terça-feira, 13 de abril de 2021

Cheesecake de manga

 




Filho de peixe, peixinho é!

 
Este lindo cheesecake, feito pela minha filha, deixou-me a "babar" duplamente. Estava delicioso e a minha menina-mulher está uma cozinheira e pêras mangas!  ;) 
 
 
 


 

Ingredientes:

  • 200g de queijo mascarpone
  • 200g de queijo creme (tipo philadelphia)
  • 1 lata de leite condensado
  • 250ml de natas (pode usar uma alternativa - tipo soja)
  • 100g de açúcar
  • 4 folhas de gelatina
  • 300g de bolachas digestivas
  • 80g de manteiga
  • 1 manga
  • 1 folha de gelatina

 
NOTA: pode usar as 400g de apenas um queijo.
 

Preparação:

Base: Pique as bolachas na picadora até ficarem em pó. Derreta a manteiga, junte à bolacha e misture muito bem. Coloque um aro num prato, deite a farofa da bolacha e pressione bem para cobrir o fundo e um pouco dos lados. Leve ao frigorífico enquanto prepara o recheio.
 
Recheio: Ponha as folhas de gelatina a demolhar em água fria. Bata as natas em chantilly. No recipiente da batedeira, deite o queijo creme e o leite condensado e misture. Derreta as folhas de gelatina escorridas em banho-maria ou no microondas sem deixar ferver e junte à mistura, em fio e batendo sempre. Adicione depois o chantilly e envolva.

Verta a mistura anterior (recheio) no aro, em cima da base de bolacha, alise e leve ao frigorífico. Após cerca de 1h cubra com a manga e leve novamente ao fresco, até solidificar.

Cobertura de manga: descasque a manga e triture no liquidificador. Coe (se preferir) e misture com 1 folha de gelatina derretida.
 
Na hora de servir desenforme e decore a gosto.
 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Tarte de limão e tangerina com merengue suíço



 


Abril


Vinhas descendo ao longo das estradas,
Mais leve do que a dança
Como seguindo o sonho que balança
Através das ramagens inspiradas.

E o jardim tremeu,
Pálido de esperança.

Jardim verde e em flor, jardim de buxo
Onde o poente interminável arde
Enquanto bailam lentas as horas da tarde.
Os narcisos ondulam e o repuxo,
Voz onde o silêncio se embala,
Canta, murmura e fala
De paraísos desejados,
Cuja lembrança enche de bailados
A clara solidão das tuas ruas.



Sophia de Mello Breyner Andresen | "Dia do Mar", págs. 21 e 22 | Edições Ática, 1974



 

Tarte de limão e tangerina com merengue suíço

Ingredientes

 

base/massa (sablée):
  • 1 e 3/4 chávena (chá) de farinha de trigo
  • 100 g de manteiga fria em cubos
  • 3 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 ovo
 creme de limão e tangerina:
  • 8 gemas
  • 1 chávena (chá) de açúcar
  • 1/2 chávena de sumo de limão e tangerina (metade de cada)
  • 100 g de manteiga fria em cubos

merengue suíço:
  • 3 claras
  • 1 chávena (chá) de açúcar


Preparação:


Base: Numa tigela, misture a farinha com o açúcar. Acrescente a manteiga fria em cubos e misture até formar uma farofa. Junte o ovo e amasse até formar uma massa lisa e macia.
Modele a massa numa bola e achate levemente para formar um disco. Embale com película e leve ao frigorífico por, no mínimo, 30 minutos. 
 
Ao fim deste tempo (ou quando quiser preparar a tarte) retire a massa do frigorífico e estenda-a com o rolo da massa. Forre uma forma de tarte com a massa (não precisa de untar), pique o fundo com um garfo e leve-a ao frigorífico enquanto pré-aquece o forno a 180ºC.
Retire-a do frio, tape com papel vegetal e encha o fundo da forma com feijões. Leve a massa a cozer cerca de 15 minutos tapada e mais 10 minutos destapada (sem o feijão).




Creme: Sobre uma caçarola, peneire as gemas, junte o açúcar e misture bem com um batedor de arames para dissolver. Adicione o sumo dos citrinos e mexa.
Leve a caçarola ao fogo baixo e mexa com uma espátula de silicone por cerca de 10 minutos até engrossar levemente. Retire do fogão.
Com o creme ainda quente, acrescente os cubos de manteiga gelada aos poucos, mexendo rapidamente com o batedor de arame a cada adição para incorporar.
Deite numa taça e cubra com película, em contacto com o creme. Deixe amornar e leve ao frigorífico por pelo menos 20 minutos antes de montar a tarte (se preferir, prepare o creme no dia anterior).
 




Merengue: Leve uma panela pequena com água ao fogo médio - ela servirá de base para o banho-maria.
Numa tigela de vidro refractário coloque as claras e o açúcar. Encaixe a tigela na panela e mexa com um batedor de arame por cerca de 4 minutos, até ficar um creme liso.
Transfira-o para a batedeira e bata em velocidade alta por cerca de 10 minutos, ou até esfriar e formar um merengue firme e brilhante. 
 
 

 


Coloque a base da tarte num prato de servir e preencha o fundo com o creme de citrinos, nivelando com as costas de uma colher.
Distribua o merengue pela superfície da tarte e leve ao forno, no grill, para tostar um pouco (ou use maçarico).

quarta-feira, 31 de março de 2021

Bolo de coco e iogurte





Bolo feito com o que havia para ser gasto... ou seja, de restinhos.


Receita:


  • 4 ovos
  • 1lata leite condensado
  • 1 iogurte líquido (usei tutti frutti, mas prefiro natural)
  • 1 chávena açúcar
  • 1 chávena coco (laminado tostado)

Bata tudo no liquidificador até homogeneizar. Verta num recipiente e junte, envolvendo:

  • 1/2 chávena amêndoa moída
  • 2 chávenas de coco ralado
  • 1/2 chávena de amido de milho
  • 1/2 chávena de farinha
  • 1 colher de sobremesa de fermento
  • 1 raspa de limão

Deite numa forma untada com manteiga. Leve ao forno pré-aquecido a 180⁰C durante cerca de 35/40 minutos (faça teste do palito).
 

 

NOTA: chávena de chá de 250ml

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Arroz Doce de Cesto (Beira Alta)







"É para mim o doce que mais consideraria no grupo de alimento de conforto, categoria que já ganhou designação internacional de “Comfort Food”. Os doces populares criaram raízes, evoluíram, e ficaram irremediavelmente associados a tradições. Não há festa ou romaria, ou casamento, sem um arroz doce. E também se fazia arroz doce nos conventos, parecendo-me que não deva ser integrado no grupo de doçaria conventual.
Parece fácil entender que o arroz doce vem possivelmente dos mouros que habitaram o território antes da independência portuguesa. Aliás ainda hoje encontramos em todo o Magrebe receitas algo semelhantes às nossas. Eles por vezes servem em copos como sendo um creme ou ainda, em travessa, quase igual ao nosso.
Ingredientes simples e fáceis de identificar criaram uma variedade de receitas que permitem estabelecer um percurso por todo Portugal e entender as variantes da vasta gama de arroz doce. E comecemos pelo produto fundamental, o arroz, que tem que ser carolino. Depois vem o leite, o açúcar, a canela, os ovos, a casca de laranja ou limão. (...)"

ver crónica de Virgílio Nogueiro Gomes




Arroz Doce de Cesto (Beira Alta)



Ingredientes:

  • 300 ml de água
  • 100 g de arroz carolino
  • Limão (uma lâmina da casca)
  • Uma pitada de sal
  • 1,2 l de leite gordo
  • 6 gemas
  • 250 g de açúcar 


Preparação:

 

Misturar o arroz, a água, a casca de limão e o sal e levar ao lume deixando ferver lentamente até que toda a água se tenha evaporado.

Adicionar o leite e deixar ferver lentamente até que o arroz esteja completamente cozido.
Misturar as gemas com o açúcar e juntar ao leite, fora do lume, mexendo bem.

Levar novamente ao lume até que as gemas cozam (não deixar ferver).

Retirar do lume e deitar o arroz-doce num prato fundo.

Deixar arrefecer completamente e servir polvilhado com canela moída.




sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Bolo de Creme de Alfarroba com Amêndoa

 

 

 

A Alfarroba


A alfarroba (do árabe al karrub, a vagem), é o fruto da alfarrobeira (Ceratonia siliqua L.).

Julga-se que as suas sementes foram usadas, no antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos. Pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal.


A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. Era considerada uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer outra semente.

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa - tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açúcar (essencialmente sacarose, glucose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.

Ao contrário das laranjeiras, que necessitam de muita água, as alfarrobeiras conseguem viver saudavelmente com 250 mililitros de água por ano e mesmo em períodos de seca severa ou extrema mantêm ou até aumentam a produção.

A alfarroba, também designada por "chocolate saudável" por ter um baixo teor de gordura, é igualmente mais lucrativa.

A polpa da alfarroba - 90 por cento do peso do fruto - é aproveitada para doçaria variada como bolachas e bolos, licores, xarope, pão e alimentação dos animais.

Portugal é o terceiro produtor mundial de alfarroba - os primeiros são os espanhóis e os terceiros os marroquinos - mas o aumento de produção nos últimos dez anos pode levar o Algarve a conquistar uma agricultura sustentável e transformar o País no segundo produtor de alfarroba do mundo.
 




 
Barra de Alfarroba com Amêndoas Mediterranean Temptations



A alfarrobeira dá origem a um fruto rico e exótico que desperta a busca apaixonada pelas suas essências, texturas e sensações. Na Carob World, o sabor tradicional une-se à inovação e transforma o fruto místico do Mediterrâneo em experiências únicas e inesquecíveis.

O Creme de Alfarroba com Amêndoa Mediterranean Temptations é um encontro único entre os frutos mais apetecíveis do Mediterrâneo.

É uma tentação consentida que combina a paixão pelo cremoso e uma cuidadosa selecção dos melhores produtos do Mediterrâneo.

 
 
Creme de Alfarroba com Amêndoa - Foto by Carob World

 

 
O bolo (que mais parece uma mousse) não podia ser mais fácil de fazer... nem de comer 🤤 
Anotem a receita. 😉 
 
 

Ingredientes:

 
  • 240g de creme de alfarroba com amêndoa
  • 5 ovos
  • 2 colheres (sopa) de açúcar moreno [opcional]
 

Preparação:

 
Bata os ovos com o açúcar durante 5 minutos.
Entretanto, coloque o frasco de creme de alfarroba com amêndoa no microondas durante 30 segundos.
Envolva, aos poucos, o creme na gemada.
Verta o preparado numa forma forrada com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante cerca de 30 minutos.
Desenforme morno.
 
 

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Tarte de abacaxi invertida



De pernas para o ar! 


(...)

Se gosto de ti

Se gostas de mim

Se isto não chega

Tens o Mundo ao contrário


Se gosto de ti

Se gostas de mim

Se isto não chega

Tens o mundo ao contrário

O mundo ao contrário

O mundo ao contrário




Ingredientes:

  • 1e ½ chávena de farinha
  • ⅓ chávena de açúcar
  • 1 colher (chá) de fermento
  • 2 ovos
  • ⅓ chávena de óleo girassol
  • ⅓ chávena de leite
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 chávena de caramelo
  • ½ abacaxi laminado em fatias finas


Preparação:



Ligue o forno a 180º C.

Num recipiente, misture a farinha, açúcar, fermento, ovos, óleo, leite e baunilha até homogeneizar. Reserve.

Derreta a manteiga numa caçarola. Acrescente o caramelo e mexa até a mistura ferver.

Imediatamente coloque a mistura de caramelo numa forma redonda.

Disponha as fatias de abacaxi em círculo, até cobrir todo o fundo da forma.

Verta a massa por cima do abacaxi e espalhe de forma uniforme.

Leve ao forno por 25 minutos. Coloque um prato grande sobre a forma e vire rapidamente (ainda quente).




NOTA: pode utilizar outra fruta à escolha





quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Pudim Abade de Priscos



 «A receita é fácil de se fazer, o difícil é acertar»

 

Apesar dos muitos dotes do Abade Manuel Joaquim Machado Rebelo, foi o seu pudim que o imortalizou, sendo ainda hoje considerada uma das iguarias mais deliciosas do país, representando ao mais alto nível a região do Minho. O Pudim Abade de Priscos e outras receitas deixadas pelo mesmo autor são preservadas pela Confraria Gastronómica do Abade. 
 


 

 

Pudim Abade de Priscos

 

Ingredientes:

  • 500g de açúcar
  • 500ml de água
  • 50g de toucinho (usei só a gordura)
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  • 15 gemas de ovo (melhor se caseiros ou idênticos)
  • 50ml de vinho do Porto

Caramelo

  • 150g de açúcar
  • 50ml de água
  • 50ml de água quente


Preparação:



Caramelo: junte o açúcar e a água numa caçarola. Depois de dissolver o açúcar leve ao lume até atingir ponto de caramelo. Adicione a água quente (com cuidado porque respinga e pode queimar) e deixe ferver mais uns segundos até se misturar tudo. Verta-o numa forma de pudim e rode-a (use luvas ou um pano) de modo a caramelizar toda a forma. Reserve (se não usar todo, guarde o restante num frasco).


Calda: Numa caçarola deite a água, o açúcar, o toucinho cortado em fatias bem finas (para que a gordura derreta bem), o pau de canela e a casca de limão (use só parte amarela). Mexa para dissolver o açúcar e leve ao lume. Deixe ferver até atingir ponto de fio (103⁰C).
Passe a calda por um coador e deixe arrefecer.


Coe as gemas para um recipiente (isto vai retirar-lhes a membrana que as envolve), junte o vinho do Porto e mexa. Verta a calda de açúcar e misture tudo.
Verta o preparado dentro da forma caramelizada. Tape-a muito bem para que não entre qualquer humidade para o interior.
Leve-o a cozer em banho-maria durante cerca de 55/60 minutos (forno a 200⁰C). 

Desenforme quando estiver frio e sirva à temperatura ambiente.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Bolo de abacaxi com caramelo de mel multifloral


 

“Receita de ano novo”

 
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
 

Carlos Drummond de Andrade
 

 

 

 
 

 

Bolo de abacaxi com caramelo de mel multifloral

 

Ingredientes:

 
  • 1/4 de abacaxi maduro
  • 4 ovos
  • açúcar - o peso dos ovos
  • Farinha - metade do peso dos ovos
  • 1 colher (sopa) de fermento
  • 1 laranja ( sumo e raspa)
 
Caramelo:
  • 100g de açúcar amarelo
  • 25g de mel multifloral do Gerês (na falta deste, use outro)
  • 50ml de água
 

Receita criada para o robot Companion XL

 

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Preparação:

 
Na taça da Companion XL, usando a lâmina de amassar/triturar, coloque o açúcar, o mel e programe Velocidade 4, 40° por 7 minutos.
Adicione a água e programe Velocidade 4, 130° por 8 minutos. 
Verta o caramelo numa forma forrada, no fundo, com papel vegetal e untada com manteiga. Espalhe bem o caramelo e disponha as fatias de abacaxi laminado a cobrir o fundo da mesma.

Lave a taça, seque-a e insira a lâmina amassar/triturar, o açúcar, uma casca de laranja (sem a parte branca) e seleccione Pulse por 1 minuto e de seguida Vel.12 /1 minuto. Junte os ovos, o sumo da laranja e programe 40 seg. Vel.7.

Verta a massa num recipiente e envolva-lhe a farinha e fermento peneirados. 

Deite a massa em cima do abacaxi, na forma, e leve ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 35 minutos (ou até estar cozido).
Desenforme ainda quente.

 

 
 
 
Tradicional:
 
Prepare o caramelo e verta-o numa forma forrada, no fundo, com papel vegetal e untada com manteiga. Espalhe bem o caramelo e disponha as fatias de abacaxi laminado a cobrir o fundo da mesma.
Bata, muito bem, os ovos e o açúcar. Adicione o sumo de laranja e bata até misturar tudo.
Retire a taça da batedeira e envolva, na gemada, a farinha e fermento peneirados. Junte a raspa de laranja e envolva.
Verta a massa em cima do abacaxi, na forma, e leve ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 35 minutos (ou até estar cozido).
Desenforme ainda quente.
 
 

 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Bolo de amêndoa e chila, com fios de ovos


 

A todos um Feliz Natal ✨✨

Que seja recheado de saúde, paz e amor!

 
 
 

 

Bolo de amêndoa e chila, com fios de ovos

 

Ingredientes:

 
Bolo:
  • 3 ovos
  • 125 g açúcar
  • 125g de farinha de amêndoa
  • 125 g de chila/gila (fios doces)
  • 3 colheres (sopa) de água quente
  • 1 colher (café) raspa de limão
  • 1 colher (chá) de fermento
 
Cobertura:
  • Açúcar em pó q.b.
  • Fios de ovos q.b.
  • Amêndoa laminada tostada q.b.
 

Preparação:

 
Numa taça coloque a chila e a água quente. Mexa com um garfo para os fios se separarem. Reserve.
 
Bata os ovos com o açúcar até formar uma gemada fofa.
Adicione, aos poucos e sem bater, a amêndoa peneirada. Acrescente a chila e depois o fermento.
Por fim adicione a raspa de limão e envolva.
 
Verta a massa numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante mais ou menos 35 minutos.
 
Desenforme ainda morno, deixe arrefecer e polvilhe com o açúcar em pó. Cubra com os fios de ovos e finalize com a amêndoa ligeiramente tostada (num frigideira, sem gordura).
 
 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Fios de ovos

 


 
 

Fios de ovos ouro


Ondados fios de ouro reluzente,
Que agora da mão bela recolhidos,
Agora sobre as rosas estendidos
Fazeis que sua graça se acrecente;

Olhos, que vos moveis tão docemente,
Em mil divinos raios encendidos,
Se de cá me levais alma e sentidos,
Que fora, se de vós não fora ausente?

Honesto riso, que entre a mor fineza
De perlas e corais nace e parece,
Se n'alma em doces ecos não o ouvisse!

Se imaginando só tanta beleza,
De si, em nova glória, a alma se esquece,
Que será quando a vir? Ah! quem a visse!
 
Luis de Camões (1524-1580) 

 

 

Fios de ovos 


Ingredientes:

 
  • 8 gemas
  • 500ml de água
  • 500g de açúcar

 

Preparação:

 
Coloque as gemas num coador e deixe-as escorrer bem para uma taça (as peles deite fora).
Ponha a água e o açúcar num recipiente largo e mexa, fora do fogão, até dissolver bem o açúcar.
Leve ao lume e deixe ferver até obter uma calda em ponto de fio fraco (103⁰).
Deite as gemas num funil de bicos (próprio para isto) e deixe-as escorrer em fio sobre a calda de açúcar (a uns 4 ou 5cm de altura), rodando sempre o funil em círculos. Deixe cozer 1 minuto na calda, retire com uma escumadeira para um coador e salpique com água fria (para ajudar os fios a separar).
Repita o processo até ter gasto todas as gemas.
 
 
NOTA: vá acrescentando um pouco de água fria na calda, para não a deixar passar do ponto.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Alquimia de bacalhau e camarão


 

"Haverá sempre natal" ✨✨




 

Alquimia de bacalhau e camarão


Ingredientes:

  • 600g de bacalhau
  • 12 camarões médios
  • 500g de batata
  • 1 cenoura
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • azeite q.b.
  • 500ml de Béchamel Parmalat



Preparação:

 

1. Coloque o bacalhau num tacho e cubra-o com água a ferver. Tape o tacho, cubra com um pano de cozinha e deixe ficar assim durante 20 minutos. Após esse tempo, retire-lhe as peles, as espinhas e desfaça-o em lascas. Reserve.

2. Ferva água, temperada com sal, e junte o camarão. Assim que levante fervura, deixe cozer 2 minutos. Retire os camarões, passe-os por água fria e descasque. Reserve o miolo (pode aproveitar o restante para fazer um caldo).

3. Descasque as batatas, parta-as aos cubos e frite-os ligeiramente (só o suficiente para os amolecer). Escorra o excesso de gordura da fritura e reserve.

4. Num tacho largo, leve a aquecer o azeite, junte de seguida a cebola laminada em meia-lua e deixe refogar, em lume brando, até esta amolecer. Adicione o alho e deixe refogar 2 minutos. Junte a cenoura ralada e deixe refogar mais 5 minutos, mexendo de vez em quando.
 
5. Adicione o bacalhau, o camarão, envolva bem e deixe refogar mais 2 minutos. Prove e retifique os temperos (sal e pimenta). Junte as batatas ao preparado e envolva.

6.Regue com 2/3 do Béchamel, envolva tudo e deixe cozinhar 2 minutos.

7. Coloque o preparado num tabuleiro e cubra com o restante Béchamel.

8. Leve a gratinar ao forno, pré-aquecido a 180ºC (modo grill), durante cerca de 15 minutos, ou até que a superfície se encontre gratinada.
 

Sugestão de acompanhamento: confitado de tomate cereja e ervas aromáticas.
 
 
 

 

Confitado de tomate cereja e ervas aromáticas

 

Ingredientes:

  • tomate cereja/cherry q.b.
  • 1 malagueta vermelha
  • 2 dentes de alho laminados
  • azeite q.b.
  • ervas aromáticas a gosto (usei alecrim, tomilho e orégãos)

 

Preparação: 


Colocar todos os ingredientes num prato ou tabuleiro e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC, cerca de 20 minutos (ou até estarem assados)

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Sopa dourada do Convento de Santa Clara

 

 

 

OS PONTOS DO AÇÚCAR

 
Derreta o açúcar em metade do seu peso em água.

Ponto de pasta
Deixe ferver a calda de açúcar uns instantes e depois mergulhe a escumadeira, que deverá apresentar uma camada pouco espessa, e que deve acompanhar os movimentos que se fizerem. 
No pesa xaropes, 28º (101º C).
 

Ponto de cabelo
Molhe o indicador e o polegar na calda, abra e feche os dedos, para que se formem uns pequenos fios que depois se devem quebrar.
No pesa xaropes, 32º (105º C).

Ponto de pérola
Proceda da mesma forma como fez no ponto de cabelo. O fio deverá apresentar-se mais espesso e deixar uma gota na extremidade.
No pesa xarope, 36 (115º C).

Ponto de espadana
Mergulhe a escumadeira na calda e deixe que se formem lâminas, quando a retirar.
No pesa xaropes, 39º (117º C).

Ponto de rebuçado
Deite um pouco de calda num copo com água fria. No fundo do copo deve formar-se um monte duro e quebradiço. Também pode mergulhar os dedos na calda e retirar. Deixe arrefecer um pouco e tente enrolar e trabalhar a calda como se fosse massa.
No pesa xaropes, 40° (120º C).

Ponto de areia
Quando a calda depois de ferver começa a secar e a depositar-se nas paredes do tacho, está atingido o ponto de areia.
 
 


 

Convento de Santa Clara

 
Fundado por D. Vasco Perdigão, bispo de Évora, em 1452, este convento tinha muitos bens imóveis, prédios e herdades, assim como numerosos foros, que foram cedidos pelo convento de S. Francisco.
O mosteiro foi muito danificado em duas ocasiões distintas: durante o cerco de 1663, pelo exército castelhano de D. João de Áustria, e na manhã do 1° de Novembro, de 755, durante o terramoto. 
Neste convento, hospedou-se durante algum tempo, a princesa D. Joana, a Excelente Senhora, indigitada noiva de D. Afonso V, de quem Sabugosa dizia, "nem noividada, nem rainha, nem monja". Este convento, foi a última casa monástica que encerrou em Évora, em 9 de Maio de 1903, por morte de soror Maria Ludovina do Carmo.
 
 

Receitas do Convento de Santa Clara

 
Sopa dourada do Convento de Santa Clara

Leve um quilo de açúcar a ponto de espadana e deite-lhe uma casca de laranja. Corte 300 gr. de pão de ló, em fatias muito finas, e mergulhe-as na calda de açúcar. Retire-as, e ponha-as num prato, ou numa travessa. Deite agora no açúcar, que está ao lume, 200 gr. de amêndoa ralada, e 300 gr. de doce de chila. Mexa bem. Bata 18 gemas de ovos numa tijela grande, e deite depois aos poucos, a calda de açúcar, com a amêndoa e a chila. Vá mexendo sempre, para não coalhar. Quando começar a fazer pasta homogénea, regue por cima das fatias de pão de ló, cobrindo-as completamente. Polvilhe com canela.
 
in "Doçaria Conventual do Alentejo" as receitas e o seu enquadramento histórico - Saramago, Alfredo

 


 

 

Sopa Dourada - como a fiz

Ingredientes:

  • 1/4 de pão de ló (ou q.b.)
  • 400g açúcar
  • 200ml água
  • 1 raspa de limão
  • 1 raspa de laranja
  • 1 pau de canela
  • 12 gemas
  • 100g de amêndoa laminada
  • 100g de chila
  • canela em pó (para decorar)


Preparação:

Fatie o pão de ló e coloque as fatias num prato fundo ou travessa. Reserve.

Leve ao lume uma caçarola com o açúcar, água, pau de canela, raspa de limão e laranja. Deixe levantar fervura e retire do calor.

Deite algumas colheres de calda de açúcar em cima das fatias para as amolecer.
Leve a restante calda de novo ao lume e faça um ponto de pérola fraco.

Verta um pouco da calda de açúcar, em fio, em cima das gemas, mexendo sempre. Misture as gemas na calda e mexa.
Adicione a chila, a amêndoa e leve de novo ao fogão, em lume médio. Mexa sempre até ferver e engrossar.

Deite o creme de ovo em cima das fatias de pão de ló. Deixe arrefecer e polvilhe com canela em pó.