

«Figos», de Herberto Helder




Ingredientes:


🥄1,2Kg de figos frescos
🥄0,5Kg de açúcar amarelo
🥄1 cálice (generoso) de Vinho do Porto
🥄1 laranja pequena (sumo)
🥄1 pau de canela


Preparação:


Limpar os figos, cortar os pés, abrir ao meio e colocar num recipiente em camadas alternadas com o açúcar. Regar com o Vinho do Porto, tapar e deixar macerar umas horas (o meu ficou toda a noite).
Retirar os figos macerados, juntar o sumo de laranja e triturar bem. Adicionar o "xarope" de vinho e açúcar, o pau de canela e levar a ferver cerca de uma hora. Mexer de vez em quando.


No robot: triturar os figos (macerados) com o sumo de laranja. Retirar a lâmina e colocar o acessório misturador. Adicionar o "xarope" de vinho e açúcar, o pau de canela e programar velocidade 2, temperatura120, 60 minutos.
 
 
 
 

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