sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Bolo de citrinos


 


CITRINOS: A alegria do inverno!


A época dos citrinos vai, de forma genérica, de outubro a maio, embora, hoje em dia, se possam encontrar todo ano, uma vez que se conservam bem. A escolha deve recair sobre os mais pesados (serão mais sumarentos) e em casa é melhor afastá-los da humidade, o seu principal inimigo, mantendo-os num local bem arejado.

 

Citrinos mais cultivados em Portugal

Laranja (Citrus x sinensis)

Foi trazida da China para a Europa pelos portugueses no século XVI. Já era conhecida anteriormente na Europa a laranja-azeda (Citrus aurantium).

A laranja é o produto do cruzamento entre dois citrinos, a tangerina (Citrus reticulata) e o pomelo (Citrus maxima), o maior citrino que se conhece, e é famosa pelos seus gomos firmes, sabor doce e marcante e por ser muito rica em vitamina C, A, B1, B2 e B3, minerais e ser baixa em calorias.


As variedades mais comuns no nosso país são a “D. João”, a “De Setúbal” e todas as laranjas de “umbigo” como a “Bahia”, “Dalmau” ou “Newhall”. Estas laranjas são grandes, de bom sabor e sem sementes.

São de destacar também as laranjas chamadas sanguíneas, laranjas de polpa vermelha, muito ricas em anti-oxidantes, que são o resultado de uma mutação natural numa laranjeira. As laranjas sanguíneas são muito doces e saborosas e cultivadas principalmente no Sul de Espanha e no Sul de Itália.

As variedades mais comuns são a “Moro”, a “Tarocco” e a “Sanguinella”. Vale a pena adquirir uma laranjeira destas, se encontrarem à venda, pelo seu sabor diferente e riqueza em nutrientes.
 

Tangerina

Chegou a Portugal a partir do Norte de África, o seu nome vem de Tânger, cidade de Marrocos muito tempo em posse dos portugueses, embora seja nativa da Ásia.

Árvore geralmente mais pequena do que a laranjeira, possui espinhos nos ramos e o seu fruto, com casca relativamente fácil de retirar, é tal como a laranja muito rico em vitamina C, mas também em magnésio e potássio.

São muito apreciadas em Portugal as variedades “Hernandina”, “Fortuna”, e as conhecidas como clementinas.
 

Limão (Citrus x limon)

É outro citrino bem conhecido e com significativa produção em Portugal, sobretudo no Oeste.

Tal como a laranja é um híbrido de citrinos, e a sua origem exacta é desconhecida, embora seja antiga. Supostamente será um híbrido entre a laranja-azeda e a cidra (Citrus medica), introduzido na Europa pelos árabes.

O limão é riquíssimo em nutrientes e em propriedades médicas, sejam minerais, vitaminas ou fibras. Podemos consumi-lo sob a forma de limonada, ou em diversos pratos culinários.


Além disto o limão tem muitas aplicações na indústria farmacêutica, como agente de limpeza e noutras indústrias.

O limoeiro é um dos citrinos que mais sofre com o frio, pelo que é mais comum no litoral do país, sendo mais cultivadas as variedades “Eureka”, “Lunário” e “Lisboa”.

Pomelo e toranja

Podemos referir ainda dois outros citrinos: o pomelo, como vimos o maior dos citrinos, atinge entre um a dois quilogramas, um tamanho semelhante ao de uma meloa grande.

De casca sempre verde ou amarela, o pomelo, apresenta gomos com uma pele rija, saborosos, mas menos doces do que os da laranja, pois tem por vezes um certo sabor amargo.

Em Portugal o pomelo amadurece entre fevereiro e março, deve evitar-se plantar em zonas muito frias ou com geadas prolongadas.

O outro é a toranja (Citrus x paradisica), citrino de tamanho superior ao da laranja, resultado de um cruzamento entre a laranja e o pomelo.

A toranja é no geral muito sumarenta, mas poucas vezes consumida ao natural, não tanto porque seja ácida, mas porque tem muitas vezes um sabor amargo.

A toranja convertida em sumo é muito consumida nos países anglo-saxónicos ao pequeno-almoço, para compensar as gorduras animais ingeridas. A sua polpa varia entre o branco, o rosa e o vermelho.

 

 Info: Revista Jardins

 


 

Bolo de citrinos 

 

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 1 chávena chá de açúcar
  • Sumo 4 tangerinas pequenas
  • 125g de coalhada de limão (curd)
  • 1/3 chávena chá de amido
  • 1 chávena chá de farinha
  • 1 colher sopa de fermento
  • Raspa de laranja q.b


Preparação: 

Bater as gemas com o açúcar. Juntar sumo de tangerina. Juntar coalhada de limão e bater um pouco até uniformizar.
Adicionar, aos poucos, as farinhas e fermento peneirados. Envolver as claras em castelo e por fim juntar a raspa de laranja.
Verter a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 180⁰C, durante 35 minutos.

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