sábado, 16 de abril de 2022

Folar rústico com doce de ovo


PÁSCOA

 
Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso.
Foguetes e folares,
Sinos a repicar,
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.
Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.
O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação.


Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

Votos de uma Páscoa muitíssimo feliz!

 


 

Folar rústico com doce de ovos

 

Ingredientes

 
Fermento:
  • 7g de fermento de padeiro seco
  • 100ml de água morna (usei infusão de flor de laranjeira - pétalas)
  • 100g de farinha (T55)

Massa:
  • 250g de farinha (usei T55)
  • 50g de açúcar amarelo
  • 1 pitada de canela em pó
  • 1 pitada de erva-doce em pó
  • 1 colher (chá) de sal fino
  • 50 ml de leite
  • 30g de mel (usei multifloral do Gerês)
  • 40g de manteiga derretida
  • 1 ovo

Doce de ovo:
  • 160g de açúcar
  • 125 ml de água (usei infusão de flor de laranjeira - pétalas)
  • 5 gemas de ovo
 

Preparação

 

Doce de ovos: Leve ao lume um tacho com a água e o açúcar para fazer uma calda transparente.
Deixe-a arrefecer um pouco.
Entretanto junte numa tigela as gemas (que devem ser coadas), acrescente um pouco da calda e mexa até que estejam bem desfeitas.
Deite a mistura dos ovos na calda restante, volte a levar o tacho a lume baixo e mexa, sem parar, até formar um creme grosso.
Deite o creme numa taça de vidro e tape com película (que deve aderir ao creme). Deixe arrefecer.
OBS.: O doce de ovos feito de véspera fica ainda melhor.
 
 
Entretanto faça o folar:

1 - Dilua o fermento na água, de seguida a farinha, tape e deixe levedar uns 20 minutos.

2 - Numa taça coloque os ingredientes secos, misture, abra um buraco no meio e deite o leite, mel, manteiga e ovo. Mexa tudo até envolver.

3 - Adicione o fermento ao preparado anterior e amasse até uniformizar a massa. (Se necessário, junte um pouco de farinha ou leite, para obter uma massa moldável).

4 - coloque a massa numa taça, polvilhada com farinha, tape-a e deixe levedar até dobrar o volume. (Cerca de 2 horas).

5 - deite a massa levedada numa bancada polvilhada com farinha, estique-a, barre com o doce de ovos, dobre as laterais para o centro (no sentido do comprimento) e repita as dobras. (O importante é dobrar de forma a que o recheio fique no interior da massa).

6 - Deixe repousar, num tabuleiro forrado com papel vegetal, enquanto o forno aquece a 180⁰C e depois coza durante 30 minutos.
 
 
NOTA: se não gostar de creme de ovo, pode dispensar e fazer o folar sem ele. Nesse caso, basta formar uma bola (tipo pão), ou dar-lhe a forma que quiser (trança, regueifa, etc.)
 
 
 
 

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Bolo de cenoura, noz e especiarias

 

Forma: A Metalúrgica


Teleculinária: Quem nunca?


Em outubro de 1976 foi editado o número 1 da TeleCulinária. Se hoje basta pesquisar na internet por qualquer receita para a encontrar de imediato e em diversas versões, tempos houve em que quem queria aventurar-se a fazer pratos que não dominava era obrigado a recorrer a livros e revistas ou assistir a programas de culinária.

O bolo que hoje vos trago faz parte da vasta colecção de receitas desta revista, que eu desde muito cedo sou fã.

Não poderia falar na TeleCulinária sem deixar o tributo, muito merecido, ao Chefe Silva e à gastrónoma Maria de Lourdes Modesto.

Forma: A Metalúrgica
Forma: A Metalúrgica


Bolo de cenoura, noz e especiarias


Ingredientes:


  • 200g de açúcar mascavado
  • 200g óleo de girassol
  • 3 ovos
  • 160g de farinha com fermento
  • 250g de cenoura
  • 100g de noz*
  • 6g de canela em pó 
  • 3g de noz-moscada em pó
  • 3g de gengibre em pó
  • 4g de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • Manteiga para untar
  • Açúcar para polvilhar

*a receita pedia noz pecan (usei noz portuguesa)


Preparação:

Descasque as cenouras, rale-as com um ralador grosso e reserve. Parta as nozes em pedacinhos.

Numa tigela, bata primeiro o óleo com o açúcar e depois junte os ovos, um a um e sem parar de bater.
Aos poucos, acrescente a farinha e, de seguida, as especiarias e o bicarbonato. Por fim, adicione a cenoura ralada, as nozes e o sal, misturando bem.

Deite a massa numa forma, previamente untada com manteiga e polvilhada com açúcar. 
Leve ao forno, pré-aquecido a 180ºc, durante cerca de 45 minutos. Verifique a cozedura com um palito, retire e deixe arrefecer, antes de desenformar.

terça-feira, 29 de março de 2022

Tarte de requeijão

 



Requeijão

 

O que é?

Branco como a neve, macio e com um sabor suave, mas bem característico, o requeijão é sem dúvida um dos derivados do leite que nos últimos anos tem ganho muitos adeptos.
Embora seja conhecido desde a Idade Média, passou despercebido durante muito tempo. Actualmente o requeijão conquistou maior importância na nossa alimentação, não só porque do ponto de vista nutricional se pode considerar um alimento interessante, como também porque gradualmente nos fomos habituando a gostar dele simples ou combinado com outros ingredientes; como saladas, massas, ervas aromáticas, especiarias, nozes, mel ou os irresistíveis doces de abóbora, entre outros que a imaginação e o gosto nos ditar.
Tal como queijo, o requeijão é um derivado do leite. Pode ser obtido a partir de leite de vaca, de cabra ou de ovelha, ou de uma mistura de leites, e resulta da coagulação do soro de leite por acção do calor. Os grumos que se formam são coados e comprimidos para libertarem o restante soro e colocados em cestos que facilitam também o escoamento do mesmo. Obtém-se assim uma massa branca, cremosa e ligeiramente granulosa, rica em proteínas, vitaminas e minerais e com alguma gordura, embora já existam disponíveis no mercado requeijões com baixo teor de gordura ou praticamente isentos de gordura. Para aqueles que têm intolerância à lactose, um açúcar presente nalguns produtos lácteos, o requeijão é uma opção excelente, porque com a libertação do soro este produto, torna-se adequado ao consumo de quem é intolerante.
Nalgumas zonas no nosso País, a produção de requeijão é tradicional e ainda hoje se utilizam técnicas de fabrico artesanais, muito semelhantes às usadas na Idade Média, embora, hoje em dia, as normas de higiene e segurança alimentar no seu fabrico sejam bastante rigorosas e o próprio embalamento muito mais cuidado. Como o requeijão é um produto fresco cujo prazo de validade é curto, quando o adquirir verifique sempre a data de validade e não se esqueça de o conservar sempre no frigorifico. Se apresentar uma cor amarelada ou odor a “azedo”, rejeite-o.

 

Informação: Vaqueiro

 

Requeijão

 

Tarte de requeijão

 

Ingredientes:

  • 250g de requeijão
  • 5 ovos
  • 200g de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 100g de farinha sem fermento (usei T55)
  • 1 colher (sopa) de açúcar baunilhado ou 1 colher (chá) de extrato baunilha (opcional)
  • raspa de meio limão 
  • açúcar em pó q.b.

 

Preparação:

 

Ligue o forno a180ºC.
Ponha a manteiga numa taça para que amoleça. Se não o conseguir leve ao microondas 10 seg.
Forre o fundo de uma forma com papel vegetal, e unte as laterais com manteiga (usei forma de 20cm, com fundo amovível). 

Coloque o requeijão, escorrido, num prato e esmague-o bem com um garfo. Reserve.
Na taça da batedeira junte os ovos, o açúcar e bata bem até obter um creme esbranquiçado. Adicione a manteiga, a raspa de limão, e bata até misturar. Junte o requeijão e bata até que este fique bem incorporarado.
Acrescente a farinha, com a batedeira no mínimo, e bata só para envolver. Desligue a batedeira e acabe de misturar, com uma espátula.

Verta a massa na forma que preparou.
Leve ao forno por uns 35 a 40 minutos (após 30 min. vá verificando com ajuda de um palito).
Depois de cozida retire do forno e deixe arrefecer uns 10 minutos em cima de uma grade. Desenforme para cima da grade e deixe arrefecer completamente, antes de a colocar no prato de servir. 

Depois da tarte estar bem fria, polvilhe-a com de açúcar em pó.

 


 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Sericaia


Alentejo

Cada terra com seu doce 



Terra de doces, cada terra tem o seu. Castro Verde tem os célebres bolos folhados de gila, Beja, trouxas de ovos e os porquinhos de chocolate, queijinhos de hóstia, queijadas de requeijão, tosquiados, queijo de amêndoa, geladinhos do convento da Conceição, pastéis de toucinho e de Santa Clara, cujas receitas vêm do convento da Esperança; Elvas, tem a sericaia e as ameixas em calda; Castelo de Vide, as boleimas; Vila Viçosa, tibornas, filhós enroladas; Monforte, broas, anéis e toucinho rançoso; Alcácer do Sal, pinhoadas e filhós com mel; o Crato, mimosos que, manda a tradição, se secam em cima de uma cama de giestas; Serpa, terra de queijo, queijadas de requeijão; Viana do Alentejo, as sardinhas; Cuba, fitas, bolos folhados, cavacas e bolo podre; Azaruja, padinhas; Évora, queijadas, encharcada e pão de rala; Vidigueira, bolo de amêndoa; Torrão, queijadas; Sines, as areias; Avis, cavacas; Montemor-o-Novo, as cernelhas e o pão de ló; Portalegre, rebuçados de ovos, bolo podre, Mértola.
 
 
 
Ao clicar no link podem fazer o download do referido documento.
Quanto ao doce em questão, basta fazer uma breve pesquisa e poderão constatar que há diversas variações na receita, quer nos ingredientes, quer no modo de preparação.
Apresento-vos duas opções: a primeira é a que consta do livro que vêm na imagem, a segunda é a forma como a fiz. Tenho a certeza que vão adorar, em qualquer dos casos.
 
 
 

Convento de Nossa Senhora da Conceição ou Santa Clara

 
De freiras xabreganas, foi fundado em 1526. Ampliado nos séculos XVII e XVIII, recolhia senhoras das melhores famílias, chegando a ter uma capacidade para 85 monjas. Era considerado um convento rico devido às esmolas e doações, não só dos padroeiros e protectores, como das donas que a ele se agasalhavam. Foi extinto em 1887 com a morte da última freira.
 
 

Receitas do Convento de Santa Clara

 
Sericaia ou Sericá

Bata 12 gemas com 500 gr. de açúcar e misture muito bem 200 gr. de farinha com um litro de leite. Misture tudo e ponha no lume. Assim que começar a tomar a consistência de um creme, retire do lume e deixe arrefecer. Bata as claras em castelo e misture com o creme. Ponha uma pitada de canela e o sumo de meio limão.
Deite tudo num prato de estanho, às colheradas grandes, de uma forma desencontrada. Uma é posta no sentido do centro para as bordas e a outra é atravessada. Polvilha-se com canela em pó por cima e vai ao forno.

 
in "Doçaria Conventual do Alentejo" as receitas e o seu enquadramento histórico - Saramago, Alfredo
 
 
 

 
A Sericaia que aqui vos apresento tem alguns ajustes, relativamente à do livro (atrás mencionado), como podem constatar abaixo. Optei por fazer sensivelmente metade, pois o prato de barro vidrado que tenho é pequeno e também porque se destinava a ser comida por apenas duas pessoas. Na próxima vou tentar arranjar as ameixas, porque prefiro com esse acompanhamento, e ajustar uma ou outra coisa. Depois partilho convosco! ;)

Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 250g de açúcar
  • 400ml de leite
  • 75g de farinha sem fermento

Preparação:

Bata bem as gemas com o açúcar.
Junte a farinha e volte a bater, até homogeneizar. Por fim acrescente o leite.
Deite a mistura num tacho e leve ao lume, mexendo sempre, até engrossar.
Retire do lume e deixe arrefecer. Assim que estiver frio adicione as claras em castelo, envolvendo suavemente.
Deite o creme num prato de barro (vidrado) em colheradas desencontradas e polvilhe com canela.
Leve ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 35 min. Faça o teste do palito para perceber se o interior está cozido.

terça-feira, 8 de março de 2022

Torta de cenoura



 
Cenoura, cenourinha,
diz-me porque te ris.

- Porque me julgas um fruto
mas eu sou uma raiz.

Cenoura, cenourinha,
Diz-me se nasces na serra.

- Não, eu sou uma planta da horta
e cresço debaixo da terra.

Cenoura, cenourinha,
diz-me de que cor tu és.

- Eu sou da cor das laranjas,
da cabeça até aos pés.

Cenoura, cenourinha,
diz-me se usas chapéu.

- Não, mas tenho uma franja verde
que às vezes parece um véu.

Cenoura, cenourinha,
diz-me porque estás a tremer.

- Porque vem aí um coelho
com fome, que me quer comer!
 
 
"Cenoura ", in Poemas da hora e outros poemas /Manuela Leitão
 
 



Torta de cenoura 

 

Ingredientes:

  • 450g puré de cenoura
  • 6 ovos
  • 200g de açúcar
  • 75g de farinha
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • Raspa de uma laranja
  • 50g de sumo de laranja
  • Açúcar para polvilhar


Preparação:

Juntar os ovos inteiros com o açúcar e bater. Adicionar a farinha, o fermento e bater até ligar. Juntar a raspa e o sumo de laranja e bater até ligar. Por fim, o puré de cenoura e bater até homogeneizar.
 
Verter a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 20 minutos.

Virar para cima de um pano polvilhado com açúcar e enrolar com cuidado. Deixar arrefecer completamente antes de retirar o pano, onde foi enrolada.
 
 
 

 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Bôla de carne

 


Doce ou salgado?

Confesso que por muito que goste de doces, prefiro os salgados. E tenho a dizer-vos que esta bôla de carne(s) me encheu bem as medidas!

A receita encontrei-a num vídeo do Youtube e não resisti a experimentar. Apenas fiz algumas alterações no recheio e aconselho-vos, caso a façam, a optar pelos ingredientes da vossa preferência. Há-de ser feita mais vezes, nesta cozinha, seguramente!

 

 


 

Ingredientes:


Massa:

  • 500g farinha de trigo
  • 200ml de água
  • 50g de manteiga
  • 10g de sal
  • 1 ovo
  • 50g de açúcar
  • 50ml de azeite
  • 10g de fermento seco ou 30g de fresco
Recheio:
  • q.b. de fiambre, barriga fumada, paio, chouriço (ou outras da sua preferência)
 
 

 
 

Preparação:

Num recipiente junte a água, azeite, fermento e mexa. Junte o açúcar e mexa. Adicione a manteiga e leve ao microondas 40 segundos (pare a meio do tempo e mexa).
 
Retire do microondas, mexa até toda a manteiga estar derretida. Adicione o ovo, misture e de seguida junte metade da farinha e mexa até uniformizar.
Junte o sal, a restante farinha e amasse até que a massa se despegue dos dedos, da bancada e fique lisinha (15 a 20 minutos).

Coloque no recipiente, tape com um pano de cozinha e deixe levedar até dobrar de volume (cerca de 2 horas - depende da temperatura).

Depois de levedada, coloque a massa na bancada (enfarinhada) e estique-a formando um quadrado. Disponha as carnes no centro, em camadas. Corte as laterais em tiras e sobreponha-as, alternadamente (direita, esquerda...) sobre o centro.

Deixe levedar 30 minutos, pincele com ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 40 minutos (ou até estar tostadinha).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Pudim de bolacha Maria



Doce infância

Quem não se lembra de molhar as bolachas Maria no leite? E de as comer tipo "sandes" com manteiga?
Pois é... não sou gulosa só de agora!

Este Pudim de bolacha Maria trouxe-me à memória esses sabores. E é, talvez, o pudim mais fácil de fazer que já experimentei.

Bom e amoroso fim de semana! 





Pudim de bolacha Maria


Ingredientes:

  • 120g bolachas Maria
  • 4 ovos
  • 500ml de leite
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sob.) aroma de baunilha
  • caramelo q.b.

Preparação:


Misture as bolachas, o leite, os ovos e deixe repousar uns 15 minutos.
Ao preparado das bolachas junte a baunilha (pode substituir por outro aromatizante), o açúcar e rale tudo (varinha, liquidificador, robot).
Coe o preparado para dentro de uma forma, previamente caramelizada, e remova a espuma que se encontrar na superfície.
Tape bem a forma e leve a cozer 45 minutos.


NOTA: usei 6 forminhas (ramequins) e cozi a vapor (25 minutos) no robot de cozinha. Podem cozer na panela de pressão (20 minutos), na panela/tacho ou no forno.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Bolo de coco (portuense)

 

Ler é...

fundamental!
 
Gosto tanto de livros! E de bolos super fáceis de fazer! 
Assim que li, no livro fantástico "Gastronomia Portuense", a receita deste bolo de coco fui para a cozinha fazê-lo.
Está aprovadíssimo cá em casa e será feito mais vezes, sem dúvida!
 
Vá, façam-no também... só leva 5 colheres de açúcar 😇

 E leiam. Ler é poder!

 

Gastronomia Portuense



Ingredientes:

  • 5 ovos
  • 5 colheres de sopa de açúcar
  • 2,5 colheres de farinha triga
  • 100 g de coco


Preparação:


Batem-se bem as gemas com o açúcar, juntam-se as claras em neve e por último a farinha e o coco. Mistura-se tudo muito bem e vai ao forno numa forma untada de manteiga.

Depois de pronto tira-se e polvilha-se com coco e açúcar areado.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Bolo de citrinos


 


CITRINOS: A alegria do inverno!


A época dos citrinos vai, de forma genérica, de outubro a maio, embora, hoje em dia, se possam encontrar todo ano, uma vez que se conservam bem. A escolha deve recair sobre os mais pesados (serão mais sumarentos) e em casa é melhor afastá-los da humidade, o seu principal inimigo, mantendo-os num local bem arejado.

 

Citrinos mais cultivados em Portugal

Laranja (Citrus x sinensis)

Foi trazida da China para a Europa pelos portugueses no século XVI. Já era conhecida anteriormente na Europa a laranja-azeda (Citrus aurantium).

A laranja é o produto do cruzamento entre dois citrinos, a tangerina (Citrus reticulata) e o pomelo (Citrus maxima), o maior citrino que se conhece, e é famosa pelos seus gomos firmes, sabor doce e marcante e por ser muito rica em vitamina C, A, B1, B2 e B3, minerais e ser baixa em calorias.


As variedades mais comuns no nosso país são a “D. João”, a “De Setúbal” e todas as laranjas de “umbigo” como a “Bahia”, “Dalmau” ou “Newhall”. Estas laranjas são grandes, de bom sabor e sem sementes.

São de destacar também as laranjas chamadas sanguíneas, laranjas de polpa vermelha, muito ricas em anti-oxidantes, que são o resultado de uma mutação natural numa laranjeira. As laranjas sanguíneas são muito doces e saborosas e cultivadas principalmente no Sul de Espanha e no Sul de Itália.

As variedades mais comuns são a “Moro”, a “Tarocco” e a “Sanguinella”. Vale a pena adquirir uma laranjeira destas, se encontrarem à venda, pelo seu sabor diferente e riqueza em nutrientes.
 

Tangerina

Chegou a Portugal a partir do Norte de África, o seu nome vem de Tânger, cidade de Marrocos muito tempo em posse dos portugueses, embora seja nativa da Ásia.

Árvore geralmente mais pequena do que a laranjeira, possui espinhos nos ramos e o seu fruto, com casca relativamente fácil de retirar, é tal como a laranja muito rico em vitamina C, mas também em magnésio e potássio.

São muito apreciadas em Portugal as variedades “Hernandina”, “Fortuna”, e as conhecidas como clementinas.
 

Limão (Citrus x limon)

É outro citrino bem conhecido e com significativa produção em Portugal, sobretudo no Oeste.

Tal como a laranja é um híbrido de citrinos, e a sua origem exacta é desconhecida, embora seja antiga. Supostamente será um híbrido entre a laranja-azeda e a cidra (Citrus medica), introduzido na Europa pelos árabes.

O limão é riquíssimo em nutrientes e em propriedades médicas, sejam minerais, vitaminas ou fibras. Podemos consumi-lo sob a forma de limonada, ou em diversos pratos culinários.


Além disto o limão tem muitas aplicações na indústria farmacêutica, como agente de limpeza e noutras indústrias.

O limoeiro é um dos citrinos que mais sofre com o frio, pelo que é mais comum no litoral do país, sendo mais cultivadas as variedades “Eureka”, “Lunário” e “Lisboa”.

Pomelo e toranja

Podemos referir ainda dois outros citrinos: o pomelo, como vimos o maior dos citrinos, atinge entre um a dois quilogramas, um tamanho semelhante ao de uma meloa grande.

De casca sempre verde ou amarela, o pomelo, apresenta gomos com uma pele rija, saborosos, mas menos doces do que os da laranja, pois tem por vezes um certo sabor amargo.

Em Portugal o pomelo amadurece entre fevereiro e março, deve evitar-se plantar em zonas muito frias ou com geadas prolongadas.

O outro é a toranja (Citrus x paradisica), citrino de tamanho superior ao da laranja, resultado de um cruzamento entre a laranja e o pomelo.

A toranja é no geral muito sumarenta, mas poucas vezes consumida ao natural, não tanto porque seja ácida, mas porque tem muitas vezes um sabor amargo.

A toranja convertida em sumo é muito consumida nos países anglo-saxónicos ao pequeno-almoço, para compensar as gorduras animais ingeridas. A sua polpa varia entre o branco, o rosa e o vermelho.

 

 Info: Revista Jardins

 


 

Bolo de citrinos 

 

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 1 chávena chá de açúcar
  • Sumo 4 tangerinas pequenas
  • 125g de coalhada de limão (curd)
  • 1/3 chávena chá de amido
  • 1 chávena chá de farinha
  • 1 colher sopa de fermento
  • Raspa de laranja q.b


Preparação: 

Bater as gemas com o açúcar. Juntar sumo de tangerina. Juntar coalhada de limão e bater um pouco até uniformizar.
Adicionar, aos poucos, as farinhas e fermento peneirados. Envolver as claras em castelo e por fim juntar a raspa de laranja.
Verter a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 35 minutos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Rabanadas de forno

 


 

A todos um Feliz Natal ✨✨

Que seja recheado de saúde, paz e amor! 

 

 

Photo by Element5 Digital from Pexels

 

 

Ingredientes:

 
  • 1/2 cacete de rabanadas
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite (medida do leite condensado)
  • 3 ovos
  • Raspa de limão q.b.
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • açúcar em pó para polvilhar

Preparação:

Corte o pão em rodelas de 2 cm (2 dedos).
Disponha as fatias num pirex (tabuleiro) untado com manteiga.
Junte o leite condensado, leite, ovos, raspa de limão e fermento. Bata até misturar.
Despeje a mistura sobre o pão e deixe "descansar" até o pão ficar embebido (aprox. 1:00h).
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, 30 minutos ou até dourar e o creme estar cozido.
Polvilhe com açúcar em pó. 
 
 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Aletria muito cremosa





Aletria - uma alegria na mesa!


A aletria é uma massa de farinha de trigo de fios muito finos, por vezes também chamada de "cabelo-de-anjo" cuja chegada à Península Ibérica se atribui aos árabes, entre o século VIII e IX. Do árabe al-irtiâ ou simplesmente itriya, que é a palavra usada para designar massa.

Um documento escrito em catalão "Libre de sent soví", datado do século XIV, refere “alatria” em duas receitas de origem árabe. Numa delas, a aletria é cozinhada em leite de amêndoas e mel.

Em Portugal, esta massa é usada, sobretudo, na criação de um doce: a Aletria. Esta sobremesa, faz-se um pouco por tudo o país, variando no líquido usado (leite, água ou ambos), na quantidade de massa, de gemas (com ou sem) e na consistência, que vai desde a mais cremosa até à que dá para cortar à fatia. 

 

Eu gosto desta "massinha doce" nas suas várias versões, desde que bem feita... e vocês, são fãs ou nem por isso?

 

Abraço e votos de um Feliz Natal 🌲


Aletria

 

Ingredientes:


  • 125g de aletria
  • 1L de leite
  • 6 gemas de ovo
  • 125g açúcar
  • 30g de manteiga com sal
  • 1 pau de canela
  • 1 casquinha de limão
  •  Canela em pó q.b.

 

Preparação:



Leve ao lume o leite deixando um pouco para misturar com as gemas. Junte a casca de limão, o pau de canela, a manteiga e deixe levantar fervura.

Logo que comece a ferver, junte a aletria (bem separada), mexa e deixe cozer 3 minutos. De seguida junte o açúcar e cozinhe 5 minutos.
Após este tempo, junte as gemas à aletria e deixe-as cozer, sem ferver.

Retire a casca de limão, o pau de canela e verta para uma travessa ou pratos.
Depois de frio, polvilhe com canela.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Bolo de laranja e coco

 




Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve, secreta e pura
Minha passagem para o breve, breve instante da loucura
(...)

 
 
 
As laranjas são um dos frutos mais populares do planeta.

Acredita-se que o seu cultivo tenha ocorrido, pelo menos, há quatro mil anos no sudoeste asiático.

A sua doçura natural e a variedade das utilizações, ao natural, em sumo ou em compotas, contribuíram para a sua diversificação. 
A este citrino são apontados imensos benefícios para a saúde, por possuírem propriedades anti-inflamatórias e efeitos antioxidantes.
As laranjas têm poucas calorias e são ricas em inúmeros nutrientes.

 

 




Bolo de laranja e coco


Ingredientes:

 

  • 1 laranja com a casca (fina)
  • 4 ovos
  • 1 iogurte de coco
  • 60ml de óleo de girassol
  • 1 chávena (chá) de açúcar
  • 1/2 chávena (chá) de coco ralado
  • 1 e 1/2 chávena (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó


Nota: a chávena/taça que usei tem a capacidade de 250ml

 

Preparação:


Ligue o forno a 180°C.
Unte e enfarinhe uma forma.
Corte a laranja em 4 pedaços (retire-lhe apenas os topos, a parte branca do meio e as pevides).

No copo do liquidificador, coloque a laranja, os ovos, o óleo, o iogurte, o açúcar, o coco e bata até obter um creme homogéneo.

Verta o líquido numa taça e adicione, aos poucos, a farinha peneirada, envolvendo até obter uma massa cremosa.

Deite a massa na forma reservada e leve ao forno por cerca de 40 minutos, ou até que um palito saia limpo, depois de espetado na massa.

Retire do forno, deixe amornar e desenforme. 

 




sábado, 27 de novembro de 2021

Tecolameco



Te-co-la-me-co



O nome é dos mais estranhos - na minha opinião - no que a doçaria diz respeito. À parte isso, é o que se espera de um doce conventual: maravilhoso!

O Tecolameco, também conhecido como Teco Lameco, Teculameco ou Teculameca, é uma sobremesa típica do Alto Alentejo (Crato), de origem conventual, à base de amêndoas, ovos e açúcar.

Li, em vários sítios, que relativamente à origem do Tecolameco, se diz que um antigo chefe terá encontrado no Castelo do Crato (também conhecido como Castelo da Azinheira), no distrito de Portalegre, no Alto Alentejo, um livro antigo que revelava o sentido da vida. Todas as páginas estavam em branco, excepto uma que continha a receita do Tecolameco.

Quanto à veracidade do achado não sei, mas que a sobremesa dá outro ânimo aos dias, lá isso concordo!







Ingredientes:


  • 500g de açúcar
  • 300ml de água
  • 1 pau de canela
  • 200g de amêndoa ralada sem pele
  • 50g de amêndoa ralada com pele
  • 25g de manteiga
  • 10g de banha
  • 10 gemas de ovo
  • 2 ovos
  • Açúcar em pó para polvilhar




NOTA: a amêndoa pode ser os 250g sem pele, como sugere a maioria das receitas. A banha pode ser substituída pela manteiga, levando assim 35g. Acrescentei uma raspa de limão à calda de açúcar para aromatizar. Nas receitas que li, adicionam um pouco de canela em pó, que optei por não usar.

 

Preparação:


Leve ao lume o açúcar com a água, o pau de canela e deixe ferver, até atingir ponto de pérola.

Retire do lume, junte a amêndoa, a manteiga, a banha e mexa. Leve novamente ao lume e deixe engrossar, mexendo sempre. Retire, elimine o pau de canela e deixe arrefecer. Misture depois os ovos, as gemas e envolva muito bem.

Deite o preparado numa forma, previamente untada com manteiga e forrada com papel vegetal. Leve ao forno, pré-aquecido a 180ºC, por cerca de 40 minutos. Retire, deixe arrefecer e desenforme. Polvilhe com bastante açúcar em pó.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Tarte de Cenoura e Amêndoa

 


 

Dizem que a cenoura faz os olhos bonitos... 🥕
 
Se é assim, não sei. Mas vê-la tão linda é um regalo para a vista! E não só 😉🤤

 
 
 
 

Ingredientes:


  • 400g de puré de cenoura
  • 200g de açúcar
  • Raspa de 1 laranja
  • 3 ovos
  • 3 colheres (sopa) de óleo
  • 150g farinha sem fermento
  • 100g de amêndoa moída
  • amêndoa palitada q.b.
  • Açúcar em pó para polvilhar
 

Preparação: 


Descasque as cenouras (cerca de 600g), corte-as em rodelas e leve a cozer, juntamente com 1 pau de canela, 1 casca de limão e uma pitada de sal. Depois de cozidas, escorra-as bem e faça um puré. Deixe-o arrefecer.

Bata o puré de cenoura com o açúcar. Acrescente a raspa de laranja e os ovos, um a um. Acrescente o óleo e finalmente envolva a farinha peneirada e a amêndoa moída.

Coloque numa forma, untada com manteiga e polvilhada com farinha, e distribua por cima a amêndoa palitada.

Leve ao forno (pré-aquecido a 170⁰C) durante 20 minutos.

Depois de fria polvilhe com açúcar em pó.

 


 

 

NOTA: a tarte tem textura de queijada. Pode fazer-se em formas de queque e encher quase na totalidade, pois não cresce.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Bolo de noz e maçã


 


Saberes de mão-em-mão

 
A partilha, já o disse por cá algumas vezes, é fundamental para que o saber nunca se perca no tempo. Vou deixando, aqui, as minhas experiências culinárias que não são mais do que um conjunto de aprendizagens.
Felizmente, há muita gente a comungar deste princípio e a permitir que o saber (fazer, ser e estar) se difunda.
 
Em Julho, por época dos exames nacionais, uma colega da escola (que eu ainda não conhecia) teve a gentileza de levar um bolo delicioso para mimar quem estava a fazer vigilância. Abençoada seja! 
Escusado será dizer que adorei o bolo e de imediato pedi a receita. Quando o faço (e são muitas as vezes) conto sempre com o não, mas espero pelo sim!
De imediato recebi por resposta: "não tenho aqui a receita, mas quando chegar a casa envio-ta por email". E assim foi! 
 
A receita é esta que vos deixo, juntamente com uma boa recomendação, pois o bolo é facílimo de fazer e muito delicioso 😋

Um beijinho de gratidão à Cláudia Salema (que me deu a receita) e à Conceição Sousa (que lha tinha dado).

 

Bolo de noz e maçã

 

Ingredientes:


  • 1 chávena de óleo de girassol
  • 1 chávena de açúcar
  • 4 ovos
  • 3 colheres de sopa de leite
  • 2 colheres de sopa de rum
  • 1 colher de sopa de vinho do Porto
  • 2 e 1/2 chávenas de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 chávena de nozes (picadas)
  • 1 chávena de maçã (aos pedacinhos)

 

NOTA: a chávena usada tem a capacidade de 250ml

 

Preparação:

Misturar o óleo com o açúcar, depois os ovos inteiros, o leite, o rum e o vinho do Porto. Em seguida a farinha e o fermento. Envolver as nozes e a maçã. 

Levar ao forno, pré aquecido a 180⁰C, durante 40 minutos (testar com palito).

 

 Porta Bolos - Tupperware