terça-feira, 21 de junho de 2022

Tarte de chocolate negro com frutos secos




Cho.co.la.te.ra.pia! 🤎🍫

 
Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.




 

 


Tarte de chocolate negro com frutos secos

 

Ingredientes:

 

  • 200 g de chocolate (mínimo 70% cacau)
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 6 ovos
  • 100 g de açúcar mascavado
  • 50g avelã
  • 50g noz
  • 50g amêndoa com pele
  • 50g amêndoa sem pele


Preparação:

Derreta o chocolate juntamente com a manteiga, no micro-ondas (30 segundos). Retire e mexa bem, até derreter totalmente.
Bata as gemas com o açúcar. Junte o chocolate derretido e mexa.
Incorpore os frutos secos moídos e por último envolva as claras em castelo.
Verta em forma forrada com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, cerca de 20 minutos.
 

 

NOTA: usei robot para moer os frutos secos, mas pode comprar farinha. No total são 200g, que pode usar de um só tipo de fruto.



segunda-feira, 13 de junho de 2022

Doce de cereja



 

Das cerejas à castanha bem a gente se amanha...

 

Qual a origem das cerejas e onde as podemos encontrar?

A cereja é um fruto bastante nutritivo que faz as delícias dos portugueses de maio a julho. É produzido pela cerejeira, uma árvore asiática. Em Portugal, as cerejas são produzidas maioritariamente na Beira Interior, seguindo-se Trás-os-Montes, Douro e Minho. Os seus pomares situam-se essencialmente a norte do Rio Tejo, com exceção de Portalegre. Dependendo da sua qualidade, as cerejas podem ser amarelas, vermelho-claro, vermelho-escuro ou roxas.

 

Quando e como colher?

As cerejas deverão ser colhidas o mais maduras possível, uma vez que após a sua colheita não amadurecem, não se tornando mais doces, tal como se verifica com outros frutos como a maçã ou a pera.

As que apresentam melhor qualidade são as de maiores dimensões e mais polposas, cuja pele esteja limpa, firme, brilhante, sem manchas e fissuras. Uma cereja que esteja madura é mais pesada que uma verde. Os seus talos deverão encontrar-se verdes e estar bem presos ao fruto.

 

Como conservar?

Deverão ser conservadas em local fresco. Poderão ser acondicionadas no frigorífico, sem lavar nem tapar, onde persistem até cerca de 1 a 2 semanas. Poderá optar por congelá-las, mas, neste caso, antes deverá lavá-las adequadamente e secá-las, podendo permanecer congeladas até 8 meses.

 

Como consumi-las?

  • Poderão ser consumidas cruas. Num lanche, cerca de dez pares de cerejas correspondem a 1 porção de fruta;
  • Em saladas de frutos;
  • Em sumos, batidos ou para aromatizar bebidas;
  • Em compota ou geleia;
  • Pastelaria: tartes, pastéis, empadas, mousses, trufas e sorvetes;
  • Num lanche, adicionadas a iogurte natural ou com queijo quark;
  • Poderá ser servida juntamente com pratos de carne ou em risoto;
  • Sob a forma de licor;
  • E os pés das cerejas podem ser utilizados para infusões.

 

Quais as suas propriedades nutricionais?

  • Baixo valor calórico: 1 porção de cerejas (cerca de 20) têm aproximadamente de 60kcal;
  • Ricas em fibra (1,6g/100g), maioritariamente solúvel (pectina) com efeito benéfico na regularização do trânsito intestinal, na redução da absorção do colesterol e na melhoria do controlo da glicemia;
  • Baixo índice e carga glicémica – significa que o açúcar das cerejas é absorvido no sangue a uma velocidade lenta, sendo uma fruta adequada para diabéticos;
  • Cerca de 80% da porção de fruta ingerida é constituída por água, tendo um efeito diurético;
  • Rica em antioxidantes, com função anti-inflamatória e imunitária: flavonoides (antocianinas), ácido elágico e ácidos fenólicos;
  • Fonte de vitamina A, carotenoides e vitamina C e de minerais como potássio, magnésio e fósforo;
  • Ricas em melatonina - hormona importante na melhoria da qualidade do sono.

 Informação: Lusíadas

 


 

Ingredientes:


  • 1kg de cerejas limpas de caroço
  • 700g de açúcar
  • 1 vagem de baunilha
  • 1/2 limão - sumo
  • 50ml de vinho do Porto Tawny

 

Preparação:



Lavar as cerejas, retirar os pés e descaroçar. Numa panela, colocar camadas, alternadas, de cereja e açúcar. Tapar e deixar repousar até o açúcar derreter e formar um xarope (no mínimo 6h).

Juntar a vagem de baunilha, levar ao lume médio e deixar cozinhar até que as cerejas estejam bem cozidas e a calda tenha engrossado. Adicionar o sumo de limão, o vinho do Porto e deixar ferver em lume brando uns 30 minutos.

Calcar duas ou três vezes, levemente, com o esmagador de batata (só o suficiente para desfazer algumas cerejas).

Verter o doce em frascos de vidro devidamente esterilizados e virar com a tampa para baixo, até arrefecerem completamente.

 

 

NOTA: A quantidade é ajustável. Por cada kg de cereja use no mínimo 2/3 de açúcar. A baunilha, limão e vinho do Porto são opcionais. Pode omitir ou substituir por outros aromas.
Frascos e tampas bem esterilizados são garantia de maior durabilidade do doce.


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Bolachas Dia da Criança

 


Dia Mundial da Criança

 
Se por aí há crianças, aposto que elas adoram fazer bolachas! 🍪
 
Estas, que vos trago como sugestão, são personalizadas com o nome de algumas meninas e meninos do meu coração ❤️
 
Os moldes usados são da Belita3D e achei-os bem fáceis de utilizar... para além de super amorosos! 😍
 
A receita foi a minha amiga, querida, Carmen que ma deu e deixou que a partilhe convosco.
 
 

 

Ingredientes:

  • 200 manteiga
  • 200 açúcar
  • 1 ovo
  • 400 farinha T55

 

Preparação:

Bater manteiga com o açúcar. Misturar ovo e depois farinha.
Levar a massa ao frigorífico 30 minutos.
Estender a massa com 3 a 5 mm e cortar a gosto (muito mais fácil se for com os moldes @belita3d).
Levar ao forno pré-aquecido, ventilado, a 180º cerca de 10 minutos ou até estarem douradas.
 
 


 


terça-feira, 31 de maio de 2022

Tosta de pasta de abacate e ovo escalfado

 


Ovo, o ouro!

 
Qual o vosso ingrediente favorito? O meu, sem sombra de dúvida, é o ovo!
Adoro-o de todas as formas e cá em casa nunca pode faltar. 

Atualmente, é a proteína que mais consumo, seguida do peixe e por último a carne (esta passo sem ela semanas seguidas).

Os doces... bem, esses sabem como gosto deles: pecaminosos (mais uma vez, repletos de ovos). Mas tento escapar da tentação
Fujo dos alimentos processados e nem faço grande sacrifício, pois não gosto por aí além desse tipo de comida.
 
Caminho regularmente, e lá meto uns passitos de corrida pelo meio (nas descidas)
 
Não sou fundamentalista de nenhuma dieta da moda, mas como sei que corpo só tenho este, tento zelar por ele o melhor que consigo.
 
 

Ingredientes:

 
 
 
 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Pasta de abacate, grão e coentros

 

 
 
 

Ingredientes:


  • 1 abacate
  • 1 + 1/2 chávena de grão-de-bico cozido
  • 1 chávena (chá) de coentros
  • 1 dente de alho
  • 1 colher de sopa de azeite
  • Sumo de meio limão
  • sal q.b.
  • Pimenta rosa q.b.

Preparação:


Coloque, no processador de alimentos (robot de cozinha, varinha mágica ou outro triturador) os coentros, o alho e triture. Junte os outros ingredientes e volte a triturar até formar uma pasta. 
Deite numa taça, sirva de imediato, ou leve ao frigorífico até servir.

 
Sugestão: use-o em sandes, wraps, saladas ou como molho para vegetais.
 




sábado, 16 de abril de 2022

Folar rústico com doce de ovo


PÁSCOA

 
Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso.
Foguetes e folares,
Sinos a repicar,
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.
Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.
O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação.


Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

Votos de uma Páscoa muitíssimo feliz!

 


 

Folar rústico com doce de ovos

 

Ingredientes

 
Fermento:
  • 7g de fermento de padeiro seco
  • 100ml de água morna (usei infusão de flor de laranjeira - pétalas)
  • 100g de farinha (T55)

Massa:
  • 250g de farinha (usei T55)
  • 50g de açúcar amarelo
  • 1 pitada de canela em pó
  • 1 pitada de erva-doce em pó
  • 1 colher (chá) de sal fino
  • 50 ml de leite
  • 30g de mel (usei multifloral do Gerês)
  • 40g de manteiga derretida
  • 1 ovo

Doce de ovo:
  • 160g de açúcar
  • 125 ml de água (usei infusão de flor de laranjeira - pétalas)
  • 5 gemas de ovo
 

Preparação

 

Doce de ovos: Leve ao lume um tacho com a água e o açúcar para fazer uma calda transparente.
Deixe-a arrefecer um pouco.
Entretanto junte numa tigela as gemas (que devem ser coadas), acrescente um pouco da calda e mexa até que estejam bem desfeitas.
Deite a mistura dos ovos na calda restante, volte a levar o tacho a lume baixo e mexa, sem parar, até formar um creme grosso.
Deite o creme numa taça de vidro e tape com película (que deve aderir ao creme). Deixe arrefecer.
OBS.: O doce de ovos feito de véspera fica ainda melhor.
 
 
Entretanto faça o folar:

1 - Dilua o fermento na água, de seguida a farinha, tape e deixe levedar uns 20 minutos.

2 - Numa taça coloque os ingredientes secos, misture, abra um buraco no meio e deite o leite, mel, manteiga e ovo. Mexa tudo até envolver.

3 - Adicione o fermento ao preparado anterior e amasse até uniformizar a massa. (Se necessário, junte um pouco de farinha ou leite, para obter uma massa moldável).

4 - coloque a massa numa taça, polvilhada com farinha, tape-a e deixe levedar até dobrar o volume. (Cerca de 2 horas).

5 - deite a massa levedada numa bancada polvilhada com farinha, estique-a, barre com o doce de ovos, dobre as laterais para o centro (no sentido do comprimento) e repita as dobras. (O importante é dobrar de forma a que o recheio fique no interior da massa).

6 - Deixe repousar, num tabuleiro forrado com papel vegetal, enquanto o forno aquece a 180⁰C e depois coza durante 30 minutos.
 
 
NOTA: se não gostar de creme de ovo, pode dispensar e fazer o folar sem ele. Nesse caso, basta formar uma bola (tipo pão), ou dar-lhe a forma que quiser (trança, regueifa, etc.)
 
 
 
 

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Bolo de cenoura, noz e especiarias

 

Forma: A Metalúrgica


Teleculinária: Quem nunca?


Em outubro de 1976 foi editado o número 1 da TeleCulinária. Se hoje basta pesquisar na internet por qualquer receita para a encontrar de imediato e em diversas versões, tempos houve em que quem queria aventurar-se a fazer pratos que não dominava era obrigado a recorrer a livros e revistas ou assistir a programas de culinária.

O bolo que hoje vos trago faz parte da vasta colecção de receitas desta revista, que eu desde muito cedo sou fã.

Não poderia falar na TeleCulinária sem deixar o tributo, muito merecido, ao Chefe Silva e à gastrónoma Maria de Lourdes Modesto.

Forma: A Metalúrgica
Forma: A Metalúrgica


Bolo de cenoura, noz e especiarias


Ingredientes:


  • 200g de açúcar mascavado
  • 200g óleo de girassol
  • 3 ovos
  • 160g de farinha com fermento
  • 250g de cenoura
  • 100g de noz*
  • 6g de canela em pó 
  • 3g de noz-moscada em pó
  • 3g de gengibre em pó
  • 4g de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • Manteiga para untar
  • Açúcar para polvilhar

*a receita pedia noz pecan (usei noz portuguesa)


Preparação:

Descasque as cenouras, rale-as com um ralador grosso e reserve. Parta as nozes em pedacinhos.

Numa tigela, bata primeiro o óleo com o açúcar e depois junte os ovos, um a um e sem parar de bater.
Aos poucos, acrescente a farinha e, de seguida, as especiarias e o bicarbonato. Por fim, adicione a cenoura ralada, as nozes e o sal, misturando bem.

Deite a massa numa forma, previamente untada com manteiga e polvilhada com açúcar. 
Leve ao forno, pré-aquecido a 180ºc, durante cerca de 45 minutos. Verifique a cozedura com um palito, retire e deixe arrefecer, antes de desenformar.

terça-feira, 29 de março de 2022

Tarte de requeijão

 



Requeijão

 

O que é?

Branco como a neve, macio e com um sabor suave, mas bem característico, o requeijão é sem dúvida um dos derivados do leite que nos últimos anos tem ganho muitos adeptos.
Embora seja conhecido desde a Idade Média, passou despercebido durante muito tempo. Actualmente o requeijão conquistou maior importância na nossa alimentação, não só porque do ponto de vista nutricional se pode considerar um alimento interessante, como também porque gradualmente nos fomos habituando a gostar dele simples ou combinado com outros ingredientes; como saladas, massas, ervas aromáticas, especiarias, nozes, mel ou os irresistíveis doces de abóbora, entre outros que a imaginação e o gosto nos ditar.
Tal como queijo, o requeijão é um derivado do leite. Pode ser obtido a partir de leite de vaca, de cabra ou de ovelha, ou de uma mistura de leites, e resulta da coagulação do soro de leite por acção do calor. Os grumos que se formam são coados e comprimidos para libertarem o restante soro e colocados em cestos que facilitam também o escoamento do mesmo. Obtém-se assim uma massa branca, cremosa e ligeiramente granulosa, rica em proteínas, vitaminas e minerais e com alguma gordura, embora já existam disponíveis no mercado requeijões com baixo teor de gordura ou praticamente isentos de gordura. Para aqueles que têm intolerância à lactose, um açúcar presente nalguns produtos lácteos, o requeijão é uma opção excelente, porque com a libertação do soro este produto, torna-se adequado ao consumo de quem é intolerante.
Nalgumas zonas no nosso País, a produção de requeijão é tradicional e ainda hoje se utilizam técnicas de fabrico artesanais, muito semelhantes às usadas na Idade Média, embora, hoje em dia, as normas de higiene e segurança alimentar no seu fabrico sejam bastante rigorosas e o próprio embalamento muito mais cuidado. Como o requeijão é um produto fresco cujo prazo de validade é curto, quando o adquirir verifique sempre a data de validade e não se esqueça de o conservar sempre no frigorifico. Se apresentar uma cor amarelada ou odor a “azedo”, rejeite-o.

 

Informação: Vaqueiro

 

Requeijão

 

Tarte de requeijão

 

Ingredientes:

  • 250g de requeijão
  • 5 ovos
  • 200g de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 100g de farinha sem fermento (usei T55)
  • 1 colher (sopa) de açúcar baunilhado ou 1 colher (chá) de extrato baunilha (opcional)
  • raspa de meio limão 
  • açúcar em pó q.b.

 

Preparação:

 

Ligue o forno a180ºC.
Ponha a manteiga numa taça para que amoleça. Se não o conseguir leve ao microondas 10 seg.
Forre o fundo de uma forma com papel vegetal, e unte as laterais com manteiga (usei forma de 20cm, com fundo amovível). 

Coloque o requeijão, escorrido, num prato e esmague-o bem com um garfo. Reserve.
Na taça da batedeira junte os ovos, o açúcar e bata bem até obter um creme esbranquiçado. Adicione a manteiga, a raspa de limão, e bata até misturar. Junte o requeijão e bata até que este fique bem incorporarado.
Acrescente a farinha, com a batedeira no mínimo, e bata só para envolver. Desligue a batedeira e acabe de misturar, com uma espátula.

Verta a massa na forma que preparou.
Leve ao forno por uns 35 a 40 minutos (após 30 min. vá verificando com ajuda de um palito).
Depois de cozida retire do forno e deixe arrefecer uns 10 minutos em cima de uma grade. Desenforme para cima da grade e deixe arrefecer completamente, antes de a colocar no prato de servir. 

Depois da tarte estar bem fria, polvilhe-a com de açúcar em pó.

 


 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Sericaia


Alentejo

Cada terra com seu doce 



Terra de doces, cada terra tem o seu. Castro Verde tem os célebres bolos folhados de gila, Beja, trouxas de ovos e os porquinhos de chocolate, queijinhos de hóstia, queijadas de requeijão, tosquiados, queijo de amêndoa, geladinhos do convento da Conceição, pastéis de toucinho e de Santa Clara, cujas receitas vêm do convento da Esperança; Elvas, tem a sericaia e as ameixas em calda; Castelo de Vide, as boleimas; Vila Viçosa, tibornas, filhós enroladas; Monforte, broas, anéis e toucinho rançoso; Alcácer do Sal, pinhoadas e filhós com mel; o Crato, mimosos que, manda a tradição, se secam em cima de uma cama de giestas; Serpa, terra de queijo, queijadas de requeijão; Viana do Alentejo, as sardinhas; Cuba, fitas, bolos folhados, cavacas e bolo podre; Azaruja, padinhas; Évora, queijadas, encharcada e pão de rala; Vidigueira, bolo de amêndoa; Torrão, queijadas; Sines, as areias; Avis, cavacas; Montemor-o-Novo, as cernelhas e o pão de ló; Portalegre, rebuçados de ovos, bolo podre, Mértola.
 
 
 
Ao clicar no link podem fazer o download do referido documento.
Quanto ao doce em questão, basta fazer uma breve pesquisa e poderão constatar que há diversas variações na receita, quer nos ingredientes, quer no modo de preparação.
Apresento-vos duas opções: a primeira é a que consta do livro que vêm na imagem, a segunda é a forma como a fiz. Tenho a certeza que vão adorar, em qualquer dos casos.
 
 
 

Convento de Nossa Senhora da Conceição ou Santa Clara

 
De freiras xabreganas, foi fundado em 1526. Ampliado nos séculos XVII e XVIII, recolhia senhoras das melhores famílias, chegando a ter uma capacidade para 85 monjas. Era considerado um convento rico devido às esmolas e doações, não só dos padroeiros e protectores, como das donas que a ele se agasalhavam. Foi extinto em 1887 com a morte da última freira.
 
 

Receitas do Convento de Santa Clara

 
Sericaia ou Sericá

Bata 12 gemas com 500 gr. de açúcar e misture muito bem 200 gr. de farinha com um litro de leite. Misture tudo e ponha no lume. Assim que começar a tomar a consistência de um creme, retire do lume e deixe arrefecer. Bata as claras em castelo e misture com o creme. Ponha uma pitada de canela e o sumo de meio limão.
Deite tudo num prato de estanho, às colheradas grandes, de uma forma desencontrada. Uma é posta no sentido do centro para as bordas e a outra é atravessada. Polvilha-se com canela em pó por cima e vai ao forno.

 
in "Doçaria Conventual do Alentejo" as receitas e o seu enquadramento histórico - Saramago, Alfredo
 
 
 

 
A Sericaia que aqui vos apresento tem alguns ajustes, relativamente à do livro (atrás mencionado), como podem constatar abaixo. Optei por fazer sensivelmente metade, pois o prato de barro vidrado que tenho é pequeno e também porque se destinava a ser comida por apenas duas pessoas. Na próxima vou tentar arranjar as ameixas, porque prefiro com esse acompanhamento, e ajustar uma ou outra coisa. Depois partilho convosco! ;)

Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 250g de açúcar
  • 400ml de leite
  • 75g de farinha sem fermento

Preparação:

Bata bem as gemas com o açúcar.
Junte a farinha e volte a bater, até homogeneizar. Por fim acrescente o leite.
Deite a mistura num tacho e leve ao lume, mexendo sempre, até engrossar.
Retire do lume e deixe arrefecer. Assim que estiver frio adicione as claras em castelo, envolvendo suavemente.
Deite o creme num prato de barro (vidrado) em colheradas desencontradas e polvilhe com canela.
Leve ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 35 min. Faça o teste do palito para perceber se o interior está cozido.

terça-feira, 8 de março de 2022

Torta de cenoura



 
Cenoura, cenourinha,
diz-me porque te ris.

- Porque me julgas um fruto
mas eu sou uma raiz.

Cenoura, cenourinha,
Diz-me se nasces na serra.

- Não, eu sou uma planta da horta
e cresço debaixo da terra.

Cenoura, cenourinha,
diz-me de que cor tu és.

- Eu sou da cor das laranjas,
da cabeça até aos pés.

Cenoura, cenourinha,
diz-me se usas chapéu.

- Não, mas tenho uma franja verde
que às vezes parece um véu.

Cenoura, cenourinha,
diz-me porque estás a tremer.

- Porque vem aí um coelho
com fome, que me quer comer!
 
 
"Cenoura ", in Poemas da hora e outros poemas /Manuela Leitão
 
 



Torta de cenoura 

 

Ingredientes:

  • 450g puré de cenoura
  • 6 ovos
  • 200g de açúcar
  • 75g de farinha
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • Raspa de uma laranja
  • 50g de sumo de laranja
  • Açúcar para polvilhar


Preparação:

Juntar os ovos inteiros com o açúcar e bater. Adicionar a farinha, o fermento e bater até ligar. Juntar a raspa e o sumo de laranja e bater até ligar. Por fim, o puré de cenoura e bater até homogeneizar.
 
Verter a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 20 minutos.

Virar para cima de um pano polvilhado com açúcar e enrolar com cuidado. Deixar arrefecer completamente antes de retirar o pano, onde foi enrolada.
 
 
 

 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Bôla de carne

 


Doce ou salgado?

Confesso que por muito que goste de doces, prefiro os salgados. E tenho a dizer-vos que esta bôla de carne(s) me encheu bem as medidas!

A receita encontrei-a num vídeo do Youtube e não resisti a experimentar. Apenas fiz algumas alterações no recheio e aconselho-vos, caso a façam, a optar pelos ingredientes da vossa preferência. Há-de ser feita mais vezes, nesta cozinha, seguramente!

 

 


 

Ingredientes:


Massa:

  • 500g farinha de trigo
  • 200ml de água
  • 50g de manteiga
  • 10g de sal
  • 1 ovo
  • 50g de açúcar
  • 50ml de azeite
  • 10g de fermento seco ou 30g de fresco
Recheio:
  • q.b. de fiambre, barriga fumada, paio, chouriço (ou outras da sua preferência)
 
 

 
 

Preparação:

Num recipiente junte a água, azeite, fermento e mexa. Junte o açúcar e mexa. Adicione a manteiga e leve ao microondas 40 segundos (pare a meio do tempo e mexa).
 
Retire do microondas, mexa até toda a manteiga estar derretida. Adicione o ovo, misture e de seguida junte metade da farinha e mexa até uniformizar.
Junte o sal, a restante farinha e amasse até que a massa se despegue dos dedos, da bancada e fique lisinha (15 a 20 minutos).

Coloque no recipiente, tape com um pano de cozinha e deixe levedar até dobrar de volume (cerca de 2 horas - depende da temperatura).

Depois de levedada, coloque a massa na bancada (enfarinhada) e estique-a formando um quadrado. Disponha as carnes no centro, em camadas. Corte as laterais em tiras e sobreponha-as, alternadamente (direita, esquerda...) sobre o centro.

Deixe levedar 30 minutos, pincele com ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 40 minutos (ou até estar tostadinha).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Pudim de bolacha Maria



Doce infância

Quem não se lembra de molhar as bolachas Maria no leite? E de as comer tipo "sandes" com manteiga?
Pois é... não sou gulosa só de agora!

Este Pudim de bolacha Maria trouxe-me à memória esses sabores. E é, talvez, o pudim mais fácil de fazer que já experimentei.

Bom e amoroso fim de semana! 





Pudim de bolacha Maria


Ingredientes:

  • 120g bolachas Maria
  • 4 ovos
  • 500ml de leite
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sob.) aroma de baunilha
  • caramelo q.b.

Preparação:


Misture as bolachas, o leite, os ovos e deixe repousar uns 15 minutos.
Ao preparado das bolachas junte a baunilha (pode substituir por outro aromatizante), o açúcar e rale tudo (varinha, liquidificador, robot).
Coe o preparado para dentro de uma forma, previamente caramelizada, e remova a espuma que se encontrar na superfície.
Tape bem a forma e leve a cozer 45 minutos.


NOTA: usei 6 forminhas (ramequins) e cozi a vapor (25 minutos) no robot de cozinha. Podem cozer na panela de pressão (20 minutos), na panela/tacho ou no forno.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Bolo de coco (portuense)

 

Ler é...

fundamental!
 
Gosto tanto de livros! E de bolos super fáceis de fazer! 
Assim que li, no livro fantástico "Gastronomia Portuense", a receita deste bolo de coco fui para a cozinha fazê-lo.
Está aprovadíssimo cá em casa e será feito mais vezes, sem dúvida!
 
Vá, façam-no também... só leva 5 colheres de açúcar 😇

 E leiam. Ler é poder!

 

Gastronomia Portuense



Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 5 colheres de sopa de açúcar
  • 2,5 colheres de farinha triga
  • 100 g de coco


Preparação:


Batem-se bem as gemas com o açúcar, juntam-se as claras em neve e por último a farinha e o coco. Mistura-se tudo muito bem e vai ao forno numa forma untada de manteiga.

Depois de pronto tira-se e polvilha-se com coco e açúcar areado.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Bolo de citrinos


 


CITRINOS: A alegria do inverno!


A época dos citrinos vai, de forma genérica, de outubro a maio, embora, hoje em dia, se possam encontrar todo ano, uma vez que se conservam bem. A escolha deve recair sobre os mais pesados (serão mais sumarentos) e em casa é melhor afastá-los da humidade, o seu principal inimigo, mantendo-os num local bem arejado.

 

Citrinos mais cultivados em Portugal

Laranja (Citrus x sinensis)

Foi trazida da China para a Europa pelos portugueses no século XVI. Já era conhecida anteriormente na Europa a laranja-azeda (Citrus aurantium).

A laranja é o produto do cruzamento entre dois citrinos, a tangerina (Citrus reticulata) e o pomelo (Citrus maxima), o maior citrino que se conhece, e é famosa pelos seus gomos firmes, sabor doce e marcante e por ser muito rica em vitamina C, A, B1, B2 e B3, minerais e ser baixa em calorias.


As variedades mais comuns no nosso país são a “D. João”, a “De Setúbal” e todas as laranjas de “umbigo” como a “Bahia”, “Dalmau” ou “Newhall”. Estas laranjas são grandes, de bom sabor e sem sementes.

São de destacar também as laranjas chamadas sanguíneas, laranjas de polpa vermelha, muito ricas em anti-oxidantes, que são o resultado de uma mutação natural numa laranjeira. As laranjas sanguíneas são muito doces e saborosas e cultivadas principalmente no Sul de Espanha e no Sul de Itália.

As variedades mais comuns são a “Moro”, a “Tarocco” e a “Sanguinella”. Vale a pena adquirir uma laranjeira destas, se encontrarem à venda, pelo seu sabor diferente e riqueza em nutrientes.
 

Tangerina

Chegou a Portugal a partir do Norte de África, o seu nome vem de Tânger, cidade de Marrocos muito tempo em posse dos portugueses, embora seja nativa da Ásia.

Árvore geralmente mais pequena do que a laranjeira, possui espinhos nos ramos e o seu fruto, com casca relativamente fácil de retirar, é tal como a laranja muito rico em vitamina C, mas também em magnésio e potássio.

São muito apreciadas em Portugal as variedades “Hernandina”, “Fortuna”, e as conhecidas como clementinas.
 

Limão (Citrus x limon)

É outro citrino bem conhecido e com significativa produção em Portugal, sobretudo no Oeste.

Tal como a laranja é um híbrido de citrinos, e a sua origem exacta é desconhecida, embora seja antiga. Supostamente será um híbrido entre a laranja-azeda e a cidra (Citrus medica), introduzido na Europa pelos árabes.

O limão é riquíssimo em nutrientes e em propriedades médicas, sejam minerais, vitaminas ou fibras. Podemos consumi-lo sob a forma de limonada, ou em diversos pratos culinários.


Além disto o limão tem muitas aplicações na indústria farmacêutica, como agente de limpeza e noutras indústrias.

O limoeiro é um dos citrinos que mais sofre com o frio, pelo que é mais comum no litoral do país, sendo mais cultivadas as variedades “Eureka”, “Lunário” e “Lisboa”.

Pomelo e toranja

Podemos referir ainda dois outros citrinos: o pomelo, como vimos o maior dos citrinos, atinge entre um a dois quilogramas, um tamanho semelhante ao de uma meloa grande.

De casca sempre verde ou amarela, o pomelo, apresenta gomos com uma pele rija, saborosos, mas menos doces do que os da laranja, pois tem por vezes um certo sabor amargo.

Em Portugal o pomelo amadurece entre fevereiro e março, deve evitar-se plantar em zonas muito frias ou com geadas prolongadas.

O outro é a toranja (Citrus x paradisica), citrino de tamanho superior ao da laranja, resultado de um cruzamento entre a laranja e o pomelo.

A toranja é no geral muito sumarenta, mas poucas vezes consumida ao natural, não tanto porque seja ácida, mas porque tem muitas vezes um sabor amargo.

A toranja convertida em sumo é muito consumida nos países anglo-saxónicos ao pequeno-almoço, para compensar as gorduras animais ingeridas. A sua polpa varia entre o branco, o rosa e o vermelho.

 

 Info: Revista Jardins

 


 

Bolo de citrinos 

 

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 1 chávena chá de açúcar
  • Sumo 4 tangerinas pequenas
  • 125g de coalhada de limão (curd)
  • 1/3 chávena chá de amido
  • 1 chávena chá de farinha
  • 1 colher sopa de fermento
  • Raspa de laranja q.b


Preparação: 

Bater as gemas com o açúcar. Juntar sumo de tangerina. Juntar coalhada de limão e bater um pouco até uniformizar.
Adicionar, aos poucos, as farinhas e fermento peneirados. Envolver as claras em castelo e por fim juntar a raspa de laranja.
Verter a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 35 minutos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Rabanadas de forno

 


 

A todos um Feliz Natal ✨✨

Que seja recheado de saúde, paz e amor! 

 

 

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Ingredientes:

 
  • 1/2 cacete de rabanadas
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite (medida do leite condensado)
  • 3 ovos
  • Raspa de limão q.b.
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • açúcar em pó para polvilhar

Preparação:

Corte o pão em rodelas de 2 cm (2 dedos).
Disponha as fatias num pirex (tabuleiro) untado com manteiga.
Junte o leite condensado, leite, ovos, raspa de limão e fermento. Bata até misturar.
Despeje a mistura sobre o pão e deixe "descansar" até o pão ficar embebido (aprox. 1:00h).
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, 30 minutos ou até dourar e o creme estar cozido.
Polvilhe com açúcar em pó.